Cadê a coerência?
O amanhã a Deus pertence – diria minha santa avozinha. E eu acrescento: o adversário político de amanhã, só Deus sabe. Agora, do jeito que anda o vai-vem de alianças instantâneas, com rivais históricos se tornando compadres da noite para o dia de forma tão improvável, nem Ele está livre das surpresas.
Cobro, sim, posição da oposição. Defendo a discordância de idéias.
Agora, tem gente confundindo "debater frente a frente" com "bater de frente" a um princípio fundamental: a coerência.
Por mais que o mundo esteja tão diferente do que viveu a minha avó, por mais ampla que seja a nossa percepção da vida política e por mais longo que tenha se tornado o nosso campo de visão, tolerância ainda tem limite. É incrível a velocidade com que muitos personagens mudam de lado no debate político. Ou como é que pode, hoje, alguém ser apontado como a encarnação da besta e, na manhã seguinte, ser aclamado como um poço das maiores virtudes?
E o pior: se cada aliança representasse a soma de grandes potenciais para a criação de novos projetos, seria perfeitamente natural e admissível a união de lados antes opostos. Afinal, tudo pelo bem de um projeto maior. Mas não! O que temos visto são reuniões descabidas com o simples objetivo de engrossar a gritaria desprovida de idéias.
Assim, minha gente, tudo vira apelação. Ataque gratuito. Como um jingle veiculado nas rádios locais, em que uma criança repete o cansativo refrão “tirulipi, tirulipi, tirulipi...”. Como piada, até vale umas risadas no bar. Como idéia, não chega nem perto de valer o seu voto.
27 de Setembro 2008
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.
1.10.08
15.9.08
Zero a Zero

A seleção brasileira conseguiu frustar mais uma vez nessa semana a expectativa dos torcedores que heroicamente insistem em acompanhar o medíocre desempenho da equipe. O zero a zero com a Bolívia, lanterna na corrida das eliminatórias, chega a ser um mau agouro sobre a participação da seleção na Copa do Mundo.
O que mais se pode esperar de um time que tem como líder o mais débil dos anões. Só mesmo no conto de fadas para acreditar numa reação contra esse futebol medíocre que tem se apresentado.
Se não bastasse o zero a zero da seleção, os eleitores de Sorocaba também assistiram ao fraco aproveitamento dos aspirantes a prefeito no importante espaço aberto pelo BOM DIA na promoção do debate entre os candidados.
Como no gramado do Engenhão, os ataques feitos a esmo e sem estratégia por candidatos da oposição frustrou quem esperava a apresentação de um discurso mais consistente de propostas nessa reta final da campanha. Ataque sem argumentação consistente tem o mesma irresponsabilidade da bala perdida.
O recuo exagerado da defesa também não contribuiu para o espetáculo da partida. Qualquer jogador e político sabe que mesmo os zagueiros têm que partir para o ataque depois de tirar a bola da zona de risco. Com a experiência e embasamento adquirido nesses tantos anos de Governo caberia um enfrentamento mais direto e entusiasmado.
Como torcedor e eleitor ainda acredito que esse jogo possa sair do entediante zero a zero e nossos políticos e jogadores possam mostrar a que vieram. Afinal, a bola continua em campo.
12/09/2008
Bendita Súmula 13!
Enfim, uma boa notícia em nossa vida política. A Súmula 13, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proíbe a prática do nepotismo no País inteiro, precisa ser comemorada em praça pública.
Aqui em Sorocaba, o presidente da Câmara, José Francisco Martinez, sinalizou que vai cumprir à risca a ordem do STF. Só pra começar, determinou que os vereadores entreguem os nomes de seus funcionários comissionados, ou que exerçam função gratificada, com quem têm relação de parentesco em até terceiro grau.
Parece pouco, mas é muito quando ficamos sabendo, por um levantamento inicial, que de 20 vereadores, oito deles têm, juntos, 16 – é isso mesmo! – dezesseis parentes entre seus funcionários de confiança.
É demais, não? Nepotismo é uma prática condenável e, em grande parte, responsável pelo desastre nas contas públicas do País. Combatê-la não será fácil. E, quer saber? Do jeito que as coisas estão daqui a pouco vai ter vereador, deputado, governador, senador e até presidente se separando da mulher e deserdando filho só pra arrumar uma boquinha para essas pessoas em um cargo público. Não demora muito pra isso acontecer, não.
Por outro lado, segundo o IBGE, o Brasil tem quase UM MILHÃO de cargos de confiança. É mole? Quer dizer, difícil diminuir o famigerado empreguismo brasileiro com toda essa quantidade de boquinhas dando sopa por aí.
A Súmula 13 combate o efeito. Mas a causa continua. Mais uma vez, é preciso mexer na estrutura. Ou seremos para sempre o país da boquinha.
Para famílias inteiras de políticos esfomeados.
29/08/2008
Aqui em Sorocaba, o presidente da Câmara, José Francisco Martinez, sinalizou que vai cumprir à risca a ordem do STF. Só pra começar, determinou que os vereadores entreguem os nomes de seus funcionários comissionados, ou que exerçam função gratificada, com quem têm relação de parentesco em até terceiro grau.
Parece pouco, mas é muito quando ficamos sabendo, por um levantamento inicial, que de 20 vereadores, oito deles têm, juntos, 16 – é isso mesmo! – dezesseis parentes entre seus funcionários de confiança.
É demais, não? Nepotismo é uma prática condenável e, em grande parte, responsável pelo desastre nas contas públicas do País. Combatê-la não será fácil. E, quer saber? Do jeito que as coisas estão daqui a pouco vai ter vereador, deputado, governador, senador e até presidente se separando da mulher e deserdando filho só pra arrumar uma boquinha para essas pessoas em um cargo público. Não demora muito pra isso acontecer, não.
Por outro lado, segundo o IBGE, o Brasil tem quase UM MILHÃO de cargos de confiança. É mole? Quer dizer, difícil diminuir o famigerado empreguismo brasileiro com toda essa quantidade de boquinhas dando sopa por aí.
A Súmula 13 combate o efeito. Mas a causa continua. Mais uma vez, é preciso mexer na estrutura. Ou seremos para sempre o país da boquinha.
Para famílias inteiras de políticos esfomeados.
29/08/2008
29.8.08
25.8.08
Vote em mim. Pelo amor de Deus

Enfim, começou o horário político na televisão. Há muito tempo eu não via tantos absurdos juntos. Divirtam-se! Porque chorar já não adianta.
E, além do menos, a culpa é nossa.
É incrível a diversidade de ocupações dos nossos candidatos a vereador.
Tem de tudo. De vendedor da rua sete a aspirantes com codinomes incríveis, como “chupeta”. Todos eles – com duas ou três exceções – incapazes de ler com a mínima fluência as suas próprias propostas no tele prompter.
