27.10.06

Lulinha paz e amor

O brasileiro não pensou e domingo à noite, provavelmente, teremos o início de mais um governo do Lulinha paz e amor.
Como disse o Sen. Jefferson Peres: Curvo-me à vontade popular, mas inconformado.
Em nossos 20 e poucos anos de democracia, ainda não conseguimos sair da barra da saia da política do toma-lá-da-cá. Estamos assistindo à reencarnação de uma direita fascista, onde corrupção, desmandos e impunidade são pratos triviais. Lula conseguiu acabar com o discurso do PT, pelo qual sempre tive respeito, para se tornar um líder questionável como assistimos com o Malufismo. Não vejo mais a militância combativa e coerente do PT, vejo o Lulismo, formado por uma maioria de “sem-opinião” e de inconformados que não tem a humildade de admitir que o metalúrgico que virou presidente é uma farsa.
Acredito em meu país e sei que as denúncias serão apuradas e a verdade vai aparecer. Mas como conheço o meu país, o Lula poderá ser condenado e até preso e depois de alguns anos volta como deputado federal.
Não existe diferença entre pobre e rico, pois caráter não tem dinheiro que compre. Não existe diferença entre Malufismo e Lulismo, pois populismo qualquer dinheiro compra.
Viva a democracia e espero que ela sobreviva.

25.10.06

Sorocaba, mostra tua cara.

Um amigo me escreveu dizendo que o Cazuza tinha razão ao dizer BRASIL, MOSTRA TUA CARA. E aí está a cara do nosso país.
O congresso elegeu o Valdemar, o Genuíno e mais um bando de acusados em escândalos. Ressuscitou o Maluf e veremos o Clodovil exibindo sua bolsinha básica da Louis Vuitton.
Essa é a cara do congresso, que também tem um monte de gente boa, que acaba sendo engolida pela ilógica política desse país.
Tenho que concordar que vivemos em uma democracia extremamente jovem, e como todo jovem cometemos bobagens. Mesmo assim o País resiste, vamos em frente e aprender com o erro dos outros, mesmo que tudo continue na mesma e percebamos que os errados somos nós.
Concordo que nosso imediatismo faça com que não enxerguemos a excelência desse país, e por isso precisamos diminuir as diferenças e ter um olhar presente, distante e menos apaixonado.
Nossa sorte é lançada diariamente, mesmo tendo o livre arbítrio para conduzirmos nossas vidas. Sendo assim, boa sorte Amary, leve a energia e alegria do Sorocabano para o congresso, boa sorte Panunzzio, continue com sua firmeza e integridade. Vocês são as caras dos sorocabanos no congresso e como sorocabano, quero ter orgulho ao olhar no espelho.

El Borrachón

Maravilha. Consegui tirar alguns dias para ir a Buenos Aires e me surpreendi. Após 3 anos da minha última visita o progresso do país é claro. Em 2003, num bate-papo com o Fernando, gerente do bar do Alvear, um portenho com alma baiana (segundo o mesmo) ele me dizia que a Argentina estava mal e que invejava a posição do Brasil. Nesta última semana Fernando disse-me justamente o contrário e perguntou como ia nosso presidente El Borrachón. Minha vontade era me esconder embaixo da cadeira. Mas, meus caros, São Paulo fez jus a sua representatividade política e nos presenteou com o segundo turno, agora existe mais tempo para entendermos esse páreo em que o nosso presidente, em uma entrevista, afirmou que a direita não quer que ele ganhe. Confesso que não entendi, já que o presidente beijou a mão do Jáder Barbalho, apoiou o Newton Cardoso e o Severino, elogiou o Suassuna e agora é amigo do Collor. Todos ex-inimigos que bebem da mesma cachaça agora e outrora foram chamados de ladrões. Outro dia me disseram que sou tendencioso. Sou sim. Sou tendencioso à justiça, à honestidade e ao crescimento e orgulho desse país. Quero voltar para Buenos Aires, encontrar o Fernando e dizer: - A hora esta bien, ganamos por una cabeza, pero ganamos.

DOMINGO, A GENTE PASSA A LIMPO.

Esta é última coluna antes da eleição. E quanta coisa aconteceu nesse tempo todo!
Nunca tanta sujeira foi apurada, crimes descobertos, pessoas sabidamente culpadas e nada se resolveu. Domingo vamos as urnas a passos de formiga e sem vontade, junto com uma parte da população vendida por R$60,00 por mês, que segue passiva a todos os acontecimentos. Esse governo ignorou tudo como a direita sempre fez. Sem responsabilidade sobre seus atos, sem vergonha pelo que fez. Seus aliados lhe passaram a mão na bunda e não se viu nada, não se soube de nada. Além da tragédia ética, existe a epopéia trágica: o Brasil cresceu 2,5% no ano passado, menos que todos os países da América do Sul, enquanto a Argentina, em crise, cresceu 8%.
O Brasil continua a tentar acordos duvidosos com a Venezuela, Índia e China e ignora os maiores mercados mundiais como Europa, Japão e EUA, como bem fez o Chile e o Uruguai.
O BNDES negou o empréstimo ao metrô de São Paulo e financiou o idiota do Chavez na construção do metrô de Caracas. A Bolívia invadiu militarmente a Petrobrás, disse que não mais vai repassar o pagamento de extração de gás e o Brasil não fez nada.
Desculpem-me pelo desabafo. Domingo digo não a isso que esta aí e cumpro meu dever como cidadão.

Via de mão única ou beco sem saída?

A união faz açúcar e ele vai derreter até 2008. É um absurdo! A política é feita cada vez mais de forma displicente. Compromisso agora tem hora pra acabar, isso é o mesmo que casar com data marcada para a separação. Com todo respeito que tenho pelo Dep. Panunnzio tenho que discordar de sua afirmação que diz que tudo na política depende do contexto do momento. Conduta tem que ter coerência e caráter tem que ser inabalável. Parece que estamos assistindo mais um capítulo de uma política onde os fins justificam os meios. A questão aqui não é sobre a qualidade dos políticos que compõe a tal terceira via, mas da qualidade política do assunto.
Qual será o momento em que conseguiremos ter uma via com visão de futuro onde a responsabilidade dos governantes seja exclusivamente o povo, onde o compromisso seja verdadeiro e duradouro.
Não acredito que esse grupo de deputados e vereadores, não tenham uma visão que ultrapasse os próximos 2 anos. Em 2008 teremos eleição para prefeito e vereadores e, infelizmente, não sabemos se Crespo, Pannunzio, Waldomiro, Paulo Mendes e Yabiku serão aliados ou adversários. Mais uma vez estamos em uma via de mão única sem saber onde vai dar.

A SENADORA, O PRESIDENDE E OS ESQUECIDOS

Acabei de assistir um trecho do desfile da independência em Brasília pela tv, onde o Lula com a faixa presidencial e peito inchado fazia continências para as forças armadas. Ontem (dia 6) assisti a uma reportagem do Pedro Bial numa escola (que funciona na varanda de uma casa) no interior do Maranhão, onde ele questionava os alunos por que é feriado no dia 7 de setembro. Nenhum aluno respondeu.
Considero-me um patriota, mas quase todos os dias esse patriotismo leva um tapa na cara. É triste assistir em nosso país o descaso da maioria dos seus governantes, a seqüência de denuncias e a enrolação pautada no esquecimento do povo é humilhante. Heloisa Helena chamou o presidente de corrupto em todas as mídias, esta documentado, e ele não a processou e nem se quer desmentiu. E como já esta virando de praxe não viu nada e fingiu que não era com ele. Esse é apenas mais um exemplo do que esta acontecendo em nosso país: crianças de 9 anos que não sabem o que significa o dia da independência, senadora que acusa o presidente de corrupto e presidente que não olha para os lados, apenas para faixa que cobre o seu umbigo. Nós não podemos ficar calados, porque como diz o dito popular: “Quem cala consente”.

A SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCE

Uma leitora chamada Andréia escreveu que por ver a bancarrota estabelecida nesse país, tinha vontade de sair gritando para o mundo ouvir: não votem no Lula... E disse que seria colocada em uma camisa de força se fizesse isso.
Eu quero aqui dizer que ela não está só. Isso é exercer o poder da escolha. Outro leitor escreveu recriminando a posição da Andréia ao invés de exercer o mesmo direito.
Fico assustado ao ouvir pessoas que vivem com o passado, que exaltam a frase: no meu tempo..., Vale dizer que o tempo da gente é agora, devemos aprender com o passado, enfrentar o presente e acreditar que existirá futuro. Agora, é preciso soltar as amarras com os paradigmas e conceitos arcaicos. A mídia nunca foi tão democrática e é por isso que se consegue enxergar os abusos que ocorrem. Ingenuidade é pensar que se aconteceu no passado pode continuar acontecendo, ingenuidade é achar que crime não tem punição e pior que isso, não existe nada mais medíocre em remoer o passado para tentar justificar os atos do presente. É um desatino dizer que a crise é invenção da mídia: isso é o mesmo que dizer que 100% da população é idiota. Parabéns às pessoas que expressam seus sentimentos, pois juntos somos a “dita” opinião pública.

TUDO DISCUTIDO E NADA RESOLVIDO

Sorocaba agora tem o dia do saci, agora falta achar dia pra mula-sem-cabeça e pro caipora. Ontem finalmente o projeto do dia do saci foi votado. Aliás, algumas pessoas realmente acreditam que a câmara pode perder tempo com esse assunto. E só para não parecer que fico aqui querendo botar fogo no circo, olha só a pauta de discussão dos nobres vereadores na sessão de ontem: (1) O dito cujo projeto do dia do saci. (2) um repúdio a um relatório federal. (3) a alteração de uma lei de 66. (4) um projeto para colocar guarda volumes em agências bancárias. (5) novamente, o dito cujo dia do saci. (6) um veto sobre os projetos de paisagismo da cidade. (7) concessão de dois títulos de cidadão. (8) seis projetos de lei para dar nome às ruas. Quero reforçar que não sou contra os vereadores darem nomes as ruas ou achar dia pra comemorar personagens folclóricos. Mas afirmo que não é prioritário. Enquanto se discutem amenidades, ônibus são queimados, políticos metem a mão no dinheiro público, crianças ficam fora da escola e o país não cresce. A evolução só acontece com líderes capazes de discernir as prioridades dos seus liderados e tenho convicção que isso não se faz com discussões brandas ou com pensamentos limitados.

