Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.
24.5.07
Problema de memória.
Lembra do meu artigo da semana passada? Possivelmente, não. Hoje em dia há tanta informação brigando por um espaço em nossa memória que quase não cabe nada. E o curioso é que o tema da crônica de sexta-feira passada era justamente a maneira como a gente esquece tão fácil de tudo. Quase ninguém lembrou, mas ontem foi o Dia do Índio. E hoje completa-se uma década do assassinato covarde do índio Pataxó Galdino Jesus dos Santos. Aquele que foi queimado vivo em um ponto de ônibus por alguns jovens filhos de funcionários públicos em Brasília. Mas será que alguém ainda se lembra? Acho que não. Como pouca gente se recorda de que, mais recentemente, nosso Lulinha Paz e Amor pregava com seriedade as reformas política, fiscal, previdenciária. Agora já esqueceu. E ninguém mais lembra mesmo.Até um vereador conhecido nosso esqueceu que parlamentar também deve respeitar as leis que regem a sociedade. E que dirigir sem cinto de segurança também dá multa para quem exerce cargos públicos.A tão falada falta de memória brasileira já ultrapassou todos os níveis. Quem é que lembra o nome dos deputados e vereadores em que votou nas últimas eleições? Atire a primeira pedra aquele que nunca esqueceu. Todo mundo esquece data de aniversário, hora marcada, nome de artista, tabuada. Esquece tudo.Mas, enfim, antes que a gente esqueça, está chegando ao fim o prazo para fazermos a declaração do Imposto de Renda. Cumprir com nossa obrigação de cidadãos, pessoas físicas e jurídicas. O inesquecível Paulo Francis costumava dizer que imposto no Brasil é sempre doação. Porque a contrapartida é quase nenhuma. É declarar e esquecer.Aliás, muita gente andou esquecendo de alimentar o Leão faminto. A sonegação em Sorocaba e região chegou a R$ 214,4 milhões no ano passado. E este ano não vai ser diferente. A gente costuma esquecer muito fácil mesmo.
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