Antes que me acusem de preconceituoso, não tenho absolutamente NADA contra a candidatura de pessoas com origens e habilidades diferentes. O problema é que a maioria dos candidatos sequer sabe o que é legislar!
Para exercer uma profissão qualquer, o que se exige de toda pessoa é qualificação. É o mínimo! Por que será que isso não se repete na escolha dos nossos vereadores?
Falta seriedade. Ou um sujeito fantasiado de cantor brega não iria à televisão com uma vassoura nas costas e a maior cara de pau deslavada para pedir o seu voto, fazendo promessas descabidas, sem o menor fundamento e, pior de tudo, sem a menor idéia da enorme responsabilidade que, se eleito, terá nas mãos.
E quem diria! Até a Supernanny está lançando candidato! Tem um aí que pediu até a ajuda da famosa babá para cuidar dos filhos e conquistar uma vaguinha na Câmara. Ah, faça-me o favor!
Ou sou muito maldoso – e nesse caso o problema é meu – ou mais uma vez elegeremos um grupo de vereadores sem a menor coesão. E nesse caso, minha gente, o problema é nosso.
22/ago/2008
18.8.08
Cada ano que passa...

Sorocaba chega aos 354 anos em belíssima forma. Estamos crescendo como nunca. No entanto, a cidade cresce e a mentalidade de algumas instituições não acompanha.
Sábado passado, tentei ir a um show no Clube de Campo. Pelos ingressos, paguei tão caro quanto pagaria para assistir ao mesmo espetáculo na capital. Mas dos gastos, esse foi o menor. Num programa assim, um show de rock e não um bingo, é natural que se beba. No entanto, já que eu poderia me tornar um criminoso na volta para casa, chamei um táxi.
Muito bem. Para ir da minha casa até o show, o que dá uns sete quilômetros, o táxi custou R$ 32,00. Lá chegando, uma fila imensa de carros esperava para entrar. No meu caso, bastava o taxista entrar no clube, eu desceria e ele iria embora. Mas o Clube de Campo não tem a estrutura mínima para receber o público de um show com o mínimo de conforto: o táxi não pôde entrar no clube. Como chovia, eu seria obrigado a desembarcar na rua e andar na chuva até o interior do local.
Resultado: nem desci do táxi e voltei pra casa frustrado. Primeiro por perder os ingressos. Depois, por pagar a viagem de volta sem utilidade nenhuma!
Agora, me pergunto: até quando? Já não passa da hora de termos boas casas de shows, boas salas de cinema e bons teatros? Quem não tem estrutura e gente competente para sediar um show, não o faça! Será que Sorocaba, crescendo como está, não merece coisa melhor?
É o que eu desejo para a minha cidade. São os meus parabéns sinceros e a minha esperança de que a velha mentalidade pequena acompanhe o crescimento de Sorocaba. Quero continuar a ter orgulho de viver aqui.
15 de agosto
Made in China
Quem diria. O assunto mais interessante destes dias acontece a milhares de quilômetros daqui. Lá na China. É o fim da picada! Só as Olimpíadas nos salvam da absoluta falta de assunto que assola a vida nestes lados.
Aliás, assuntos há. O que falta é gente disposta a discuti-los de verdade, sem medo de ferir suscetibilidades, arranhar os egos, chatear pretensos compadres.
Estamos a dois meses das eleições e onde está o embate entre os nossos candidatos a prefeito e vereadores? Mais uma vez, cadê a oposição? Onde estão os projetos, as novas idéias? O que pretendem fazer os nossos aspirantes aos cargos públicos depois de eleitos?
Se tudo está bom, se nada precisa mudar na atual administração, por que então tirá-la de onde está? É próprio da condição democrática os partidos e candidatos discordarem. Agora, se ninguém discorda de nada, das duas, as duas: a oposição não tem propostas e, no máximo, se eleita, vai se limitar a reproduzir e continuar o que os seus antecessores começaram.
É desse chove e não molha que a nossa política tem vivido há meses. Não fosse a chuva que deu a água da graça na tarde de ontem – e, como sempre, também trouxe dor de cabeça e uma enxurrada de inconvenientes pra muita gente – , estaríamos na absoluta seca de novidade.
É incrível a capacidade que alguns políticos têm de se fingirem de mortos em momentos como este. Cabe a nós, eleitores atentos, cutucá-los, provocá-los, cobrá-los. Este é o nosso trabalho. Se nós não o fizermos, eles também não farão o deles. Esse sim é o verdadeiro negócio da China.
Aliás, assuntos há. O que falta é gente disposta a discuti-los de verdade, sem medo de ferir suscetibilidades, arranhar os egos, chatear pretensos compadres.
Estamos a dois meses das eleições e onde está o embate entre os nossos candidatos a prefeito e vereadores? Mais uma vez, cadê a oposição? Onde estão os projetos, as novas idéias? O que pretendem fazer os nossos aspirantes aos cargos públicos depois de eleitos?
Se tudo está bom, se nada precisa mudar na atual administração, por que então tirá-la de onde está? É próprio da condição democrática os partidos e candidatos discordarem. Agora, se ninguém discorda de nada, das duas, as duas: a oposição não tem propostas e, no máximo, se eleita, vai se limitar a reproduzir e continuar o que os seus antecessores começaram.
É desse chove e não molha que a nossa política tem vivido há meses. Não fosse a chuva que deu a água da graça na tarde de ontem – e, como sempre, também trouxe dor de cabeça e uma enxurrada de inconvenientes pra muita gente – , estaríamos na absoluta seca de novidade.
É incrível a capacidade que alguns políticos têm de se fingirem de mortos em momentos como este. Cabe a nós, eleitores atentos, cutucá-los, provocá-los, cobrá-los. Este é o nosso trabalho. Se nós não o fizermos, eles também não farão o deles. Esse sim é o verdadeiro negócio da China.
30.7.08
Texto do Mello

Devo confessar, já de início, que é possível que meus argumentos não sejam totalmente imparciais, porém afirmo que não serão levianos e nem mesmo estarão mascarados pela ignorância ou até mesmo pela ingenuidade propositada.
Vou falar da lei seca, ou melhor, que lei seca que nada! Vou falar da lei que nos impede de ingerir bebida alcoólica antes de dirigir. Vejam como soa bem essa frase, “impedir pessoas de ingerir bebida alcoólica antes de dirigir”. Mas quem são essas pessoas? Essas que ingerem bebida antes de dirigir? Serão eles mal feitores? Ou irresponsáveis que utilizam seus carros como armas letais?
Não. Não são eles desta vez! Essas pessoas somos nós cidadãos de bem, cumpridores de nossas obrigações que utilizamos nos veículos para o trabalho e também para nosso próprio lazer e o de nossas famílias. Essa minha afirmação pode parecer comprometida com minha preferência por jantar degustando uma boa garrafa de vinho, mas acreditem não me prestaria a esse propósito.