3.8.06

Existe muita coisa para entender

Acho muito interessante quando pessoas tentam interpretar o que outra fez ou falou. Não conheço nada mais sacal do que crítico de arte e de literatura poética, que tentam interpretar o que o artista quis dizer, não se importando com que esta presente em sua obra.
Para mim existem dois tipos de discussões, aquilo que eu acho, (pessoal, intransferível e sem interpretações) e aquilo que é fato. Por exemplo: Fato – o candidato declarou que tem zero de patrimônio. O que eu acho – hipocrisia dizer que não tem nada.
Mas minha retórica não é pessoal, mesmo porque não conheço a maioria dos candidatos de Sorocaba. Meu intuito aqui é sempre discutir fatos políticos que nos levem a reflexão. Buscar entender os trâmites políticos para exercer conscientemente nosso poder de eleger. Eu acredito que cidadãos comuns e menos abastados possam concorrer aos cargos públicos e realmente espero um processo livre e claro. É certo que ninguém faz campanha apenas com os próprios recursos, além dos amigos, militantes, companheiros, partidos e dobradas, ainda existem empresas, umas com razões claras, outras com nenhuma clareza, como existem políticos com objetivos claros e outros mais claros ainda.

Sem Bens

Tenho acompanhado as reportagens sobre os valores de renda declarada pelos candidatos a deputados no TSE. É espantoso. Os maiores saltos são justamente daqueles que são políticos profissionais, mas mesmo assim a maioria declarou que tem pouco patrimônio, ou até nenhum como o candidato a deputado estadual e ex-vereador Gabriel Bitencourt.
Aliás, fico imaginando como ele fará sua campanha, já que não possui carro, deve fazer campanha a bordo de ônibus e lotação.
Navegando pela internet encontrei o site www.asclaras.org.br, que mostra os valores gastos na campanha de 2004, bem como os doadores. Havia uma série de coisas interessantes. Por exemplo: Raul Marcelo, que parece ter melhorado de vida e aumentou seu patrimônio de R$ 2.800,00 para R$ 26.000,00. Nesse caso o mais interessante é que o maior doador da campanha foi ele mesmo, que investiu R$ 8.000,00 do seu próprio bolso num total de R$ 16.340,00.
As contas são difíceis de bater, mas quem sabe um dia a gente entenda como fazer campanha sem dinheiro e aumentar o patrimônio em quase 100 vezes em menos de 6 anos.

21.7.06

Primeiro eu, depois mulheres e crianças.

Impressionante. Semana passada chamávamos a atenção dos deputados que estão em campanha enquanto ônibus estavam sendo queimados. Agora os nossos nobres vereadores estão com medo de serem os próximos alvos dos ataques do PCC, e a brilhante atitude foi tirar a identificação dos carros oficiais.
Tenham dó! Infelizmente eu sei que milagre político não existe, mas ao menos deixem nos acreditar que são pessoas inteligentes e capazes de tomar medidas, mesmo que brandas, sensatas.
Ainda vivemos a sociedade do “primeiro eu, depois o resto”. Parece que não tem importância a segurança do cidadão comum se a minha estiver garantida. E para isso vossas excelências desrespeitam até a lei. Pois é lei os carros oficiais serem identificados.
Acredito que se questionarmos por que os vereadores não fazem nada para ajudar na crise da segurança, seguramente a resposta será: não é de nossa alçada. Precisamos mandar um recado para nossos políticos perguntando: O QUE É DA ALÇADA DE VOCÊS?
Acreditamos que seja muito mais que dar nome as ruas e fazer projeto para instituir o dia do saci.

14.7.06

Manda tudo pra PCC

Mais uma vez o absurdo toma conta das ruas, e apesar dos ataques terem sido maiores do que há dois meses, a população esta muito mais apática. É mais inacreditável o Brasil perder a copa do que estarmos vivendo uma guerrilha urbana.
Enquanto escrevo esta coluna, tem deputado fazendo campanha para reeleição e quem sabe outro ônibus sendo queimado. A polícia está acuada e sem controle. A desinteligência tática fica escutando as conversas telefônicas dos presos e depois saem apavorados de suas cabines gritando: “foram autorizados novos ataques”.
Os governantes fazem discursos calorosos dizendo que os ataques são em decorrência do pulso firme adotado. Besteira pra boi dormir.
Porque não começa uma ofensiva verdadeira? Revista total, bloqueio telefônico, proibição das visitas, transferências de presos, repressão à baderna nos presídios e intolerância às ameaças?
Não se faz nada porque nossos parlamentares estão em campanha prometendo mais uma vez o paraíso para a população. Chega, esta na hora de deixar as diferenças políticas de lado e agir. Voltem para o mundo encantado de Brasília, tomem vergonha na cara e façam alguma coisa para serem dignos dos cargos que ocupam. Basta, o povo merece respeito.

7.7.06

Nem sempre vence o melhor.

Respeito muito o Cafu, mas ele deveria falar menos e jogar mais, ou ainda brilhar e se aposentar como o Zidane.
Perder faz parte do jogo, o problema é que o jogo nem se quer existiu. E ainda tivemos que escutar o Parreira dizer que o importante é ganhar e não jogar bonito. E ele não conseguiu fazer nenhuma das duas coisas.
A sacanagem é que o brasileiro fica indignado com a seleção, mas fica quieto diante dos problemas do país. Vejamos se a indignação com a derrota traz um pouco de coragem ao povo, pois estamos perdendo o jogo da dignidade.
Treze agentes penitenciários foram mortos pelo PCC e o governo não faz nada além de ficar empurrando o problema entre a secretaria de segurança pública e a secretaria de assuntos penitenciários. Como na derrota do Brasil, temos um técnico ruim e um time que não joga em grupo.
Espero que a profecia do Cafu esteja errada, por que não agüentaria ver o Lula novamente como técnico do Brasil
Agora vou guardar minha camisa verde e amarela e esperar 2010. Mas, se possível, vou comemorar a vitória do Brasil nas próximas eleições.

Os candidatos sabem fazer contas


Os candidatos sabem fazer contas e sempre de soma. A disputa eleitoral foi deflagrada e a primeira coisa que os candidatos começaram a fazer foi contabilizar o número de votos necessários para se elegerem.
Até quando os políticos vão calcular a competência de ser líder? Aprendi com meu pai que só existem lideres se existirem liderados. Voto é conseqüência de trabalho e servidão. Como toda justiça no Brasil, a justiça eleitoral também é retardada. A lei que regulamenta a campanha eleitoral não saiu. Logo, teremos as ruas tomadas por papéis e faixas e a grande maioria dos eleitos, infelizmente, serão aqueles com dinheiro para produzir o máximo de material a fim de atingir o numero de votos necessários. Perdoem-me, mas não acredito que alguém seja tão patriota a ponto de gastar tanto dinheiro para se eleger.
Essa política eleitoral afasta os bons, que não vão comprometer seus patrimônios e nem dever favores para os patrocinadores de plantão.
A única coisa que a Lei eleitoral fez foi proibir a distribuição de brindes, o que em muitos casos, tira o único benefício dos eleitores descamisados.
Amanhã é sábado, vou vestir mais uma vez minha camisa verde amarela e torcer para que todo brasileiro tenha uma camiseta, de qualquer cor, para vestir.

Plano bom é plano que se muda

Finalmente voltou para a pauta da câmara o Plano Diretor da cidade.
Já era sem tempo: plano bom é aquele que sofre ajustes. Sem dúvida alguma o plano diretor foi importantíssimo, mas, discordando do secretário Ferrari, os ajustes não são tão pequenos e sem prioridades.
Não se deve esquecer que a vocação dos bairros e ruas acontece de forma natural. Em vários casos, o plano direto da cidade deixou de avaliar essa questão.
O bairro Sta. Rosália ficou quase que apenas residencial, mesmo com o fato de boa parte deste ter sido tomado por escritórios e consultórios. O Campolim ficou restrito a poucas ruas comerciais, e é clara a pujança desse bairro para vias comerciais e de serviços. Esse é o novo centro comercial e de negócios da cidade, e como alguns gostam de dizer da Cômitre: “nossa avenida paulista” e assim como a av. Paulista, todo seu contorno é hiper-valorizado comercialmente. Plano sim, nadar contra a corrente, não!
O poder público está para servir o munícipe, portanto o Secretário não deveria se posicionar reticente à possibilidade de mudanças mais profundas no Plano Diretor. Não estou afirmando que existe a necessidade, mas, se o cidadão reivindicar, ele tem que ser ouvido.
Agora vou vestir minha camisa verde amarela, mas não vou atrapalhar a Comitre.

???

Não consigo entender a comemoração acima do normal do brasileiro no jogo contra a Ucrânia. Um gordo jogando para um magro 1x0.
Entendo que estamos necessitados de alegrias, precisamos respirar e acredito que a copa é nosso balão de oxigênio. Apesar desse atenuante, quarta-feira, os torcedores pareciam o bando do MLST, promovendo um tumulto na Cômitre que não fez jus ao jogo, e muito menos ao povo sorocabano. Os torcedores deixaram de comemorar para promover baderna. Teve a irresponsabilidade de um motorista de caminhão que encheu a carroceria de torcedores e tocou o carro em cima da PM. Teve motoqueiro roubando bandeirinha da mão de criança, e marmanjo pisoteando carro. Mesmo que fosse a comemoração do hexa, nada disso seria bom de ser visto.
Somos um povo superlativo, mas precisamos conviver melhor em sociedade, seja em comemorações ou em protestos. Eu não me excluo dessa crítica, pois ando tão P. da vida com a situação desse País que na semana passada, acabei intitulando o membro do diretório nacional do PT e Líder do MLST, de deputado.
Mas vou reforçar meu refrão: Domingo vou vestir minha camisa verde- amarela e curtir o que me resta de patriotismo (isso se os torcedores exagerados e o gordinho me permitirem).

Ninguém merece.

Que país é esse que vive à sombra das mutações políticas e sociais, onde o partido de esquerda vira reacionário, bandido manda na cadeia e o cidadão de bem tem que pedir licença para o banho de sol (da charge do Pelicano). Temos escutado os mais diversos adjetivos para denominar as atrocidades sociais, somos imprevidentes, negligentes, permissivos, e por aí vai. O difícil é perceber que estão falando a verdade. Que país é esse, onde a melhor maneira de acabar com os celulares nas cadeias é colocando bloqueadores num raio de 3 km, e não se faz nada para que aparelhos não cheguem às mãos de bandidos. Que país é esse onde se pode ofender desde que seja educado: Vossa excelência vai pra... .E isso não é privilégio do país. Que cidade é essa que vereador vangloria Hitler, manda mulher calar a boca, chama o prefeito de boneco de Olinda. Ninguém merece! E olha que a minha geração cantou, mas certamente não entendeu o recado.“Nas favelas, no Senado sujeira pra todo lado. Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação...” “Que País é esse. Terceiro mundo se for piada no exterior, mas o Brasil vai ficar rico. Vamos faturar um milhão quando vendermos Todas as almas...” ·

Tolerância ZERO, já.

