Eitcha nóis! A Novela erótica do Planalto Central continua com a corda toda e cada vez mais inspirando a Rede Globo, agora dando nome pra nova novela da 19h, “Sete pecados”. É apenas uma introdução para os sete mil pecados que aparecem no Jornal Nacional logo mais tarde.
O “caldeirão do Satanás” está fervendo em Brasília, o senador Renan Calheiros tá parecendo professor de álgebra: quanto mais explica, menos todo mundo entende e é mais difícil encontrar a saída. Boa a sugestão que o senador Jéfferson Peres fez ao Lulinha Paz e Amor: “Chama o Renan pra ser ministro da agricultura, ganhar dinheiro com boi desse jeito e ainda mais em Alagoas tem que ser gênio”.
Enquanto todo mundo bate asas no senado, mais uma vez ninguém voa no Brasil. A moral com os controladores de vôo anda tão baixa que até a seleção do Dunga ficou presa no aeroporto e chegou com quase meio dia de atraso no Chile.
Enquanto todo esse caos toma os noticiários e a nossa atenção, os deputados aproveitaram para inviabilizar a CPI da “OPERAÇÃO NAVALHA”. Quatro deputados retiraram suas assinaturas do requerimento, que passou a ter o apoio de apenas 167 parlamentares - o mínimo necessário para uma CPI mista é 171 deputados. Quem caiu fora foi: Mão Branca (PV-BA), Ribamar Alves (PSB-MA),Vinícius Carvalho (PTdoB-RJ) e o Clodovil Hernandes (PTC-SP), que deve ter achado o nome da CPI muito “démodé” e que bom mesmo é “voltar pra trás”. Esse Brasil tá uma beleza, uns abrem as asas, outros fecham e ninguém tem pena de ninguém.
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.
22.6.07
Lambari não acompanha tubarão
Presidente no Brasil deveria ser filho único. Mais uma vez um irmão começa a sacudir o Planalto Central. Lembrem-se que o pivô do impeachment do Collor foi o irmão dele, Pedro Collor, que morreu de causas ainda não bem explicadas e era casado com a “Musa das Alagoas”.
Agora é a vez do Vavá, irmão do “Lulla”, que é bobinho segundo o próprio irmão diz. Parafraseando o Macaco Simão: O Vavácilão do irmão do presidente tá mais pra burrista do que pra lobista.
Que papagaiada, meus amigos. Pois é, como falei na semana retrasada, mais uma novela obscena que sai no Fantástico, aliás a Globo pode mandar um monte de jornalista embora. É só mudar a redação para a sede da Polícia Federal e por falar nela, estou quase orgulhoso. Tá mandando ver e trabalhando igual gente grande. Se a nossa justiça fosse tão eficiente como a PF esse país saía do buraco.
Agora, a frase da semana vai novamente para nosso querido presidente Lulinha paz e amor: “O Vavá é apenas lambari”. Apesar de tudo a frase faz sentido, um peixe sonso no meio de tubarão acaba virando janta.
A PIXEL (produtora de filmes de animação) vai cobrar os direitos autorais da novela do Planalto. Eles estão plagiando os personagens de PROCURANDO NEMO: tem o peixinho palhaço perdido que quase vira comida de tubarão e a Dori, que sofre de perda de memória recente e vive dizendo: onde? O quê? Quem? Por que?
Ainda bem que hoje é sexta, por que domingo á noite tem mais um capítulo da novela do Planalto.
14/06/2007
Agora é a vez do Vavá, irmão do “Lulla”, que é bobinho segundo o próprio irmão diz. Parafraseando o Macaco Simão: O Vavácilão do irmão do presidente tá mais pra burrista do que pra lobista.
Que papagaiada, meus amigos. Pois é, como falei na semana retrasada, mais uma novela obscena que sai no Fantástico, aliás a Globo pode mandar um monte de jornalista embora. É só mudar a redação para a sede da Polícia Federal e por falar nela, estou quase orgulhoso. Tá mandando ver e trabalhando igual gente grande. Se a nossa justiça fosse tão eficiente como a PF esse país saía do buraco.
Agora, a frase da semana vai novamente para nosso querido presidente Lulinha paz e amor: “O Vavá é apenas lambari”. Apesar de tudo a frase faz sentido, um peixe sonso no meio de tubarão acaba virando janta.
A PIXEL (produtora de filmes de animação) vai cobrar os direitos autorais da novela do Planalto. Eles estão plagiando os personagens de PROCURANDO NEMO: tem o peixinho palhaço perdido que quase vira comida de tubarão e a Dori, que sofre de perda de memória recente e vive dizendo: onde? O quê? Quem? Por que?
Ainda bem que hoje é sexta, por que domingo á noite tem mais um capítulo da novela do Planalto.