Afirmo que somos nós porque na lei anterior já contemplava os mal feitores e irresponsáveis. Já permitia a utilização do “bafômetro”, dentre outras penalizações suficientes para tirá-los de circulação. Ocorre que não houve fiscalização. Houve na verdade, a inércia do Estado, que nem mesmo equipou a polícia com os equipamentos adequados. (pouquíssimas cidades do país tinham ou tem o bafômetro).
Agora, com o nítido fracasso estatal e num rompante de populismo, somos nós cidadãos surpreendidos com denominada lei seca. Doravante todos os pais de família, de forma indistinta, que aos finais de semana levam suas famílias a churrascaria, a casa de amigos, assim como casais de namorados e outros mais que ingerem bebidas alcoólicas de forma responsável, estão proibidos de desfrutar desses programas se não estiverem acompanhados de um motorista particular ou ainda de um amigo que tenha habilitação e não aprecie a ingestão de qualquer bebida alcoólica.
Ora! Vamos e convenhamos isso é um absurdo! É intolerável! O que me assusta é que a ingenuidade propositada do Estado, contamina a opinião dos cidadãos, com o objetivo claro de esconder sua ineficiência, lança no banco dos réus aqueles que em nada contribuíram para o caos hoje existente no trânsito.
Como bom cidadão, vou observar o texto legal, não vou mais ingerir bebida alcoólica antes de dirigir, mas isso não vai importar no meu silêncio e nem vou concordar com o oportunismo transloucado do discurso “politicamente correto”. Todo aqueles que queira se manifestar sobre o assunto, por favor fique atento para não cair no vazio da opinião padrão veiculada pela mídia serviçal.
Autor: Marcos Marcelo de Moraes e Matos – é apenas um cidadão.
24.7.08
Os deputados acabaram de revogar a tão comentada 'LEI SECA'.
Após 3 dias de análises ficou comprovado que os bêbados estão passando o volante para as mulheres e o número de acidentes e barbaridades no trânsito voltou a aumentar.
As autoridades acham que o bêbado dirigindo é mais seguro.
Além disto, em diversos pontos da cidade onde ocorrem as principais baladas noturnas, são encontradas manifestações de revoltas de mulheres feias contra a Lei Seca... alegando que está cada vez mais difícil para elas arrumarem namorados.....
Yes, nós temos a Bud.

Em tempos de lei seca, o Brasil dos não-hipócritas mostrou a que foi. Somos donos de um símbolo da sociedade americana: A CERVEJA BUDWEISER É NOSSA. A InBev, administrada pelo brasileiríssimo Carlos Brito, foi ao mercado internacional, viu e venceu, reafirmando-se como a mais valiosa no setor de consumo do mundo, ao lado da Procter & Gamble, Nestlé e Coca-Cola.
O Brasil se destaca cada vez mais nos negócios mundiais, brigando bonito com gigantes e vencendo batalhas. Na novela da economia global, já somos
protagonistas.
A revista Veja desta semana traz oito grandes negócios das mega empresas tupiniquins. Juntas, alcançam 30 bilhões de dólares negociados. Isso, sim, nos acalenta na terra da bandalheira política. É só o governo não atrapalhar que o país dá certo.
Por aqui o governo é um Midas ao contrário, me perdoem os puritanos, tudo que toca vira merda. Mais uma vez o cheiro do esgoto chega até LULA LÁ, e está cada vez mais
difícil para ele dizer que não viu nada, não sabe de nada. Prova disso foi o desastroso afastamento do delegado Protógenes das investigações da Operação Satiagraha, que chefiou por mais de 4 anos, e a declaração do governo:”Mandei sair porque ele quis...”. Viu? Bota a mão e sai Merda.
Bem, vamos brindar o sucesso global com uma Bud gelada e seguir o caminho a pé, pois este governo continua enchendo a cara e dirigindo rumo ao poste da Brasil-Telecom.
PS: quem criou o conceito de complexo de inferioridade foi o psicanalista ALFRED ADLER e não Freud como um leitor escreveu. Se é que ele me entende.
25/julho/2008
17.7.08
Hipocrisia é um porre
"infelizmente o espaço que tenho no Bom Dia, não é suficiênte para responder como gostaria as críticas que me foram feitas. Por isso esta aqui a íntegra de como penso a questão"
Cada vez mais eu me convenço que, apesar dos avanços da ciência e da extraordinária evolução do ser humano enquanto indivíduo, a sociedade como um todo caminha a passos largos para a mediocridade e para a chatice. A hipocrisia social traz em si a larva do preconceito e a ignorância do politicamente correto. Pois meus caros, neste país onde reinavam a alegria dos costumes, a generosidade, a tolerância com as diferenças e o afeto como traço maior de um povo, agora surgem com maior força imperativos morais de políticos demagógicos, de pseudo intelectuais, falsos artistas e pensadores de biscoito da sorte.
Hipocrisia: ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. Nem todos são hipócritas, e perdoem-me os muitos que não são. Mas não existe expressão que defina melhor o repudio que tenho à atual cena política brasileira do que “putaria”. Pode até ser um excesso verbal. Mas é menos vergonhoso e indecente que o excesso de imoralidade, de safadeza, de falta de decoro e de ética que diariamente nos atiram na cara. Sim, é isso que penso. Não me escondo por trás de palavras bonitas que o povo não entende como FISIOLOGISMO (é um tipo de relação de poder político em que as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais).
Quero mostrar minha indignação contra aqueles que ainda cometem o "crime" do preconceito e acham que todos que bebem são manguaceiros, bêbados chatos ou amantes da marvada.
O moralismo é a fachada da intolerância, e muitas vezes a máscara das aberrações. Um dos lideres mundiais que se dizia convicto abstêmio foi Hitler. Prefiro a grandeza e o humanismo de um dos melhores bebedores da história política, Sir Winston Churchil.
O direito à opinião é constitucional e garante a livre difusão do pensamento. A imprensa é a grande ferramenta que a liberdade de expressão utiliza para manifestar pontos de vistas sobre todas as questões que envolvem nossa sociedade.
Quando escrevi o que penso sobre a invasiva Lei Seca, com a intenção de acrescentar meu repúdio ao abuso contra meus direitos, e não como apologia ao consumo de álcool, sem querer acabei despertando os ranços mal adormecidos de Sorocaba.
A minha surpresa maior foi constatar que apesar de estarmos em pleno século 21, em alguns raciocínios predomina a lógica medieval, dos tempos inquisitoriais e épocas de imposições. Meu ponto de vista sobre a modernidade é que ela trás em sua esteira uma forma mais racional de pensar, eliminando as sombras do obscurantismo e contribuindo para clarear a leitura do que necessita ser interpretado.