Na prisão do Beira-Mar muito se falou sobre o bloqueio dos celulares nas prisões. Bastou o assunto sair da mídia que o projeto ficou numa gaveta. Agora que o pior aconteceu, os políticos querem aprovar medidas paliativas para tentar justificar sua ineficiência.
Cadê os ativistas dos direitos humanos, para que possamos exigir nosso direito de sair na rua? Quando 111 foram mortos no Carandiru foi um escândalo. O preso gosta de afirmar: “Sou inocente Dotô”. E como explicar para as mulheres dos policiais mortos que eles foram heróis e não vitimas? Pior: explica para as mães dos bombeiros.
E por falar em mãe, 12.000 presos bonzinhos foram liberados para visitar suas mães no final da semana passada. A mãe de um dos presos liberados foi executada pelo filho ao se recusar a dar dinheiro para ele comprar droga.
Há quanto tempo não víamos Sorocaba tomada por tanto boato? Até parecia que bombas estavam explodindo no centro.
Precisamos reagir. Não podemos ficar de braços cruzados, acreditando ser possível um tiroteio na Rua São Bento.
Esse ano podemos começar nossa revolta. É só votar direito, para que nenhum Marcola do PCC, seja reeleito.

Sou mais “inho”

Caros amigos, nunca seremos infelizes ao expressar nossas opiniões. Por isso insisto em reforçar o que escrevi na semana passada sobre tema Brasil e Bolívia. E para ficar claro: quem disse que fez um mal negócio, foi o próprio Lula. E na minha opinião, o máximo que ele consegue negociar bem é a comissão dos “cumpanheiros”.
Perdemos o respeito de nossos vizinhos, e isso fica explicito quando o Sílvinho,ex-secretário geral do PT, afirma que esse governo pretendia arrecadar 1 bilhão no esquema do “valerioduto”. Estamos perdendo o bonde da história e a América do Sul nos frustra diariamente a possibilidade de coesão. Um louco como o Chavez está virando líder, enquanto o Lula assiste a tudo sem entender nada.
Onde vamos parar com a briga entre Bolívia e Peru, o arranca rabo da industria papeleira entre Uruguai e Argentina, e a palhaçada do Sr. Evo para com o Brasil? Começamos bem para quem falava na força da integração. Fica difícil bater nos EUA, na União Européia e na onça asiática.
Vamos discutir mais política e expressar nossas opiniões. Sobre a política nacional e local, pois, sou mais “inho”porque detesto corrupç”ão”, sou sorocabano que adora ir correndinho cedinho tomar um cafezinho.

10.5.06

Dois loucos, um babão e um burro


Hugo Chaves acha que é Fidel Castro, Evo Morales tem certeza disso. Kirchener acha que é esperto (apesar de todos argentinos também acharem), mas todos concordam em uma coisa: o presidente do Brasil é burro.
Lula assumiu que negociou mal. Negociar mal é comprar gato por lebre.
É um absurdo perdermos o investimento da Petrobrás (leia-se, nós brasileiros) feito na Bolívia, e nosso presidente dizer apenas que é ruim de negócio.
O presidente empacou diante de um venezuelano que lhe dá tapinhas nas costas, de um boliviano que recebeu sua ajuda para se eleger e de um argentino que recebe sem dar nada em troca.
Caso caiba uma sugestão ao Lula, diria para impedir que os produtos da Bolívia entrem no Brasil. Vai ser uma maravilha. Sem a cocaína que vem de lá o presidente pode se vangloriar da diminuição da criminalidade no País. Além disso, não teríamos que agüentar boliviano tocando aquela flautinha chata na praça Frei Baraúna.
Ou o Lula pode fazer como o Garotinho. Faz greve de fome. Já que ele está muito longe de ser um estadista, de repente pode até ficar elegante.

Faça o que falo, mas não faça o que eu faço.

Isso sim é que agir como se fala. Fiquei muito feliz com declaração do Dalai Lama, ao dizer que reverá os conceitos do budismo caso a ciência derrube a tese da reencarnação.
O premio Nobel da paz, mostrou que realmente a inteligência e a humildade representam o melhor caminho para a conquista da harmonia.
Muitas entidades e pessoas deveriam rever já seus conceitos. Fico indignado com a pregação da igreja ao proibir carne na sexta feira santa. A maioria da população brasileira não pode nem comprá-la. Desse jeito, temos grandes chances de entrar no céu (imagine os etíopes). Padre não pode casar, mas tem filhos, ou pior, alguns aliciam os filhos dos outros. Quando será que a hipocrisia vai dar lugar à luz do bom senso?
Porém o contra-senso não é patrimônio apenas dos católicos. Tem a igreja que proíbe cortar os cabelos e a outra que não faz transfusão de sangue e várias que tiram dinheiro. Não acredito que o Divino quer as pessoas mal cuidadas, que morram por falta de uma transfusão, ou que tirem comida da boca de seus filhos.
Quando vamos parar de aceitar passivamente o que falam e agir com decência fazendo valer efetivamente os dez mandamentos?

Nunca ouvi falar em renuncia re-anunciada.

O São Bento subiu pra primeira divisão junto com o Ratzinger, que de cardeal virou papa Bento XVI, ta certo que foi mais fácil um alemão virar papa, do que o São bento subir.
Mas a diretoria do São Bento brigou muito pelo time, com o time e sem o time. Brigou com o prefeito, com o secretário, com a imprensa, com bandeirinha, com o juiz e sua mãe, com o porteiro e com a sombra. É fato que essa diretoria fez muito pelo Azulão, o resultado esta ai: mas do que chegar se manteve na primeira divisão. Deu-me até a deliciosa vitória sobre os pó-de-arroz.
Mas francamente, não entendi a renuncia anunciada (por duas vezes), seria muito achar que o povo iria sair às ruas em defesa da diretoria, mesmo porque, ninguém defende briguento, não quero aqui ser mais um a criticar ninguém, mas como já dizia o rei Vicente Matheus: “quem ta na chuva é pra se queimar”.
Mas quero deixar aqui minha admiração pelo Ferrari e pelo Perdiga, foram corajosos e apesar das críticas, acreditaram no reencontro do São Bento com a cidade, mantiveram-se firmes em seu propósito até o fim, se é que o fim realmente chegou.

A culpa é nossa.

Nestas últimas semanas a conversa girou sobre o fato ocorrido na câmara de Sorocaba, onde nosso edil Ditão declarou saudades ao governo militar. Essa declaração me fez lembrar o ex-presidente Figueiredo, de quem eu acho que o nobre vereador tem saudades, que preferia o cheiro de cavalo ao cheiro do povo.
Mas como temos memória curta, podemos voltar ao episódio como o nosso presidente Waldomiro, que disparou contra a atitude (legitima) do protesto das mulheres no plenário ao dizer que lugar de mulher é em casa.
É verdade que a maioria fica indignada, com a dancinha ridícula da Deputada, ou pela impunidade que impera por aqui. Mas como somos o país do deixa pra lá, isso cai no esquecimento, mesmo por que toda semana existe um fato novo.
Fatos lamentáveis como vários outros ocorridos na política brasileira, mas infelizmente a culpa é nossa.
Somos os culpados por não dar mais dignidade ao ato de votar, e não adianta dizer que não votamos nesse ou naquele, a simples omissão da opinião política refuta esse argumento.
A falta de opinião é o instrumento mais forte para que personagens dessa política pequena continuem surgindo.
Meus caros, ou tomamos a responsabilidade de discutir política e deixar viva a dignidade da democracia, ou teremos que nos calar diante das declarações, opiniões e balés de nossos representantes.
Esse ano temos novamente a possibilidade de melhorar o cenário desse país, e até as eleições temos um bom tempo para discutir, com nossos amigos, nossos filhos, nossos colegas de trabalho, no bar, na esquina e na padaria.
Vamos aproveitar que vivemos em uma democracia, pois por um triste período os militares do vereador não nos deixaram falar. Vamos aproveitar que vivemos em uma sociedade onde a mulher é a grande consumidora, e tem que ser muita bem ouvida, pois esse país já viveu o tempo do outro vereador que acha que lugar de mulher é em casa.

Vamos aproveitar enquanto é tempo, ou teremos que continuar a dançar em má companhia e sem música.

10.4.06

carta de um amigo que foi ver Cuba lançar...


Cuba fica aqui do lado e, lendo Pedro Juan Gutierrez, achei que fosse mais barata do que o nordeste. Convenci a mulher e um casal de amigos a irmos para a passagem de ano. O pacote (parte aérea + hotel = cerca de US$ 1.200 por cabeça, ficando num hotel de boa qualidade, 15 minutos distante de Habana Vieja) não chegou a pesar, até porque estava no orçamento. Mas descobri que a vida lá não é tão barata assim. Embora o dólar valha 20 pesos cubanos, nós, os turistas, usamos pesos convertibles, cada um a US$ 1,25.

Saímos de Guarulhos, paramos no Panamá e cerca de 12 horas depois pousávamos no Jose Martí em Havana. Como estávamos com uma fome ancestral, fomos levados pelo taxista a um “paladar”. Paladares são restaurantes, agora legalizados pelo Governo, na casa das pessoas. Têm esse nome em homenagem à rede de restaurantes de Regina Duarte em Rainha da Sucata. Aliás, frase curiosa ouvida de um cubano: “pode-nos faltar comida, mas novela brasileira jamais!” Cardápio: saladinha de repolho cru, cortado fininho, tomates, pepinos; arroz misturado com feijão preto sem caroço (com gosto diferente do nosso), camarões e lagosta na chapa. Prato que meio típico da cozinha crioula, foi o que mais se repetiu por lá. Bom o sabor, principalmente dos frutos do mar. Preço básico: 15 pesos, prato individual.

Nosotros fomos a Havana para conhecer mesmo as pessoas. Ver como vivem debaixo de um regime diferente, na última década sem o auxílio de Moscou, e com o vergonhoso bloqueio econômico imposto pelos estodosunidenses.

Andamos pra caramba na cidade, na parte histórica, nos bairros, até em casa de mãe de santo estivemos – e, creia, o nome dos orishas é o mesmo. À praia fomos apenas a Santa Maria, ao leste de Havana, 20 minutos de carro e a Varadero, o mais barato passeio da viagem. O ônibus (da brasileira Marcopolo) de transfer nos pegou no hotel às sete e meia, viajamos quase duas horas, passamos o dia inteiro em um hotel de luxo tipo Club Med com comida e bebida liberada, esportes náuticos e o escambau. Sendo devolvidos no hotel por volta das oito da noite. Preço: 50 CUCs (pesos convertibles) por cabeça. No Brasil não se faz isso, com esse dinheiro.

