Tem tanta festa que eu já estou virando papai-noel. As últimas três semanas foram recheadas de uísques, coxinhas, quitutes, vinhos e cerveja, ótimo que tem gente com coisas para comemorar. Ano estranho com gente esquisita mas eu tô legal. Perdemos a copa, nos afundamos num mar de lama dos escândalos políticos, bandido solto prendendo cidadão de bem, reelegemos o presidente paz e amor, brincamos de Fly Simulation e derrubamos o avião da Gol e o Palmeiras não caiu.
Não, não é só tristeza. Esse ano foi um daqueles que aprendemos muito, os abalos serviram para entendermos que os alicerces devem ser cada vez mais profundos.
Voltando às alegrias, foi ótimo estar com os parceiros de profissão, amigos verdadeiros e outros disfarçados contando lorotas. Fazendo uma conta simples, me parece que foi um ano bom individualmente, mas bem pobre coletivamente. Parece que existe um sentimento de derrota no ar. Hoje é sexta e têm mais algumas festas para ir, servindo para aprimorar a minha forma e treinar o ho-ho-ho para domingo, virar o bom velhinho.
Vamos preparar as promessas de regime, de ir à academia, casar e parar de beber. Mas só depois do ano novo! Porque ninguém é de ferro e esse ano foi longo.
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.

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