A constituição brasileira, embora imperfeita e complexa, assegura como inalienáveis os direitos e liberdades individuais. Estabelece como limite a esses direitos, os direitos dos demais. Quanto a isso nenhuma dúvida, quem não tiver a mesma leitura deve se enclausurar em uma caverna.
O motorista embriagado e que comete tragédias no trânsito é tão criminoso quanto qualquer infrator e deve assumir as conseqüências de seus atos irresponsáveis. Como qualquer criminoso em qualquer outro tipo de crime. E é nesse ponto que a lei é invasiva e preconceituosa. Pressupõe como de alto risco o cidadão que tomou dois chopes ou duas taças de vinho num jantar com amigos. E o impede de dirigir seu carro de volta para casa, como se ele fosse um criminoso potencial apesar de ser essa uma dosagem que não embriaga um adulto, e que é tolerada em países com uma cultura de trânsito muito mais responsável do que a nossa.
Beber não é contravenção, pois do contrário seria proibido. Beber muito, e sair dirigindo, aí sim é uma atitude que merece toda a repressão. Ou estamos vivendo um período de falsa interpretação da lei, ou se está usando falsos argumentos para um populismo de resultados cuja base se sustenta na contradição. Ou mudemos o texto da constituição.
A minha cara leitora Escritora, lhe falta na vida Baudelaire “Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos sem tréguas! De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Quem sabe após seu porre de virtudes eu lhe de a permissão em ter minha carta de demissão em mãos.
Meu caro doutor, talvez possa entender melhor a ciência humana se estiver mais próximo do homem do dia a dia, e da alegria de uma sociedade que, pelo menos até aqui, comemora a existência em um país abençoado por Deus e bonito por natureza.
Ninguém fede ao brindar a vida. Ninguém fica chato por um trago. Chatice as pessoas carregam na alma.
Hipocrisia: ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. Nem todos são hipócritas, e perdoem-me os muitos que não são. Mas não existe expressão que defina melhor o repudio que tenho à atual cena política brasileira do que “putaria”. Pode até ser um excesso verbal. Mas é menos vergonhoso e indecente que o excesso de imoralidade, de safadeza, de falta de decoro e de ética que diariamente nos atiram na cara. Sim, é isso que penso. Não me escondo por trás de palavras bonitas que o povo não entende como FISIOLOGISMO (é um tipo de relação de poder político em que as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais).
Quero mostrar minha indignação contra aqueles que ainda cometem o "crime" do preconceito e acham que todos que bebem são manguaceiros, bêbados chatos ou amantes da marvada.
O moralismo é a fachada da intolerância, e muitas vezes a máscara das aberrações. Um dos lideres mundiais que se dizia convicto abstêmio foi Hitler. Prefiro a grandeza e o humanismo de um dos melhores bebedores da história política, Sir Winston Churchil.
O direito à opinião é constitucional e garante a livre difusão do pensamento. A imprensa é a grande ferramenta que a liberdade de expressão utiliza para manifestar pontos de vistas sobre todas as questões que envolvem nossa sociedade.
Quando escrevi o que penso sobre a invasiva Lei Seca, com a intenção de acrescentar meu repúdio ao abuso contra meus direitos, e não como apologia ao consumo de álcool, sem querer acabei despertando os ranços mal adormecidos de Sorocaba.
A minha surpresa maior foi constatar que apesar de estarmos em pleno século 21, em alguns raciocínios predomina a lógica medieval, dos tempos inquisitoriais e épocas de imposições. Meu ponto de vista sobre a modernidade é que ela trás em sua esteira uma forma mais racional de pensar, eliminando as sombras do obscurantismo e contribuindo para clarear a leitura do que necessita ser interpretado.
A constituição brasileira, embora imperfeita e complexa, assegura como inalienáveis os direitos e liberdades individuais. Estabelece como limite a esses direitos, os direitos dos demais. Quanto a isso nenhuma dúvida, quem não tiver a mesma leitura deve se enclausurar em uma caverna.
O motorista embriagado e que comete tragédias no trânsito é tão criminoso quanto qualquer infrator e deve assumir as conseqüências de seus atos irresponsáveis. Como qualquer criminoso em qualquer outro tipo de crime. E é nesse ponto que a lei é invasiva e preconceituosa. Pressupõe como de alto risco o cidadão que tomou dois chopes ou duas taças de vinho num jantar com amigos. E o impede de dirigir seu carro de volta para casa, como se ele fosse um criminoso potencial apesar de ser essa uma dosagem que não embriaga um adulto, e que é tolerada em países com uma cultura de trânsito muito mais responsável do que a nossa.
Beber não é contravenção, pois do contrário seria proibido. Beber muito, e sair dirigindo, aí sim é uma atitude que merece toda a repressão. Ou estamos vivendo um período de falsa interpretação da lei, ou se está usando falsos argumentos para um populismo de resultados cuja base se sustenta na contradição. Ou mudemos o texto da constituição.
A minha cara leitora Escritora, lhe falta na vida Baudelaire “Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos sem tréguas! De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Quem sabe após seu porre de virtudes eu lhe de a permissão em ter minha carta de demissão em mãos.
Meu caro doutor, talvez possa entender melhor a ciência humana se estiver mais próximo do homem do dia a dia, e da alegria de uma sociedade que, pelo menos até aqui, comemora a existência em um país abençoado por Deus e bonito por natureza.
Ninguém fede ao brindar a vida. Ninguém fica chato por um trago. Chatice as pessoas carregam na alma.
Putaria não alcoólica.
Recebi apoios e reclamações sobre a coluna da semana passada, em que falei da imbecilidade da Lei Seca. Retomo agora, pois o assunto é grande e não dá pra ser proseado em mesa de bar.
A imprensa faz o jogo do governo ao divulgar a diminuição dos acidentes e o número de motoristas presos. Agora pergunto: ALGUMA VEZ NESTE PAÍS viu-se tanto empenho em operações policiais?
É lógico que a tendência é baixar a violência no trânsito, tá todo mundo
acuado diante do GRANDE IRMÃO. O cerco começou na receita, tanto a Federal como a médica, sem as quais você é marginalizado, não lhe dão crédito e nem injeção sem que você seja vigiado.
Depois foi às ruas, a câmara instalada em cada trecho, nos apartamentos, elevadores e banheiros, certamente nas privadas para controle de descarga. Tem o google onde basta teclar e ver nossa biografia não autorizada. A constituição diz que os direitos individuais devem ser respeitados - com ou sem cachaça - e o nosso know-how de voltar pra casa após o happy-hour conta estatisticamente a nosso favor.
Vamos pedir ao STF uma emenda constitucional com essa ressalva. Carta de motorista para a molecada, só depois de provar no mínimo 30 anos de bebedeira incólume.