Recomendo, aos beduínos, a rota de Hemingway: La Bodeguita del Medio para um “mojito” ”– rum branco, suco de limão, hierba buena (hortelã), gaseosa e açúcar – e El Floridita para o um daiquiri ao lado de sua estátua. Almoçar no hotel da cobertura do Hotel Ambos Mundos, onde o escritor se hospedava também é uma boa.

Charutos te oferecem na rua de montes. Até achei estranho, quase assustador, a primeira vez: um negão, desses de 2 x 2, com as duas palmas da mão abertas, uma virada para a outra, olhando para mim e me oferecendo um negócio de mais ou menos 20cm. Passado o susto descobri que seriam “puros habanos”. Aliás, desenvolvi uma teoria sobre esse mercado paralelo. Claro que te vendem charutos falsos nas ruas, mas te vendem charutos bons também. Alguns que não passaram na criteriosa seleção de qualidade das fábricas, alguns que devem ter sido roubados... Mas acredito, de verdade, que muitos deles são os tomados pela alfândega e devolvidos ao mercado.

Explico. O turista tem direito de sair de Cuba com 23 habanos. O 24º precisa ter nota carimbada pelo governo. Como li isso na chegada, dei preferência a comprar todos meus charutos na Casa del Habano. Paguei mais caro. Mas veja só: quando entrávamos atrasadíssimos no avião, o alto-falante nos chama à aduana. Lá nos esperavam para abrir nossas malas. Abertas, tudo com nota, carimbado, devidamente protocolado et cetera e tal. Viajamos sem perder nada, além de tempo. Mas na mesma sala, vi no mínimo uns 5 gringos perdendo caixas e caixas de charutos comprados no “paralelo”. Es la Ley, diziam os guardas.

Achei a famosa Tropicana um saco. Um show do Sargentelli muuuuuuuuuuuuito piorado. Dizem que a maioria dos dançarinos e cantores quedou-se no exterior durantes as turnês. Talvez seja essa a causa.

Agora a música, mesmo das ruas, é tudo de bom. Ouvi dizer, que muitos dos navios negreiros vindos da África separavam os casais, deixando a mulher lá e trazendo o marido, ou vice-versa. Está explicado porque achei os cubanos tão semelhantes aos cariocas. Só que melhor preparados, musicalmente falando. Imagina você na praia e um grupo tocando com dois violões (um de 6 cordas e 3 afinações), maracás, bongôs e até baixo acústico. Aqui no Rio, o mais que se vê é tamborim, atabaque, cavaquinho e, no máximo, um banjo – que, aliás, não gosto no samba.

Um abraço do

Vespa

O prazer começa com fogo


Em todas as coisas boas, existe um ritual. Para apreciar um bom vinho, ou degustar um prato especial ou até mesmo...
Com o charuto não poderia ser diferente: o prazer começa com o Fogo.
Mas como todo ritual, e necessário um preparo. No ritual dos charutos é o corte que antecede o seu acender e você pode estar certo de que isso poderá comprometer o prazer ao degustá-lo. Se o corte não for feito corretamente, você poderá ter o desprazer de ter uma fumaça quente, áspera, sem dizer dos pedaços de tabaco que poderão soltar-se em seus dentes, e essa imagem não combina com um gentleman. O corte deve obedecer a uma regra: expor o miolo do charuto deixando sua capa num tamanho suficiente para manter seu invólucro em torno dele (não foi fácil escrever esse parágrafo).Não é tão fácil, pois o corte deve ter aproximadamente 1,5mm.
Existem várias técnicas e instrumentos para cortar-se o charuto, algumas dessas peças são verdadeiras jóias. As mais comuns são as guilhotinas, simples ou duplas, depois as tesouras, a cunha, o olho-de-boi, o furador, a faca, ou até mesmo a própria unha, como fazem os moradores da ilha Del comandante, o que requer maior habilidade. Mas de qualquer forma o apreciador deverá encontrar o método que melhor adapte-se a seu manejo.
Charuto bem cortado, vamos ao que interessa. A discussão de como melhor acender o charuto é grande, podendo variar bastante. Porém, algumas regras são invioláveis. Em primeiro lugar, jogue fora aquele Zipo que você ganhou no último natal, isqueiros a fluídos são proibidos, pois o sabor do tabaco pode alterar, o melhor companheiro ainda é o bom fósforo. Mas atenção,deixe que queime toda a “cabeça” antes da chama chegar ao charuto. Mas se você adora isqueiros, existem vários modelos a gás que poderão assegurar um bom acendimento. Para acender um bom “puro”, deverá existir um isqueiro à altura.
Acender bem o seu charuto, significa assegurar uma fumaça fresca com uma queima regular e uniforme. Assim, jamais deixe a chama tocar no charuto. Ao acendê-lo, segure-o num ângulo de 45º acima da chama a uma distância em que chama dance em direção da extremidade, mas sem tocá-la diretamente. Nesse momento, o charuto deve ser girado entre seus dedos para que ele acenda uniformemente.
Quando a volta toda tiver iniciado a queima, sopre vagarosamente a fumaça, pois a primeira baforada é indesejada. No início da queima, continue girando o charuto, para assegurar a uniformidade e evitar o afunilamento.

Pronto, bem vindo ao prazer!
Etiqueta
Para degustar um charuto é importante observar se o local é adequado, o tempo disponível e a intensidade de sabor. Siga as orientações de como cortar e acender. Para apagar deixe-o repousando, ele apagará sozinho em não mais que dez minutos, não se apaga o charuto como um cigarro, além de se deselegante ele exala um cheiro muito desagradável.
Tamanhos e formatos
Os charutos se classificam pelo comprimento e diâmetro, mas são variados de acordo com o fabricante, porém estão estabelecidos alguns padrões:
Corona - 14,2 cm de comprimento e 1,86 de diâmetro - queima média 45 minutos.Petit Corona - 12,9 cm de comprimento e 1,66 de diâmetro - queima média 35 minutos.Churchill - 17,8 cm de comprimento e 1,90 cm de diâmetro - queima média 1 hora e 20 minutos.Robusto - 12,7 cm comprimento e 1,90cm de diâmetro - queima média 35 minutos.Corona Gorda - 14,3 cm comprimento e 1,66 de diâmetro - queima média 40 minutos.Double Corona - 19,4 cm de comprimento e 1,94 cm de diâmetro - queima média 1 hora e 45 minutos.Panatela - entre 12 e 19,2 cm de comprimento e 1,50 cm de diâmetro - queima média 1 hora e 10 minutos.Lonsdale - 16,5 cm de comprimento e 1,66 cm de diâmetro - queima média 1 hora.Belicoso e Torpedo - 15,6 cm de comprimento e 2,06 de diâmetro - queima média de 50 minutos.Diademas - o maior tamanho que existe, 22 cm ou mais de comprimento.

FUMAÇA PURA 2

A história do charuto inicia-se com a descoberta da planta do tabaco, que é originária da América Sul, não adianta a gente tenta fugir dos vícios, mas eles fazem parte de nossa história.
Apesar de ser impossível indicar exatamente quando foi trazida para a maior ilha das Antilhas, alguns historiadores chegam a afirmar que foi em torno de 2000 A.C. , onde os índios fumavam folhas de tabaco entrelaçadas, que davam o nome de Cohiba.
Esse ritual era considerado miraculoso e um elemento essencial em suas cerimônias religiosas, políticas e sociais.

Muito tempo depois, quando Colombo chegou a ilha membros da esquadrilha descobriram este costume milenar e experimentaram o tabaco, sendo então os primeiros europeus a fumarem charuto.

Não demorou muito tempo para que a Europa desenvolvesse uma verdadeira paixão por ela. Como era de se esperar, a Espanha teve a maioria de fumadores sujeitos às terríveis punições impostas pelo ato de fumar.

Rodrigo de Jerez, um dos homens de Colombo, resolveu levar folhas de tabaco para a Espanha, quando soltando fumaça pela boca em exibição para os amigos, foi mal interpretado sendo acusado de estar possuído pelo demônio, foi preso pelo Tribunal da Inquisição. Enquanto ele tocava fogo em seu puro, a igreja tocava fogo nele.

Mesmo assim, hábito se espalhou para a Pérsia, Japão, Turquia e Rússia, onde as mais cruéis punições foram estabelecidas. Curiosamente, como proibições de fumar ganharam terreno, o tabaco foi usado cada vez mais para finalidades medicinais, e por incrível que pareça, foi um dos principais remédios contra males do pulmão.
Em 1717, o rei Philip V estabeleceu um monopólio real sobre o cultivo do tabaco em Cuba, conhecida como o "Estanco del Tabaco". Os plantadores de tabaco que se opuseram a lei, tiveram suas cabeça cortadas. O monopólio vigorou por 100 anos, quando um decreto real encerrou-o, permitindo o comércio livre entre Cuba e o resto do mundo, mas com uma condição: que fosse comercializado somente por meio dos portos espanhóis.
O século XIX forneceu a reafirmação final da produção do tabaco de Cuba, onde haviam quase 10.000 plantações do tabaco e cerca de 1300 fábricas de charutos em Havana.
Desde então Cuba se afirmou como o melhor produtor de tabaco do mundo, sai crise e entra crise e a produção continua, sempre com o amparo de El comandante Fidel (que já não fuma mais). As sementes são entregues ao Governo que controlam e redistribuem, visando preservar a exclusividade de cada tipo de tabaco. Por isso é usado o termo Havana como sinônimo de charutos da mais alta qualidade.

OUTROS PAISES PRODUTORES
O Brasil produz charutos puros, como em Cuba, todos feitos a mão. Nossa principal região produtora é a Bahia (Cruz das Almas, onde ficam as fábricas Alonso Menezes & Amerino e a Le Cigar, que atendem o mercado interno e exportam para os Estados Unidos e Europa. Os charutos brasucas tem o sabor encorpado e a cor escura.
República Dominicana é o maior produtor de charutos manufaturados do mundo. Produz charutos bastante encorpados, mas não tão fortes e complexos quanto o cubano.
Honduras conhecido como produtor de fumo de alta qualidade e de excelentes capas. Suas sementes são originárias de Cuba e do rio Connecticut, nos EUA.

