O Papa chegou e arrastou uma multidão de fiéis e infiéis, pelas ruas de São Paulo.
Como líder da maior Igreja do planeta, o ex-cardeal Joseph desceu de seu avião e pisou em solo brasileiro com seus vermelhos e reluzentes sapatos Prada e em sua primeira manifestação pública foi enfatizar seu posicionamento contra o aborto.
Para quem não acredita em santidade e sim em liderança, me parece bem menos nobre o comportamento do novo pontífice. É impossível a não comparação entre os Papas Bento XVI e João Paulo II, que quando chegou, beijou o solo Brasileiro e disse: “Se Deus é brasileiro, o Papa é carioca”.
A figura do Papa representa a maior liderança política da terra, a nação católica tem mais de 1 bilhão de pessoas, metade nas Américas e aproximadamente 130 milhões no Brasil.
O mundo cresceu e mudou e a Igreja Católica não se adaptou. O problema é que ela se estagnou e continua fechada a toda e qualquer evolução, seja humana ou científica. Ao contrário do líder Budista Dalai Lama, que diz que repensaria o budismo se a ciência provar a não existência da reencarnação, o Vaticano sequer discute.
Não podemos pensar mais em mundo perfeito e nem na teoria da punição, o sexo antes do casamento está aí caminhando de mãos dadas com a AIDS, a marginalidade social está aí correndo desenfreada com a criminalidade sexual. A pesquisa sobre células-tronco está aí e muitas vezes representa mais esperança ao doente de Parkinson do que a própria fé.Bento XVI pode ser o maior teólogo do mundo, mas ainda não viu Deus.
10/05/2007
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.

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