Essa lei é uma afronta a quem respeita leis, saiu da cabeça de algum demente anti-social e os "politicamente corretos" não têm colhão para brigar contra esse moralismozinho barato que se alastra, e que ajuda a esconder a putaria não-alcoólica do dia-a-dia federal.
A sociedade organizada está se tornando muito chata, estou com minha carta de demissão pronta.
11/7/2008
A imprensa faz o jogo do governo ao divulgar a diminuição dos acidentes e o número de motoristas presos. Agora pergunto: ALGUMA VEZ NESTE PAÍS viu-se tanto empenho em operações policiais?
É lógico que a tendência é baixar a violência no trânsito, tá todo mundo
acuado diante do GRANDE IRMÃO. O cerco começou na receita, tanto a Federal como a médica, sem as quais você é marginalizado, não lhe dão crédito e nem injeção sem que você seja vigiado.
Depois foi às ruas, a câmara instalada em cada trecho, nos apartamentos, elevadores e banheiros, certamente nas privadas para controle de descarga. Tem o google onde basta teclar e ver nossa biografia não autorizada. A constituição diz que os direitos individuais devem ser respeitados - com ou sem cachaça - e o nosso know-how de voltar pra casa após o happy-hour conta estatisticamente a nosso favor.
Vamos pedir ao STF uma emenda constitucional com essa ressalva. Carta de motorista para a molecada, só depois de provar no mínimo 30 anos de bebedeira incólume.
Essa lei é uma afronta a quem respeita leis, saiu da cabeça de algum demente anti-social e os "politicamente corretos" não têm colhão para brigar contra esse moralismozinho barato que se alastra, e que ajuda a esconder a putaria não-alcoólica do dia-a-dia federal.
A sociedade organizada está se tornando muito chata, estou com minha carta de demissão pronta.
11/7/2008
Se beber, não sopre.
Imagine um sujeito pronto pra pedir a mulher dos seus sonhos em casamento. Ele a leva a um restaurante caro. O jantar é perfeito, o vinho é ótimo. Ela diz “sim” e os dois terão uma noite inesquecível, certo? Errado. Na volta para casa, o carro é abordado numa blitz, ele é pego no bafômetro, perde a carteira por um ano, paga quase mil reais de multa e o casal ainda vai parar na delegacia. Que noite!
E o caso do padre que, obrigado a rezar três ou quatro missas em igrejas diferentes num mesmo dia, não pode mais tomar vinho antes da Eucaristia? Se for pego numa blitz entre uma igreja e outra, no mínimo vai atrasar a missa seguinte. E passar um ano a pé.
Aqui em Sorocaba, nem o santo João de Camargo escaparia. Nesta semana, uma escandalosa blitz em frente à Igreja dele parou a cidade. Se João de Camargo, que, como todo brasileiro, era chegado num aperitivozinho, chegasse àquela hora, não o deixariam estacionar em sua própria igreja.
Agora, piadas à parte, ô leizinha elitista! Quem tem dinheiro para andar de táxi depois de beber, está salvo. E quem não tem? Sem falar no convite à corrupção. Muita gente vai oferecer propina aos guardas pra escapar da multa e não perder a carteira.
Por tudo isso, não me resta saída senão lançar o movimento NÃO SOPRE! Em nome do direito inalienável, assegurado pela Constituição, de não produzir provas contra nós mesmos.
Pra concluir, repito o clichê: se beber e dirigir um carro dá cadeia, qual seria a pena mais justa para quem bebe e dirige um país inteiro?
3/7/2008
E o caso do padre que, obrigado a rezar três ou quatro missas em igrejas diferentes num mesmo dia, não pode mais tomar vinho antes da Eucaristia? Se for pego numa blitz entre uma igreja e outra, no mínimo vai atrasar a missa seguinte. E passar um ano a pé.
Aqui em Sorocaba, nem o santo João de Camargo escaparia. Nesta semana, uma escandalosa blitz em frente à Igreja dele parou a cidade. Se João de Camargo, que, como todo brasileiro, era chegado num aperitivozinho, chegasse àquela hora, não o deixariam estacionar em sua própria igreja.
Agora, piadas à parte, ô leizinha elitista! Quem tem dinheiro para andar de táxi depois de beber, está salvo. E quem não tem? Sem falar no convite à corrupção. Muita gente vai oferecer propina aos guardas pra escapar da multa e não perder a carteira.
Por tudo isso, não me resta saída senão lançar o movimento NÃO SOPRE! Em nome do direito inalienável, assegurado pela Constituição, de não produzir provas contra nós mesmos.
Pra concluir, repito o clichê: se beber e dirigir um carro dá cadeia, qual seria a pena mais justa para quem bebe e dirige um país inteiro?
3/7/2008
Procura-se um vice.
Em nenhum cenário político do mundo, a figura do vice tem tanta importância quanto no Brasil. O primeiro exemplo é o nosso atual vice-presidente. Com o incrível número de viagens internacionais do barbudo, José Alencar bateu o recorde de vezes em que se tornou presidente em exercício. Se somarmos o número de dias, ele facilmente teria no currículo um mandato inteiro na Presidência da República.
O Brasil é o País do vice. Ou o primeiro presidente civil depois de 20 anos de ditadura militar não foi Sarney, o... vice? E alguém já esqueceu do Collor? Logo depois do impeachment, o comando do País foi parar nas mãos de quem? Do vice Itamar Franco.
Geraldo Alckmin notabilizou-se no papel de vice do saudoso Mário Covas. Quando requisitado na ausência de seu chefe, “Geraldinho” cumpriu bem o papel e depois até virou titular. E na maior capital brasileira, o prefeito é ninguém menos que o vice Gilberto Kassab.
Até aqui em Sorocaba essa importância é grande. Prova disso é que nenhum dos candidatos à prefeitura anunciou os nomes dos vices. Nem o petista Hamilton, nem o ex-petista e hoje “comunista do Brasil” Gabriel Bittencourt, nem Raul Marcelo com Deus e o diabo na terra do PSOL, ninguém parece ter escolhido seus companheiros de mandato. Afinal, é um papel muito importante para decidir assim, tão rápido.
Por enquanto, a única certeza é sobre quem será o próximo prefeito antes das eleições.
Para se recandidatar, Vitor Lippi vai se afastar do cargo. Quem assume? O vice Caiuby.
E por falar nisso, quem será o novo vice no palanque do PSDB?
26/6/2008.
O Brasil é o País do vice. Ou o primeiro presidente civil depois de 20 anos de ditadura militar não foi Sarney, o... vice? E alguém já esqueceu do Collor? Logo depois do impeachment, o comando do País foi parar nas mãos de quem? Do vice Itamar Franco.
Geraldo Alckmin notabilizou-se no papel de vice do saudoso Mário Covas. Quando requisitado na ausência de seu chefe, “Geraldinho” cumpriu bem o papel e depois até virou titular. E na maior capital brasileira, o prefeito é ninguém menos que o vice Gilberto Kassab.