FUMAÇA PURA


Um dos melhores convites que alguém pode me fazer é: VAMOS FUMAR UM HAVANA?, para que não exista nenhuma dúvida - Sim, os melhores charutos do mundo são os cubanos.
Degustar um charuto requer um pouco de conhecimento, prática e charme, não podemos menosprezar este momento intrínseco de nossas vidas apenas fazendo fumaça. Alguns requintes são essenciais para que o ritual de degustação tenha sua verdadeira importância.
Convido a quem queira me acompanhar, a entender um pouco desse universo. Perdoem-me quem não se interesse pelo assunto mas esse artigo é apenas o primeiro de uma série.

Não é possível falar sobre boa vida sem falar sobre charutos.
A relação do charuto com sofisticação, comemoração e alegria é fácil de ser notada. Desde a figura de Groucho Marx aos desenhos do pica-pau, lá esta o charuto, presente entre personalidades e histórias fantásticas, como a do Presidente Clinton com o seu desfrute nas horas mais intimas.

A história recente do charuto confunde-se com a do cinema, bem retratado no livro “Fumaça Pura” do grande escritor cubano Guilherme Cabrera Infante, que fala sobre os personagens, diretores e atores com seus puros, além da história do tabaco na ilha do comandante Fidel.
O charuto tem uma legião extensa de fãs, como atores estrangeiros Jack Nicholson, Tom Seleeck, Bem Gazzara, Bill Crosby, Raul Julia,Arnold Schawarzegger, as atrizes Demmi Moore, Whoopi Goldberg, a modelo Linda Evangelista, estão também na lista de grandes apreciadores o ator Antonio Fagundes e o apresentador Jô Soares.
O charuto sempre esteve associado ao poder e a riqueza. Dentre os famosos "embaixadores" desta nobre arte estão Wiston Churchill, JF Kennedy, Alfred Hitchcock, Sigmund Freud. Charutos são degustados em diversas ocasiões, almoços e jantares de negócios, mas principalmente entre amigos. A ocasião mais especial e tradicional é no nascimento de um filho, são distribuídos charutos geralmente de marcas conhecidas e mais conservadoras como Montecristo e H. Upmann. Batizados e Casamentos também são ocasiões que celebram este sofisticado costume. Sempre acompanhado por um bom café ou Bebidas como: cognac, armagnac, grappa, whisky, vinho do porto, tequila e especialmente o rum que é apropriado para limpar o pálato bucal, permitindo a degustação de outro charuto sem atrapalhar o sabor caso seja diferente.
Bem...agora é hora de acender um Romeu e Julieta “exebicion 4”, e mandar esse texto para o Deda, também um grande apreciador, mas não vou convidá-lo por que ele fica no meu pé para entregar a coluna e reclama por eu escrever demais.
Bom dia, boas fumaças e até semana que vem.

NO VERÃO O FRIO É BEM-VINDO

O que mais a gente tem escutado por aqui é sobre esse calor infernal. Coitados dos resistentes gerentes de banco que insistem em usar terno e gravata. O imperialismo europeu continua reinando por aqui.
O cara que se diz presidente bem que podia baixar um decreto instituindo a abolição da gravata e a obrigatoriedade de ar-condiconado em locais públicos. Proíbe-se cigarro, mas o calor é permitido.

Se bem que sempre existe a polêmica do ar-condicionado. Porque os friorentos e apreciadores do suor saem de suas tocas para levantar bandeiras contra qualquer brisa de conforto que possa soprar sobre seus corpinhos desvitaminados. Depois de percorrer os mais diferentes climas e concluir que o sistema que condiciona o ar é a grande conquista da humanidade, constato que noventa por cento dos sorocabanos fazem a apologia do suor e odeiam essa grande conquista humana.

Enumerem, por exemplo, o número de restaurantes com ar condicionado na cidade. Falo daqueles que têm aparelhos que funcionam. Porque a pentelhice geral predomina e o ar-condicionado é uma tecnologia excluída da cultural local.

Aliás, o frio é civilizador, já dizia um grande filósofo amigo meu. Vejam se os países mais frios são subdesenvolvidos. Preferências à parte, quem quer calor é quem não precisa trabalhar (por férias merecidas ou por vagabundagem mesmo).

Ar-condicionado salva casamento em noites grudentas, salva as relações sociais porque conserva melhor o humor, salva a disposição de trabalho e salva o indivíduo na sua relação com a vida. Porque trabalhar melecado de suor não dá nem prazer e nem resulta em produtividade.

Que me invadam os ácaros suspensos no ar, mas se tiver que escolher entre a melosidade de quarenta graus e a plenitude de dezesseis, fico com a gratificação desta última.

Os donos de restaurantes, com todo o sacrifício econômico que implica manter clima bom em seus estabelecimentos, devem levar em consideração que a temperatura lá dentro faz parte da filosofia do negócio. O clima bom favorece o apetite, a escolha de vinhos (estes
menos lembrados no calor) e deixa um residual de retorno. Porque a gente gosta de voltar aos lugares onde nos sentimos bem. Ar-condicionado não é despesa, é investimento. E não venham me dizer que estou fazendo comercial para as empresas sorocabanas do setor, pois não atendo nenhuma delas.

Para aqueles, mais afetados pelo ar-condicionado - por problemas de alergia e doenças do aparelho respiratório - só posso argumentar com a lógica e incorporar nisso todo o meu respeito. São a exceção e devem ser respeitados de forma particular. Um exemplo: desliga-se o ar de um shopping porque pode afetar algumas pessoas, em detrimento da maior parcela que merece desfrutar esse conforto? Mais simples será, para as pessoas afetadas, reduzirem suas idas ao shopping. Num escritório onde trabalham 40 pessoas e duas sentem muito frio quando o ar é ligado, apesar do intenso calor. Oue passem a trazer agasalhos de casa ou mudem de emprego - vão trabalhar como pizzaiolos na boca do forno. (com todo respeito a esses profisssionais que não têm escolha)

É nesse momento que me ocorre uma pergunta frequente feita por algumas pessoas: por que não dão certo novos resturantes em Sorocaba?

Faça uma pesquisa e constate: ninguém se aprimora em qualidade de serviços, e isso inclue AMBIENTE e CLIMA. Os bravos sobreviventes nos mantêm aquecidos no inverno e confortavelmente sem a temperatura infernal do verão.
Desculpe-me apenas o Osmar, mas só volto no “costela” no fim de Abril.

5.4.06

Passarinho não acompanha urubu

Essa é uma daquelas história que não esqueceremos jamais. Adoro aventuras gastronômicas, e essa é uma das boas. Não pela dúvida da qualidade, mas sim pelo medo da conta.

Em algumas vezes eu já relatei essa aventura, mas acredito que ela vale a pena ser registrada, também aqui no Bom Dia.
A primeira parte traz as minhas observações e a segunda traz o relato de um amigo que caiu desavisado na brincadeira.

FASANO, para poucos.
Tudo começou com a idéia de uma noite especial, para marcar um momento de nossas vidas. Escolhemos, então, o Fasano.Para se dar uma idéia do que isso representou, nada melhor do que um exemplo prático: noite de sábado, fila de espera. E enquanto esperávamos no bar, desocupar a mesa onde estava Olavo Setúbal, tínhamos a companhia de Michel Temer.Acho que assim dá para situar um pouco o ambiente! Claro que não dá para negar a imponência das instalações; do acabamento em mármore carrara; do teto que se abre, automaticamente, bem no centro do restaurante; da decoração impecável; dos tapetes que nos revertem ao ³mágico.O ambiente, cosmopolita e elegante do Fasano é um lugar fantástico para conversar e degustar a cozinha primorosa de Salvatore Loi. Além de um atendimento impecável. Os melhores vinhos internacionais e algumas opções nacionais fazem parte da carta da casa. O bar é completo e confortabilíssimo. FASANORua Vittorio Fasano, 88, JardinsTel.: (11) 3896-4000