14/06/2007
14.6.07
dá um rabo-de galo
A temperatura abaixa mas o clima esquenta cada vez mais. Denúncias, acusações e despautérios públicos aquecem os noticiários diuturnamente.
Estamos tão afundados nesse balaio-de-gato que até o botequim emudeceu. O lugar mais democrático que existe é o “Estado Independente do Boteco”. Lá seus habitantes escalam a seleção de futebol, derrubam técnicos e solucionam todos os perrengues políticos do país. Mas ultimamente o perrengue é tão grande que o bar está repensando sua posição política.
Ninguém mais defende esquerda ou direita, ou ainda posiciona-se a respeito de qualquer coisa, o papo virou apenas: será que vai chover? Tá frio, hein!
As tramas são tão complexas que é impossível ter uma conclusão entre um curanchim de galinha e outro, a única coisa que dá pra concluir é que o caldo entornou. Antigamente, falávamos que Fulano mandou um caminhão de pedra pro Sicrano, que Beltrano mandou asfaltar a estrada do sítio do Fulano e isso dava conversa pra mais de uma partida de bilhar.
Até acredito que sempre a corrupção e a bandidagem estiveram presentes, mas é chocante ver a quantidade de vigaristas que existem hoje, em todos os escalões e em todos os poderes. O despudor é cada vez maior. Assistimos “suruba política incestuosa” todo domingo no Fantástico e lemos “pornografia de construtoras necrófilas” na Veja.
Para imprensa não falta assunto, para o povo o assunto cansou e para o bar o assunto acabou. Vou tomar um rabo-de-galo pra ver se esquento o peito antes que me congele o cérebro.
01/06/2007
Estamos tão afundados nesse balaio-de-gato que até o botequim emudeceu. O lugar mais democrático que existe é o “Estado Independente do Boteco”. Lá seus habitantes escalam a seleção de futebol, derrubam técnicos e solucionam todos os perrengues políticos do país. Mas ultimamente o perrengue é tão grande que o bar está repensando sua posição política.
Ninguém mais defende esquerda ou direita, ou ainda posiciona-se a respeito de qualquer coisa, o papo virou apenas: será que vai chover? Tá frio, hein!
As tramas são tão complexas que é impossível ter uma conclusão entre um curanchim de galinha e outro, a única coisa que dá pra concluir é que o caldo entornou. Antigamente, falávamos que Fulano mandou um caminhão de pedra pro Sicrano, que Beltrano mandou asfaltar a estrada do sítio do Fulano e isso dava conversa pra mais de uma partida de bilhar.
Até acredito que sempre a corrupção e a bandidagem estiveram presentes, mas é chocante ver a quantidade de vigaristas que existem hoje, em todos os escalões e em todos os poderes. O despudor é cada vez maior. Assistimos “suruba política incestuosa” todo domingo no Fantástico e lemos “pornografia de construtoras necrófilas” na Veja.
Para imprensa não falta assunto, para o povo o assunto cansou e para o bar o assunto acabou. Vou tomar um rabo-de-galo pra ver se esquento o peito antes que me congele o cérebro.
01/06/2007
Até onde isso vai?
Acabo de ler uma notícia que me deu um frio na boca do bolso: nós, brasileiros, trabalhamos quase cinco meses por ano só para pagar impostos. É isso mesmo! Eu, você, o vizinho, nossos amigos e todo cidadão honesto somos obrigados a trabalhar 146 dias só para pagar tributos aos governos federal, estadual e municipal. O cálculo alarmante é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, o IBPT.Para você ter uma idéia, um sorocabano que ganha até R$ 3.000,00 por mês (que são bem poucos) trabalha 10 dias ao ano só para pagar os tributos municipais, como IPTU e IPVA. Para onde vai esse dinheiro? Pra pagar mensaleiros, obras super faturadas, coisas inúteis e úteis e até para a Praça do Tombo. Como diria Adoniran Barbosa, “ói nóis aqui traveis”. Escorregando nos próprios impostos.Onde é que isso vai parar? Na década de 1970, trabalhávamos dois meses e 16 dias para o governo. Na de 80, esse número aumentou em um dia. Década de 90: três meses e 12 dias. De lá para cá, trabalhamos cada vez mais só para pagar tributos. Onde é que isso vai parar?O Lulinha Paz e Amor não sabe que a carga tributária é o maior entrave ao crescimento econômico. Enquanto isso, as reformas política e fiscal jazem esquecidas. Cada um dos nossos parlamentares em Brasília tem um custo fixo mensal superior a R$ 100 mil e você começa a ganhar o seu suado dinheirinho a partir de amanhã, 4 meses e 26 dias depois de ter começado o ano.
http://um-marco.blogspot.com/25/05/2007
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