Até aqui em Sorocaba essa importância é grande. Prova disso é que nenhum dos candidatos à prefeitura anunciou os nomes dos vices. Nem o petista Hamilton, nem o ex-petista e hoje “comunista do Brasil” Gabriel Bittencourt, nem Raul Marcelo com Deus e o diabo na terra do PSOL, ninguém parece ter escolhido seus companheiros de mandato. Afinal, é um papel muito importante para decidir assim, tão rápido.
Por enquanto, a única certeza é sobre quem será o próximo prefeito antes das eleições.
Para se recandidatar, Vitor Lippi vai se afastar do cargo. Quem assume? O vice Caiuby.
E por falar nisso, quem será o novo vice no palanque do PSDB?
26/6/2008.
Cadê a oposição?
Quem dormiu antes do final de Brasil e Argentina, anteontem, não deve ter-se dado conta do quanto a pasmaceira da seleção canarinho está cada vez mais parecida com a vida política aqui no interior.
Tal e qual um futebol morno, sem garra e sem vontade, nossa política agoniza por absoluta falta de grandes temas, discussões produtivas e novas propostas. Pra você ter uma idéia, a última polêmica a cutucar os brios dos nossos representantes e da opinião pública local foi a queda de bicos entre o prefeito Vitor Lippi e o deputado federal Renato Amary para decidir o candidato do PSDB à Prefeitura de Sorocaba. Resolvida a questão, tudo voltou à mornidão de sempre.
Até quando? A menos que vivêssemos num paraíso sem problemas, sem razão para fazer críticas e tentar melhorar, política requer embate. Debate. Opinião. É assim que se movimenta a vida. Com o fogo das grandes vontades. Com um calor que hoje nos falta. Vivemos na mais absoluta mornidão e isso é péssimo. Está até na Bíblia, na Carta de Laudicéia: “Seja quente ou seja frio. Se for morno, te vomito”.
As eleições vêm aí e até agora ninguém viu a cara da oposição. Onde estão os grandes idealistas? Cadê as novas idéias? Do jeito que está, até parece que não temos problemas. E se não temos problemas, pra que termos eleições?
É hora de atentar para as grandes questões da cidade e discutir esses assuntos em casa, no trabalho, nas escolas e onde mais for possível dar calor ao debate. Até que isso aconteça, continuamos assim, no zero a zero como o Brasil e Argentina de anteontem.
19/6/2008
Tal e qual um futebol morno, sem garra e sem vontade, nossa política agoniza por absoluta falta de grandes temas, discussões produtivas e novas propostas. Pra você ter uma idéia, a última polêmica a cutucar os brios dos nossos representantes e da opinião pública local foi a queda de bicos entre o prefeito Vitor Lippi e o deputado federal Renato Amary para decidir o candidato do PSDB à Prefeitura de Sorocaba. Resolvida a questão, tudo voltou à mornidão de sempre.
Até quando? A menos que vivêssemos num paraíso sem problemas, sem razão para fazer críticas e tentar melhorar, política requer embate. Debate. Opinião. É assim que se movimenta a vida. Com o fogo das grandes vontades. Com um calor que hoje nos falta. Vivemos na mais absoluta mornidão e isso é péssimo. Está até na Bíblia, na Carta de Laudicéia: “Seja quente ou seja frio. Se for morno, te vomito”.
As eleições vêm aí e até agora ninguém viu a cara da oposição. Onde estão os grandes idealistas? Cadê as novas idéias? Do jeito que está, até parece que não temos problemas. E se não temos problemas, pra que termos eleições?
É hora de atentar para as grandes questões da cidade e discutir esses assuntos em casa, no trabalho, nas escolas e onde mais for possível dar calor ao debate. Até que isso aconteça, continuamos assim, no zero a zero como o Brasil e Argentina de anteontem.
19/6/2008
Licença sem educação
Nesta semana, o PT jogou sujo com a camada mais humilde da população. Principalmente com aqueles que carecem exclusivamente do transporte público para trabalhar.
Pensando nas eleições para prefeito e em sua própria, o vereador do PT Francisco França, vice-presidente licenciado do Sindicato dos Condutores de Sorocaba, apoiou uma “greve-relâmpago-e-covarde”, logo depois de ser concluído o acordo-dissídio para retorno ao trabalho.
Foi uma greve covarde, sim, porque pegou a todos de surpresa! A alegação, marota, do representante dos motoristas, foi de que a empresa de transportes tinha débitos de vale-refeição para com os trabalhadores. Ora, bolas! Por que cargas d’água não se discutiu isso antes, junto com a correção do dissídio?
É óbvio que cheira mal! Passa a impressão clara de que o “verador-vice-presidente-licenciado” teve interesses outros. Quis chamar a atenção e tratar o fato como incompetência de gestão do governo. E o que ganha com isso? A única coisa que se sabe é que, embora “licenciado”, o “vereador-vice-presidente” foi flagrado em cima do caminhão de som do sindicato, ajudando a incitar a greve.
Será que ele não deveria estar na câmara trabalhando? Ou no mínimo intercedendo junto às partes por um acordo para esta pendência, sempre no interesse maior da população ?
A intenção parece clara, barata e baixa, para confundir e instalar o caos na avaliação dos fatos. A democracia carece de oposição responsável e não de franco-atiradores, com interesses unicamente voltados para suas reeleições pequenas e covardes.
12/6/2008
Pensando nas eleições para prefeito e em sua própria, o vereador do PT Francisco França, vice-presidente licenciado do Sindicato dos Condutores de Sorocaba, apoiou uma “greve-relâmpago-e-covarde”, logo depois de ser concluído o acordo-dissídio para retorno ao trabalho.
Foi uma greve covarde, sim, porque pegou a todos de surpresa! A alegação, marota, do representante dos motoristas, foi de que a empresa de transportes tinha débitos de vale-refeição para com os trabalhadores. Ora, bolas! Por que cargas d’água não se discutiu isso antes, junto com a correção do dissídio?
É óbvio que cheira mal! Passa a impressão clara de que o “verador-vice-presidente-licenciado” teve interesses outros. Quis chamar a atenção e tratar o fato como incompetência de gestão do governo. E o que ganha com isso? A única coisa que se sabe é que, embora “licenciado”, o “vereador-vice-presidente” foi flagrado em cima do caminhão de som do sindicato, ajudando a incitar a greve.
Será que ele não deveria estar na câmara trabalhando? Ou no mínimo intercedendo junto às partes por um acordo para esta pendência, sempre no interesse maior da população ?
A intenção parece clara, barata e baixa, para confundir e instalar o caos na avaliação dos fatos. A democracia carece de oposição responsável e não de franco-atiradores, com interesses unicamente voltados para suas reeleições pequenas e covardes.