Passarinho não acompanha urubu
A proposta era a seguinte: ³vamos ao novo Fasano, eu compro uma garrafa de uísque e a gente come uns beliscos e aproveita a noite em grande estilo². A frase era de um amigo chegado: nem pensei recusar! Primeiro porque sou bebedor de uísque, segundo porque teria uma garrafa inteira, sem custo, no lugar mais badalado desses últimos tempos. Três casais no total, contando comigo e namorada.Todos viajados, com passagem pelos lugares badalados em Paris, Nova York, Madrid, Buenos Aires, Barcelona e Londres. Devo lembrar que no Lê Procope, fundado em 1685, em Paris, paguei 50 euros (quase 200 reais) por um jantar comme il faut: entrada, prato principal, vinho, licor e sobremesa, tudo farto. Significa que o presumido alto custo do Fasano não seria novidade. A idéia era conviver bons momentos no meio da fama e celebridades, embora ninguém do grupo fosse milionário, muito menos eu,cujo caixa estava num nível de alarme calamitoso. Mas, não custa investir duzentão numa noite inesquecível, num lugar considerado top line, foi o que imaginei. Bom, vamos em frente. Como tinha uísque na parada, pensei que o nosso encontro seria no Baretto, piano-bar do Fasano. Explico: você entra no saguão do hotel, do lado direito está o restaurante e no esquerdo o Baretto. Fui com minha namorada para o bar - essa é a minha tendência. Fomos recebidos pelo Maitre Comandante, pela Hotess Assistente, que nos passou para o Maitre Interior o qual delegou-nos para um Garçon Executivo que tinha sob suas ordens um Cumim Expert. Todos sorridentes. Olhei de longe para o bar, o Barman sorriu para nós. O pianista, os demais músicos também sorriram. Como meus amigos não tinham chegado e, diante de tanto sorriso, achei de bom tom pedir uma cerveja pequena e para minha namorada uma caipirinha de vodka nacional. Só para ³fazer hora² enquanto minha turma não chegava. Poderia ter pedido um vinho branco, mais chique, mas resolvi ser prudente e aguardar o uísque sob patrocínio do meu amigo. Para adiantar perguntei se vendiam garrafa, já estava de olho no Red Label ou mesmo num Black White, linha pop, porém, respeitadas. Sempre sorridente o Maitre Interior esclareceu que ali não vendiam garrafas de uísque, mas se chegássemos a consumir uma inteira teríamos um desconto final, na garrafa, de dez por cento. A dose do uísque era 45 reais. Preço da linha pop. ³Puxa vida², pensei, ³meu amigo não sabia dessa². Liguei o alarme e comecei a beber a cerveja em goles menores: precisava ganhar tempo.O ambiente maravilhoso, Dave Gordon, amigo de outros tempos e outros piano-bares, era um luxo. Pelo celular os amigos me avisaram que estavam já no restaurante, esperando: era lá o encontro. Pedi que transferissem minha conta do bar para lá e eles pediram que assinasse a transferência da caipirinha e a cerveja. Estávamos ali há uns quinze minutos e a conta indicava 80 reais! Uma caipirinha com vodka nacional e uma pequena cerveja. Recomendei sorrindo que chamassem o caminhão da Brinks para fazer a transferência. Eles não entenderam minha graça, mas continuaram sorrindo. Atravessamos o saguão e entramos no restaurante que também tinha o seu mini bar. Meus amigos já estavam se levantando e fomos para uma grande mesa no fundo do restaurante, deixando várias taças de Dry Martini modelo James Bond, tomadas no bar. Ora, se a gente estava indo para a mesa de jantar, minhas chances de beber o prometido uísque por conta do amigo estavam indo pelo ralo. E, pelo tamanho da mesa ³a maior da casa² se correspondesse ao custo do metro quadrado naquela região dos Jardins, a coisa ia ficar preta. Uma área do meu cérebro, não sei qual, ficou calculando que os duzentões previsto para despesas tinham que ser revistos. Meu amigo é especialista em vinho e escolheu um chileno, teoricamente mais barato, pensei, ou melhor, torci. Percebi que uísque não ia rolar ³nesse nível não é chique bebê-lo em mesa de jantar² - e me entreguei ao destino. Melhor seria relaxar e curtir a noite. E vem a fila, o Maitre Superior, o Maitre Comideiro, o Somelier, o Garçon de Toda Hora e o Cumim. Vinho acompanha água, e vice versa. A água era São Pellegrino, que no mercado custa 11 reais. Pela experiência de multiplicação no bar presumi - apenas presumi, o preço que cobrariam ali. Afinal de contas tinham que pagar o salário daquela gente sorridente. E sorriso não tem salário que chegue. O problema era que naquele ambiente os nervos afloram e a boca seca. Haja São Pellegrino! Bom, vamos em frente. O menu oferecia duas alternativas de jantar, todas acima de 180 reais. Ou você escolhia um prato muito bem descrito pelo Maitre Comideiro ou escolhia um menu degustação com cinco diferentes pratos, incluída a sobremesa. É evidente que os babacas raciocinaram que cinco é muito mais que um e ³vamos nessa². Menu degustação, cinco pratos. Babette ficaria orgulhosa e o duzentão inicial estava ficando pra trás. Uma garrafa vinho chileno dividida em seis taças mal dava para o deguste. E tome São Pellegrino. Mais uma garrafa de vinho, dessa vez, italiano. Chega o primeiro prato dos meus cinco previstos. Imagine uma tirinha de anúncio classificado, uma coluna por um centímetro. Era o tamanho da torrada com leve camada de patê em cima. Num prato enorme e maravilhoso. A gente se entreolhou, cada um tinha pedido um tipo de degustação. Mas o que é que eu queria num restaurante daquele? Uma travessa de sanduíche de pernil? Os pratos dos meus companheiros de mesa não diferiam muito. ³Vou me vingar no segundo prato², esperei. Veio outro enorme prato com um tomate pequeno descascado no vapor e duas tirinhas ³dois milímetros² de camarão. Tão finas que eram transparentes, delicadamente colocados no meio daquele imenso pratão. Que é que eu posso falar: ruim não estava, tinha gosto de tomate refogado e tirinha de camarão. O segundo prato do meu amigo ao lado mostrava uma camadinha de feijão no fundo, só. Nem pensar em cobrir aquele feijãozinho com uma merecida porção de arroz, num restaurante daquele! Feijão chique. Minha fome continuava inteira e botei esperança no terceiro prato. Veio. Quatro minúsculos cappelettis cercados por um caldinho não identificável. Demorei exatos 15 segundos para comê-los, porque quis ser fino e não mostrar fome exagerada. Como o quarto prato era risoto, minha esperança recaiu na imagem da comida italiana, tradicionalmente farta. O montículo de risoto, reunindo arroz arbório dentro de um dosador pequeno de uísque e, cuidadosamente depositado bem no centro do enorme prato. Qualquer SPA faria inveja àquela porção ridícula. Sem alternativa e com muita fome, sob os olhares perplexos de todos na mesa, decidi investir toda esperança na sobremesa. E quando ela chegou eu desabei. Tecnicamente era um micro pudim de pão com o nome pomposo e, minúsculo. Liga para o Fome Zero! No corredor do banheiro tem um botão que, acionado, descortina a cozinha inteira. Imediatamente todos na cozinha olham para você e sorriem. Devem pensar: olhem todos para os babacas. Bom, para resumir: já que a coisa veio longe, nos meus cálculos de pobre, o custo industrial do que comi não supera 16 reais, sem incluir, é claro, taças, talheres, toalhas de mesa, teto basculante, móveis, folha, instalações, decoradores, IPTU e abundância de sorrisos. A conta de R$ 2.544,00 para seis pessoas, não incluiu um champagne que o meu amigo pagou a parte. Ficou a lição: passarinho não acompanha urubu. Ficou também uma lição que muitos não aprendem: os restaurantes de Sorocaba ainda são muito baratos. Alguns não têm a fama e o aparato do Fasano, podem não ter o mesmo refinamento, mas são honestos e não merecem as tantas críticas que a gente faz.

CHOPP

“Tirar um bom chope não é tarefa de amador” e como prometido, vai aí um pouco dos detalhes que se relaciona à técnica de tiragem de chopp:
COPOS
Devem ser finos e mais altos do que largos. O diâmetro da borda superior deve ser pouco menor que o do centro. Existem centenas de tipos, porém o mais aceito no mercado é a tulipa que pelo seu formato evita a perda de gás, queda da espuma e oxidação do chopp.A espuma tem função importante para o chopp e a cerveja mas tem um inimigo mortal: a gordura. Portanto, copo limpo é essencial. Nunca usar copos quentes. É melhor se estiverem gelados, porém cuidado para não colocá-los na geladeira ao lado daquele bacalhau de domingo.
Barris
A tiragem de um bom chopp começa já na encomenda e recepção do material. No momento do transporte, existem cuidados específicos. Os barris sempre devem ser transportados em pé, em caminhões frigoríficos ou lonados, e jamais serem expostos ao sol.Os cuidados com os barris também influenciam na qualidade do chopp. Deve-se prestar atenção ao descarregar um barril e ao transportá-lo para evitar choques e amassamentos e o maior pecado que pode ser cometido é: ROLAR O BARRIL.Como o chopp agita-se durante o transporte, o equilíbrio do gás carbônico contido nele é quebrado e, para facilitar a tiragem e re-equilibrar a composição da bebida, devemos deixar o barril em repouso por um período de pelo menos um dia antes da utilização.

O local onde os barris são estocados deve ser o mais fresco possível, como uma câmara ou balcão frigorífico, onde a temperatura ambiente deve oscilar entre 3ºC e 5ºC. Logo que for retirado o lacre de proteção e for acoplado o equipamento de extração, deve-se consumir todo o seu conteúdo em, no máximo, dois dias.

PORTANTO: BAR VAZIO É IGUAL A CHOPP VELHOTIRAGEM
Encoste o copo inclinado no bico da torneira. Esse procedimento fará com que o chopp "corra" suavemente pelas paredes do copo. Abra a torneira e vá endireitando o copo devagar. Deixe o líquido "correr" sem interrupções até cerca de 3 cm. da borda e feche rapidamente a torneira. Desta forma, irá se formar neste espaço de 3 cm o chamado "colarinho". As torneiras mais novas (chamadas popularmente de "italianas") utilizam sistemas de compensadores e dispositivos para gerar o creme, tornando assim o trabalho de tiragem mais simplificado.

VILA FLORINDA

O Vila Florinda não é o que podemos chamar de "choperia", embora inclua nos seus serviços um chope com procedência à prova de qualquer teste: Alemanha. Razoavelmente conhecido, o Erdinger tem uma pequena, mas fiel, legião de apreciadores e, no Vila, o barman Abiel faz justiça à qualidade do chope “tirando-o” como se deve. Ou seja, na temperatura máxima de 2,5 graus, espuma cremosa e, sem deixar que o chope adormeça no balcão.
Vale pelo chope, pelo ambiente de sofisticação despojada, pela simpatia dos garçons e os aperitivos exclusivos.
Entre os tira-gostos do Vila, será imperdoável não provar as azeitonas recheadas com carne moída de vitela à milanesa, a um custo de R$ 12,00.

EXPRESSO SOROCABANO
O Expresso Sorocabano, também conhecido com o bar do Lee é unanimidade nos finais de tarde. Deve isso aos excelentes serviços que vem mantendo, tanto na qualidade de sua comida como na eficiência de sua equipe. Mas, nenhuma casa com o estilo do Expresso, seria capaz de alcançar e sustentar um sucesso, se a qualidade do seu chope não estivesse no mesmo nível dos demais serviços. E o chopp Skol (R$ ,00) do Lee, aprendeu que a temperatura e a rapidez entre o balcão e a mesa do cliente, são decisivos. Tanto que, ao lado das cervejas, o chope é um dos pedidos preferidos pelo freqüentadores. Como aperitivo, para acompanhar o chope, a seleção de sanduíches é fora de série. Não deixe de provar o Churrasquinho e o Bauru Chic, cortados à aperitivo. Sem concorrência e a um custo médio de R$ 8,00.

O verão tá pegando fogo

O verão tá pegando fogo, (ta certo que por aqui tem muita agua) e nada mais gostoso do que aquele chope gelado, cremoso, bem tirado e um bom papo para libertar a alma.
A palavra Chope vem do alemão chopp, que significa uma medida de volume. Equivale a 300 ml. Com o tempo, a palavra se tornou o nome da bebida, portanto, uma das regras para saber se você esta consumindo chope em um lugar que respeita sua sede, o copo tem de ser de 330ml, 300 de chope e 30 de espuma.
Essa bebida tão apreciada pelos brasileiros é o pai da cerveja, e foi inventada há cerca de 6.000 anos na Mesopotâmia (região onde hoje é o Iraque), e apenas em 1876, após a invenção da pasteurização é que foi criada a cerveja. Acredite, a bebida servia para o tratamento de doenças e para cerimônias religiosas ou festivas. Era também alimento. Em Sumério a palavra cerveja significa pão líquido, pois os ingredientes para preparo de ambos são praticamente os mesmos. Gregos e romanos através dos mosteiros, difundiram as técnicas egípcias pela Europa, e também contribuíram para melhoria do sabor introduzindo o uso do lúpulo em substituição a outras ervas até então usadas.
Apesar do consumo de chope no Brasil parecer ser alta, mas estamos em quarto lugar no ranking mundial. O consumo anual no Brasil é de 8,45 bilhões de litros, movimentando aproximadamente R$ 12, 5 bilhões.
O Brasil é o 4º maior mercado de cerveja do mundo, ficando atrás dos Estados Unidos, China e Alemanha. Mas, em consumo per capita, ainda estamos muito, mas muito longe do líder. A República Tcheca, que consome 161 litros/ano. Alemanha é terceira colocada, com 123 litros. Os norte-americanos consomem 86 litros e nos brasileiros, bebemos míseros 47 litros, segundo a pesquisa da Euromonitor.
Tirar um bom chope não é tarefa de amador. Além da qualidade do liquido é necessário um bom transporte, armazenamento adequado, temperatura, copo fino e limpo, e mais uma porção de atenção, para que você possa degustar com todo prazer que merece.Mas esses detalhes ficam para a próxima semana.
Como ninguém é de ferro, resolvi fazer um agradável tour pela cidade e relatar aqui o que encontramos nos bares e restaurantes que servem chope em Sorocaba e pedi a porção que o garçom sugere como a melhor da casa. Nas próximas semanas vamos falar de pelo menos 10 lugares. Divirta-se, pois eu me diverti.

