Indignação. Do latim Indignatione. Segundo o Aurélio, “sentimento de cólera despertado por ação indigna”. Nunca, em toda a minha vida de leitor curioso, uma palavra traduziu tão perfeitamente o que sinto. Estou indignado no exato sentido da expressão.
O motivo é simples. Acabo de ler a matéria sobre a quadrilha que utilizava o nome de duas ONGs de fachada para arrecadar doações aqui em Sorocaba, em uma estrutura com 40 funcionárias no setor de telemarketing e mais de 20 motociclistas para coletar as contribuições.
E o pior: supostamente, o dinheiro seguiria para o tratamento de pacientes com câncer. Em um só mês, o escritório – ou melhor, o “estelionatório” – arrecadou R$ 270 mil!
Agora, sabe o que aumenta e envenena a minha indignação? É que enquanto isso, entidades tão sérias quanto necessitadas mal sobrevivem por falta de recursos. Um exemplo perfeito é o Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil, o GPACI, que espera uma reforma urgente em suas instalações para continuar salvando a vida de crianças que realmente precisam.
Isso tudo me faz pensar que, como ensinam os mais velhos, praticar o perdão continua necessário. Mas exercitar a indignação é a cada dia mais fundamental.
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.

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