12/6/2008
Cidade que tem cultura.
A cultura começa a ganhar da iniciativa privada a atenção merecida. Não são poucos os eventos que vêm ajudando a inserir a região no circuito cultural. Semana passada, graças a uma parceria da Academia de Ensino Superior com o SESC, recebemos a visita de Luis Fernando Veríssimo. No mínimo, o evento tem o mérito de incentivar a leitura num país em que as pessoas lêem cada vez menos.
A cidade também já recebe, desde o início deste mês, o Café Filosófico no Espaço da CPFL, empresa patrocinadora do projeto. Toda sexta-feira, um nome de destaque na mídia, especialista em alguma área do saber, vem a Sorocaba discutir questões atuais como liberdade, amor, mundo moderno e por aí vai
Outro trabalho fundamental é o da AECA (Associação de Educação Cultura e Arte), da qual eu tenho a alegria de participar. Só para dar uma idéia dessa importância, termina hoje a Semana Nacional dos Museus, realizada simultaneamente em todo o país. Pela segunda vez, Sorocaba foi uma das cidades-sede do evento. Graças ao empenho do pessoal da AECA, em parceria com as secretarias municipal e estadual de Cultura e com a Fundec, recebemos a visita de autoridades como o secretário-adjunto de Estado da Cultura Ronaldo Bianchi, na tarde de ontem.Mas o maior desafio da AECA é a criação do MACS, o Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, um dos projetos mais relevantes para a cultura na região. Agora, iniciativas como essa dependem do empenho conjunto de organizadores, empresas e poder público. Só assim vai ter fim nossa fome de comida, diversão e arte.
15/5/2008
A cidade também já recebe, desde o início deste mês, o Café Filosófico no Espaço da CPFL, empresa patrocinadora do projeto. Toda sexta-feira, um nome de destaque na mídia, especialista em alguma área do saber, vem a Sorocaba discutir questões atuais como liberdade, amor, mundo moderno e por aí vai
Outro trabalho fundamental é o da AECA (Associação de Educação Cultura e Arte), da qual eu tenho a alegria de participar. Só para dar uma idéia dessa importância, termina hoje a Semana Nacional dos Museus, realizada simultaneamente em todo o país. Pela segunda vez, Sorocaba foi uma das cidades-sede do evento. Graças ao empenho do pessoal da AECA, em parceria com as secretarias municipal e estadual de Cultura e com a Fundec, recebemos a visita de autoridades como o secretário-adjunto de Estado da Cultura Ronaldo Bianchi, na tarde de ontem.Mas o maior desafio da AECA é a criação do MACS, o Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, um dos projetos mais relevantes para a cultura na região. Agora, iniciativas como essa dependem do empenho conjunto de organizadores, empresas e poder público. Só assim vai ter fim nossa fome de comida, diversão e arte.
15/5/2008
Feliz Dia das Mães.
Há dois meses, no Dia Internacional da Mulher, disse aqui neste espaço que as pessoas precisavam olhar mais para as suas mães. Agora, a dois dias do tradicional segundo domingo de maio, volto ao assunto. Porque, definitivamente, alguma coisa está muito errada em nossa dinâmica familiar.
Os puristas, os ingênuos e os cínicos que me perdoem. Mas uma família com pais normais e em sã consciência, em que os filhos respeitam e valorizam as orientações de suas mães, não produz anomalias como o pai e a madrasta do ano, à primeira vista dois poços secos, vazios de qualquer valor moral.
Impossível não nos perguntarmos agora: como estarão as mães do casal acusado pela morte monstruosa da menina Isabella Nardoni? Será que fazem a si mesmas a pergunta clássica “onde foi que eu errei”? Até onde vai a responsabilidade das mães de assassinos, estupradores, ladrões, políticos corruptos e outros párias?
Por mais incrível que pareça, casos de agressão e morte de crianças pelos próprios pais são cada vez mais freqüentes. E quando é que imaginaríamos uma história como a do austríaco que trancou a filha no porão e a engravidou SETE vezes?Enquanto comemoramos o Dia das Mães, há milhares de mulheres parindo com o único objetivo de levar os bebês às ruas e “educá-los” para pedir esmola. Desvios, sim. Distorções sociais com causas diversas. Mas que encontram em nosso descaso o maior incentivo. Por tudo isso, é hora de aproveitar o Dia das Mães e fazer uma velha e mais que adequada pergunta:
Onde foi que nós erramos?
8/5/2008
Os puristas, os ingênuos e os cínicos que me perdoem. Mas uma família com pais normais e em sã consciência, em que os filhos respeitam e valorizam as orientações de suas mães, não produz anomalias como o pai e a madrasta do ano, à primeira vista dois poços secos, vazios de qualquer valor moral.
Impossível não nos perguntarmos agora: como estarão as mães do casal acusado pela morte monstruosa da menina Isabella Nardoni? Será que fazem a si mesmas a pergunta clássica “onde foi que eu errei”? Até onde vai a responsabilidade das mães de assassinos, estupradores, ladrões, políticos corruptos e outros párias?
Por mais incrível que pareça, casos de agressão e morte de crianças pelos próprios pais são cada vez mais freqüentes. E quando é que imaginaríamos uma história como a do austríaco que trancou a filha no porão e a engravidou SETE vezes?Enquanto comemoramos o Dia das Mães, há milhares de mulheres parindo com o único objetivo de levar os bebês às ruas e “educá-los” para pedir esmola. Desvios, sim. Distorções sociais com causas diversas. Mas que encontram em nosso descaso o maior incentivo. Por tudo isso, é hora de aproveitar o Dia das Mães e fazer uma velha e mais que adequada pergunta:
Onde foi que nós erramos?
8/5/2008
Guerrilha tupiniquim.
Enquanto não tem terra, o MST arma a barraca onde tiver espaço. Sobretudo na mídia. Não são poucas as notícias do movimento. É invasão aqui, bloqueio de rodovias ali, declaração inflamada incitando medidas extremas acolá e por aí vai.
Ao mesmo tempo, a esperança de uma política nacional agrária séria e capaz de ser implantada em prazos razoáveis morre seca. É aí que os aproveitadores proliferam como praga, num território sem controle, sem lei, invadindo inclusive propriedades produtivas nas regiões mais valorizadas. Todo mundo sabe que há muita gente no movimento com outros interesses. O próprio MST afirma em seu site: “existem pessoas que se infiltram na causa com a intenção de enganar o governo e os próprios companheiros”.
Dois anos depois, o Brasil parece ter esquecido o episódio de 2006 em que manifestantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra), dissidência do MST ainda mais radical, invadiram e depredaram a Câmara dos Deputados. Detalhe: o MLST defende a revolução socialista com base nas teses do chinês Mao Tse Tung. É mole?
Guardando-se todas as proporções, as FARC, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, começaram assim. “Pelo bem das pessoas”. As mesmas que hoje estão escravizadas há anos no mato, morrendo doentes.