MANDALA CHOPERIA
Av. Visconde de Tunay,60
15 3202-2050
Foram vários os encontros no Mandala, e a casa vem segurando a qualidade com o passar dos anos. É claro que a simpatia dos irmãos Edwar e Pedro ajuda a atmosfera do lugar.
O chope do Mandala é realmente fantástico, e entusiasma você ficar horas bebericando por ali. O Chope Brahma (R$3,35), muito bem tirado estava na temperatura ideal.
O garçom nos ofereceu uma porção de Filé a moda RJ (R$24,30), grelhado em cubos com provolone, cebola e azeitonas pretas. Porção generosa e bem apresentada, mas confesso que ainda prefiro o File a parmegiana aperitivo.

BOÊMIA
r.Duque de Caxias, 84
15 3222-4456
www.chopperiaboemia.com.br
O pessoal da casa é bem atencioso, mas demoraram a entrar num acordo para revelar qual a porção mais vendida no lugar. Enquanto isso pedimos 2 chopes que vieram acompanhados de uma porção de pipoca. O chope Antártica (R$3,05), apesar de ser bem tirado, veio com a temperatura um pouco acima do ideal (por volta de 3 graus).
Depois de decidida a porção, veio um réchaud de ferro com uma porção de picanha fatiada, acompanhada por mandioca frita (31,90). Boa, mas sem grandes surpresas.

VILLA MORENO Restaurante
Av. Domingos Júlio,755
15 3233-0099
www.villamoreno.com.br
O Villa Moreno é sempre uma boa opção, fácil acesso, lugar para estacionar e por ser amplo, sempre tem lugar e a gente não perde a viagem. A casa é muito bem montada e desenhada para abrigar os clientes com o maior conforto.
O chope servido é o Schincariol (3,30), que apesar de algumas restrições pessoais (acidez elevada) estava honesto, bem tirado, na temperatura e num copo ideal.
Mas a atração de lá fica por conta da variedade do buffet (24,90), que sempre faz estragos irreparáveis às dietas, pois existem muitas opções e a gente come a vontade.
Caso você consiga resistir, e resolva ficar na porção, os garçons foram unânimes: Carpaccio (16,20), que realmente estava muito bem montada e com o tempero excelente.

9.3.06

Caros amigos

Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas.

Vamos aproveitar 2006, e parar com essa história que o ano começa só depois do carnaval, afirmar isso é o mesmo que dizer que os meses de janeiro e fevereiro não tem a menor importância.
Tem gente que passa batido e depois fica reclamando que o ano é curto, que o tempo esta passando depressa. Tão depressa que não teve tempo de ganhar dinheiro, de curtir o filho, de perder aqueles quilos, ou simplesmente de viver.
Neste último ano o mundo mudou bastante, parafraseando o BOM DIA, o mundo mudou e a gente não pode ficar pra trás.

Chega daquele saudosismo idiota de dizer: No meu tempo as coisas eram melhores. Desculpe-me amigo, mas o que você esta fazendo agora, caso você não esteja em coma, o seu tempo é agora.

Saudade é bom e enobrece o futuro da gente, as boas lembranças ficam no coração. Como os primeiros passos do seu filho, a risada animada dos amigos, o vinho escolhido a dedo no seu aniversário, a conquista de novos comparsas, o sonho que se realizou, a vida que está apenas começando, o início de novos sonhos.
O resto é apenas resto, não devemos guardar o que não vamos usar, para isso precisamos mudar para não ficarmos para trás.

E para não ficar para trás. Vamos deixar as mesquinharias de lado e dar um pé-na-bunda do derrotismo.
Não pretendo fazer um discurso demagógico e babaca, mas estou cansado de tanta gente que arrasta as coisas para baixo, que diz que tudo é difícil.

Chega daquela velha história de dizer “sobrevivi mais um ano”, não temos sobras da vida. Temos sim, uma vida com sobras: sobras de risos, milagres diários e superações.

Vamos contribuir para que a nossa convivência seja sempre uma experiência boa, ou que, no mínimo gere uma boa conversa de botequim.

Chega de dizer que estamos estressados, que tudo tá uma merda, chega de reclamar da vida, pois eu tenho certeza que a vida tem muito mais reclamações de cada um de nós.

Vem aí um ano de boas expectativas, e não são aquelas que a economia diz, não são aquelas que o barbudo diz, não são aquelas que o outro barbudo também diz, não são aquelas que o sermão da igreja diz, mas sim, aquela de que chegou a hora de entendermos que, se não fizermos nada pela vida, ela não vai fazer nada por nós.

Mãos-a-obras: temos que construir um mundo melhor, e em 2006 Luisa faz 2 anos, e eu quero ter o sossego de que pelo menos a minha parte eu estou fazendo

Paz, felicidade e muita boa vida para todos.
BOM DIA 2006.

8.3.06

Quinta dy Engenho

www.quintadyengenho.com.br
Estrada da Fonte, 260 - Vila Darcy Penteado fone (11) 3846-0407

O Local é muito agradável e muito bem cuidado. Inspirado nas antigas fazendas coloniais, o hotel conta com 17 suítes, equipadas com todos os recursos para o completo conforto dos hóspedes.

As delícias da tradicional culinária brasileira, com ênfase na cozinha mineira, caracterizam e destacam o Quinta Dy Engenho. Nela, a qualidade dos ingredientes, a maioria plantada na fazenda, aliada ao bom tempero e ao preparo apurado, resultam numa comida saborosa e insinuante aos olhos e ao olfato. Que Diga a Thais que quase morreu de tanto comer canjiquinha.
Na adega, uma seleção de vinhos muito honesta e com preços atraentes.

Após o almoço ou jantar, não deixe de curtir um vinho do porto no amplo e imponente salão principal, ao som de Ella Fitzgerald tocado numa vitrola dos anos cinqüenta.

Não vá sem ligar antes, o local é privilégio dos hóspedes e você corre o risco de ter de voltar para casa com fome.

Casa do Lago

Campina do Monte Alegre
Casa do Lago Rodovia Angatuba–Buri, km 1411 - (15) 3546-1490
Não se assuste se você nunca ouviu falar sobre esse lugar. Mas ele fica pertinho de Itapetininga. O Hotel é muito bem estruturado e tem até heliponto.
O restaurante fica num salão aconchegante da fazenda Casa do Lago e é aberto para não-hóspedes. O Serviço é feito no bufê e é anunciado pela proprietária, Diva Nassar, onde estão sempre presentes elementos libaneses nas receitas que seguem uma qualidade primorosa, além dos pratos do dia, ainda é oferecido um tradicional feijão com arroz.
O Lugar é uma boa opção para passar o final de semana todo, fica perto e você leva só uma troca de roupa. Prepare-se: você vai comer muito.

Ronco do Bugio

www.roncodobugio.com.br
Estrada PDD, 128, Bairro dos Pires (15) 3299-8600 * 18h/23h (sexta), 12h/0h (sáb.) e 12h/17h (dom.).
O Bom é passar o dia ao pé da serra da Macaca, em Piedade, o hotel gastronômico é encantador e os donos são uma simpatia. O que faz valer o trecho de terra da estradinha tortuosa que nos leva até o local.
O projeto do lugar ficou a cargo de um dos proprietários, o arquiteto Fuad Murad. Que teve a preocupação em construir com o mínimo impacto ambiental possível
Elaborada pelo outro proprietário, o chef Eduardo Duó, a cozinha se utiliza de ingredientes produzidos na região ou no próprio hotel, o que garante a qualidade orgânica e frescor dos alimentos. O cardápio é enxuto, mas, apresenta carnes, aves e frutos do mar ao estilo novelli cosine. Já tive a oportunidade de provar quase todo o cardápio permanente e asseguro: os pratos, que têm uma boa apresentação e, os pontos de cozimento e textura dos alimentos, estavam perfeitos. O bar, não trouxe surpresas: portanto não arrisque e já que você está num lugar tão brasileiro, melhor ficar na cachaça e cerveja ou na boa e velha caipirinha.
Vale a pena. Ligue antes para ver se a estrada esta boa e saber se tem espera.

A FESTA AINDA NÃO ACABOU.

Domingão de Natal e daqui a pouco a comilança começa novamente. Espero que papai Noel tenha vindo gordo, pois reafirmo o editorial de hoje: Papai Noel existe, Sim.

Essa semana que faz a ponte entre as duas maiores festas do ano,vai ficar meio vazia e o mundo, ou pelo menos o Brasil, fica mais lento.
Portanto vamos aproveitar e dar uma esticada na região. Vai ai alguns passeios num raio de no máximo 100km.
BOM DIA, FELIZ NATAL E ATÉ O ANO QUE VEM.

A Melhor Caipirinha do Universo



E por falar em caipirinha, um amigo meu se diz o melhor fazedor de caipirinha do universo. Existem certas figuras que a gente não deve contrariar. A caipirinha dele é realmente maravilhosa, mas é que os componentes são fantásticos: O sorriso da Regina, a alegria do Vitor e do Otavio e a paixão da Livia pela minha filha. E lógico, a modéstia e humor do Cláudio.

A Melhor Caipirinha do Universo

O principal ingrediente de uma boa caipirinha é um bom amigo e esse é também o único que você pode exagerar pois quanto mais amigos estiverem juntos, melhor fica o drinque.
O ritual também é parte importante portanto, prepare os utensílios com antecedência e monte um conjunto para ser usado exclusivamente no preparo de drinques pois os que são utilizados na cozinha, mesmo estando limpos, transferem sabor e ninguém gosta de caipirinha com gosto de alho. Separe: um socador, copos do tipo On the rocks ou o copo baixo de whisky, uma faca bem afiada, uma tábua de corte, um balde com gelo de boa qualidade e mexedores para serem colocados nos copos, palito de sorvete é ótimo para essa finalidade.
Algumas observações são importantes para evitar fiascos: a caipirinha é feita apenas com um tipo de destilado que é a cachaça, as outras frutas são ótima para fazer batida pois caipirinha é feita apenas com limão, não existe caipirinha com adoçante e a qualidade de sua caipirinha será proporcional a qualidade dos ingredientes que você escolher portanto, dê atenção especial a essa etapa.

INGREDIENTES:

Cachaça, as mais indicadas são aquelas envelhecidas em barris de carvalho, umburana ou bálsamo.
Um limão do tipo thaity, tamanho médio e de casca fina.
Uma colher de sobremesa de açucar refinado.

COMO FAZER:

Corte o limão ao meio, retire o miolo de cartilagem do centro para reduzir o amargor, fatie cada uma das metades deixando as fatias interligadas e as coloque no copo.
Coloque uma colher de açucar no copo, por cima dos limões, e dê apenas uma espremida em cada uma das fatias de limão pois se você expreme-las muito a caipirinha vai ficar amargando pelo excesso de sumo da casca do limão e também azeda pelo excesso de suco.
Quebre as pedras de gelo diretamente no copo, não pode moer pois a caipirinha ficará aguada, e encha o copo até a boca.
Complete o copo com cachaça até a borda e mexa o drinque suavemente.
Sirvam-se a vontade, riam bastante e joguem bastante conversa fora pois assim você irá perceber que está degustando “A melhor caipirinha do universo”

MAIS UM DEDO DE PROSA

Foi bastante interessante saber que vivemos em uma comunidade que se reconhece em suas origens. A cachaça rendeu tanto assunto, que resolvi mandar mais uma dose.
Como a cachaça é a bebida nacional, a caipirinha é o principal ingrediente para acompanhar nossos pratos mais típicos: O CHURRASCO E A FEIJOADA (dos quais falaremos oportunamente).

Ninguém sabe ao certo onde se originou a CAIPIRINHA. Alguns dizem que foi a adaptação do mais famoso remédio para gripe feito no interior: cachaça, limão e mel - daí o nome "remédio do caipira" e enfim "caipirinha".

Jô Soares, em seu livro O XANGÔ DE BAKER STREET, atribuiu ao inglês Mr. Watson, fiel secretário de Sherlok Holmes a invenção.O Dicionário de Vocábulos Brasileiros de 1889, atesta que a expressão "caipira", foi um termo paulista cunhado para denominar o ’’homem do campo" e que este originou-se do Tupi "caipora" ou "curupira". "Caipora", em uma tradução literal do Tupi, significa "morador do mato". E "Curupira" é um ente fantástico que vagueia pelo mato. É possível que alguém tenha abusado da bebida e valorizado o imaginário quando viu "curupirinhas" à sua volta e, a partir daí... No século XX o Brasil e o mundo viviam a agitação cultural dos anos 20. Por se considerar inferior nesse aspecto, o país tentava encontrar um caminho próprio. Foi quando surgiu o Modernismo Brasileiro, que se voltou contra as amarras colonizadoras impostas pela cultura européia. Os setores da poesia, literatura e pintura foram os que ganharam significativo impulso e acabaram por seguir um novo caminho. A partir desse movimento cujo símbolo era o colonialismo antropofágico, que determinava absorver tudo o que viesse de fora, da mesma forma como fizeram os nossos índios com a cultura e os costumes dos europeus. No momento em que o modernismo valorizava a cultura nacional e a brasilidade, a cachaça entrou para participar do cenário das elites tupiniquins. Tarsila do Amaral, uma das maiores pintoras modernistas do Brasil e, seu marido, o escritor Oswald de Andrade, passaram a organizar feijoadas em Paris, que ficaram famosas. O feijão era fácil de arrumar, mas a pinga para a caipirinha vinha do Brasil e passava pela alfândega francesa rotulada como "produto de beleza" - o que não deixa de honrar as origens do nome "Al Kuhul". A caipirinha é hoje um drinque nacional reconhecido internacionalmente Está incorporado ao nosso rico folclore de mesas e balcões. O "The Dictionary of Drink" da Tiger Books dá a receita da caipirinha como é conhecida no mundo: Uma dose de cachaça, um limão e açúcar à gosto. Corta-se o limão em pequenos pedaços, coloca-se o açúcar e se amassa. Serve-se em um copo padrão, enche-se de gelo e finalmente adiciona-se a cachaça. Deve ser servido com uma colher. Esta receita é a nossa legítima caipirinha com a pequena diferença: no Brasil, usa-se, ao invés da colher um palito de madeira, e uma grande dose de amizade. Pelo DECRETO Nº 4.851, DE 2 DE OUTUBRO DE 2003, do governo Lula, "Art. 81 § 4o Caipirinha é a bebida típica brasileira, com graduação alcoólica de quinze a trinta e seis por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida exclusivamente com Cachaça, acrescida de limão e açúcar. § 5o O limão de que trata o § 4o deste artigo, poderá ser adicionado na forma desidratada."

Yes nos temos Cachaça

Sempre escrevi artigos mensais, e agora eu tenho o Deda pegando no meu pé para entregar essa coluna toda semana. Apaixonados não gostam de pressão, mas amigo a gente perdoa.

Adoro beber, melhor dizer, escrever sobre cachaça, esse tema é melhor ser abordado em rodas de bom papo, pois a cachaça ajuda a fluidificar a conversa, e aí vai algumas curiosidades para começar a prosa.

A cachaça está para o Brasil, como a vodca para os russos o wisky para os escoceses e o vinho para os franceses.
A produção da DANADA aumentou mais que a inflação acumulada dos últimos 100 anos, desde que saiu das moendas movidas por escravos ate os grandes tonéis de inox de hoje. Demorou, mas finalmente estamos conquistando o mundo com a VENENOSA, apesar de não ser a melhor representante do gênero, devemos isso a CANINHA 51.

Nossa BRANQUINHA, a faz parte da cultura do nosso povo, e olho que agora o nosso povo e mais povão.
O culpado de trazer a MARDITA para a América do Sul, foi Cristóvão Colombo. Ele trouxe mudas de cana-de-açúcar da Ilha da Madeira para a América, em sua viagem de descobrimento (século XV) e as plantou no Caribe. Já as primeiras mudas chegaram ao país em 1526, vindas por intermédio de Martim Afonso de Souza.
Como nossa raça e de dar jeitinho em tudo foram os escravos que descobriram a libertação da alma com a destilação do caldo de cana feita pelo menos desde 1540.
Era costume os escravos tomarem o caldo de cana na primeira refeição do dia, a fim de que pudessem suportar melhor o trabalho árduo dos canaviais, e com a borra do melaço de cana fermentada por alguns dias se extraia a aguardente de cana.
Com o aprimoramento da produção e o aumento de consumidores, a DOIS DEDINHOS passou a ter importância econômica para o Brasil colônia. Tornou-se moeda corrente no tráfico negreiro com a África. Era trocada em maior proporção que o fumo. Alguns engenhos passam a dividir a atenção entre o açúcar e a cachaça.

Já existe até uma associação da cachaça que pretende ser um órgão regulamentador, como tem o vinho e o conhaque. A definição DAQUELA QUE MATOU O GUARDA pela legislação brasileira, é como CACHAÇA: produto alcoólico obtido a partir da destilação do caldo de cana fermentado.

Nossa PINGA tem formado adeptos em todo mundo, por aqui eu recebo alguns amigos que quase se matam pela nossa AGUA QUE PASSARINHO NAO BEBE, e ela vai bem pura ou com as magníficas misturas da nossa ENGASGA GATO com limão, gelo e açúcar. Caipirinha e bom e a gente agradece.

BONS GARÇONS.


Não é simples como parece, identificar um bom garçom. Porque as virtudes que prevalecem num bom garçom, são contraditórias sob diferentes ângulos de avaliação. Meu amigo Pedro recomenda: não contrate o melhor garçom da cidade. Ele quer dizer o seguinte: o melhor garçom da cidade é o melhor amigo do cliente, e o pior inimigo do dono do restaurante.
Outra forma de olhar a questão: você prefere um garçom correto, rápido de serviço, porém quieto, atento às solicitações e com olhar abrangente (180”) ou um outro falante, que faz mesuras e sugere o prato do dia antes que você pense em pedir?
Não importa o tipo do bom garçom, mas o fato é que garçom é uma instituição que você não deve brigar, nunca. Nunca, mesmo. Nem no auge da indignação. Porque os garçons podem ser fantásticos no trato e atendimento, mas guardam os mínimos detalhes na memória. Não esquecem nunca uma desfeita, até porque o cliente bebe, e eles naquele momento, não. Mesmo que você nunca mais retorne ao restaurante onde tratou mal um garçom – por precaução – ele muda para outro e você não lembra do rosto dele. Mas ele não esquece o seu. E, como todos nós, o garçom sempre aguarda uma oportunidade de vingança. Pior, você jamais saberá se ele se vingou ou não. A única receita contra isso é não brigar com garçom, NUNCA.
Existem várias possibilidades de você melhorar o seu prazer a mesa, mas a cumplicidade com o garçom é a melhor opção. Use o respeito para chegar a esse caminho. Demonstre confiança nele, naquilo que ele sugerir, valorize sua sugestão dizendo: puxa, essa é uma boa idéia, não tinha pensado nisso, obrigado. Ele vai sair dali comprometido com você e com a sugestão que fez. Agora ela terá que corresponder ao que ele sugeriu, portanto irá pentelhar o cozinheiro assistente, o chefe e o encarregado de pós-produção, querendo que tudo saia perfeito.
Deixe a gorjeta correta, mas faça-o saber que mereceu. A verdade é que os bons garçons ganham um bom dinheiro. Quando utilizam a boa memória, olhar de 360 graus e um estado físico primoroso. Porque sem estado físico ideal não é possível ser um bom garçom. Um garçom anda quilômetros num dia normal de trabalho. Isso pode somar milhagens em restaurantes maiores.
Então, clientes experientes sabem quando podem nomear o garçom como seu representante no recôndito das cozinhas, onde não pode ver o que se passa. E o garçom de caráter não deixa acontecer nada estranho para o seu cliente.
Nenhuma refeição vai ser boa, se você não for bem servido. Portanto seja amigo do Garçom, pois ele é mais importante que o dono.
BOM DIA e Um forte abraço.

Um Marco

A vida é repleta de sabores e somos nós que damos o verdadeiro tempero a ela.
Reclamar do amargo, do ácido ou do salgado é fácil. Difícil é o equilíbrio.
Minha foto
SOROCABA, SP, Brazil