E o Lulinha Paz e Amor, cadê? Vai esperar outra tragédia? Porque até ontem 1.200 sem-terra acampados na Estrada de Ferro Carajás esperavam para fazer um protesto e tomar a ferrovia. Se ninguém fizer nada, o trem descarrilha e a terra, mais uma vez, vira a velha lama de sempre.
10/4/2008
Ao mesmo tempo, a esperança de uma política nacional agrária séria e capaz de ser implantada em prazos razoáveis morre seca. É aí que os aproveitadores proliferam como praga, num território sem controle, sem lei, invadindo inclusive propriedades produtivas nas regiões mais valorizadas. Todo mundo sabe que há muita gente no movimento com outros interesses. O próprio MST afirma em seu site: “existem pessoas que se infiltram na causa com a intenção de enganar o governo e os próprios companheiros”.
Dois anos depois, o Brasil parece ter esquecido o episódio de 2006 em que manifestantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra), dissidência do MST ainda mais radical, invadiram e depredaram a Câmara dos Deputados. Detalhe: o MLST defende a revolução socialista com base nas teses do chinês Mao Tse Tung. É mole?
Guardando-se todas as proporções, as FARC, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, começaram assim. “Pelo bem das pessoas”. As mesmas que hoje estão escravizadas há anos no mato, morrendo doentes.
E o Lulinha Paz e Amor, cadê? Vai esperar outra tragédia? Porque até ontem 1.200 sem-terra acampados na Estrada de Ferro Carajás esperavam para fazer um protesto e tomar a ferrovia. Se ninguém fizer nada, o trem descarrilha e a terra, mais uma vez, vira a velha lama de sempre.
10/4/2008
Desinteresse mata.
Lá se vai o primeiro trimestre deste ano de eleições, Olimpíadas e competição em todos os âmbitos. Sobretudo na política. E como estamos a sete meses da corrida às urnas, já é tempo de trazer o assunto à roda.
Logo começam as campanhas políticas. Os marqueteiros já se preparam para convencer os eleitores a favor de seus candidatos. Milhões de reais serão investidos. Só para relembrar, a reeleição do Lula custou R$ 104,3 milhões – pelo menos foi o que ele declarou ao Tribunal Superior Eleitoral. E os gastos para eleição de alguns governadores, senadores, deputados e vereadores não ficam muito abaixo disso, não.
Agora, a pergunta é: o que realmente o eleitor absorve e aprende nessas campanhas? O número do candidato? Só se for. Está comprovada a distância cada vez maior entre representantes e representados. É evidente a falta de envolvimento dos políticos com as necessidades do povo. E sabe de quem é a culpa? Em grande parte, nossa.Uma famosa pesquisa da Fundação Getúlio Vargas revelou há tempos a nossa realidade como eleitores: mais de 70% dos brasileiros não se lembram em quem votaram para deputado na eleição anterior. Assim, francamente, não é possível cobrar nada.
Aqui na cidade, por exemplo, o impasse no PSDB para decidir o candidato à Prefeitura está passando despercebido pela massa. Eleitor que se preza acompanha os fatos e tira suas próprias conclusões. O que não pode é nem saber o que acontece.
Cada vez mais, as disputas políticas se justificam apenas pela disputa. A quem realmente interessam – o povo – elas nem são notadas.
27/3/2008
Logo começam as campanhas políticas. Os marqueteiros já se preparam para convencer os eleitores a favor de seus candidatos. Milhões de reais serão investidos. Só para relembrar, a reeleição do Lula custou R$ 104,3 milhões – pelo menos foi o que ele declarou ao Tribunal Superior Eleitoral. E os gastos para eleição de alguns governadores, senadores, deputados e vereadores não ficam muito abaixo disso, não.
Agora, a pergunta é: o que realmente o eleitor absorve e aprende nessas campanhas? O número do candidato? Só se for. Está comprovada a distância cada vez maior entre representantes e representados. É evidente a falta de envolvimento dos políticos com as necessidades do povo. E sabe de quem é a culpa? Em grande parte, nossa.Uma famosa pesquisa da Fundação Getúlio Vargas revelou há tempos a nossa realidade como eleitores: mais de 70% dos brasileiros não se lembram em quem votaram para deputado na eleição anterior. Assim, francamente, não é possível cobrar nada.
Aqui na cidade, por exemplo, o impasse no PSDB para decidir o candidato à Prefeitura está passando despercebido pela massa. Eleitor que se preza acompanha os fatos e tira suas próprias conclusões. O que não pode é nem saber o que acontece.
Cada vez mais, as disputas políticas se justificam apenas pela disputa. A quem realmente interessam – o povo – elas nem são notadas.
27/3/2008
Jejum cultural
No calendário religioso, a Sexta-feira Santa é uma das datas mais importantes. O famoso jejum comprova o respeito das pessoas pelos sacrifícios do Cristo. Está certo que nós, cristãos “mais ou menos”, tiramos só a carne vermelha do cardápio. Mas há quem passe o dia inteiro sem comer nada. E cerimônias como a “Comunhão” e o “Lava-Pés” dizem mais sobre humildade, capacidade de servir e outros valores do que qualquer gesto. É uma pena que o radicalismo cego e demais equívocos insistam em distorcer esses episódios em benefício de poucos “líderes”. Mas isso é outro assunto.
Para falar só em jejum, é hora de sairmos de um bem longo. Faz tempo que a cultura em Sorocaba quase morre de inanição. Tirando um ou outro espetáculo que chega pela iniciativa privada, estamos longe de ser uma cidade que respeita e valoriza a cultura. Primeiro, não há teatros com estrutura para grandes espetáculos. Não há museus para abrigar e exibir obras como as de Caciporé Torres, hoje jogadas em depósitos de poeira. Não há salas de cinema suficientes para divulgar uma mínima parte das boas produções. E o pior: ninguém faz nada para mudar.
Tomara que este tema esteja na agenda do próximo prefeito, seja ele quem for. Talvez aí a cidade saia desse longo jejum cultural.
P.S.: Justiça seja feita. Semana passada, reproduzi um erro de reportagem. Divulguei que os salários dos vereadores poderiam chegar a R$ 13.781,25 em 2009. Na verdade, devem chegar a apenasR$ 9.288,00. Coitadinhos dos novos vereadores. Ganhando tão pouco, serão obrigados a fazer jejum.
20/3/2008
Para falar só em jejum, é hora de sairmos de um bem longo. Faz tempo que a cultura em Sorocaba quase morre de inanição. Tirando um ou outro espetáculo que chega pela iniciativa privada, estamos longe de ser uma cidade que respeita e valoriza a cultura. Primeiro, não há teatros com estrutura para grandes espetáculos. Não há museus para abrigar e exibir obras como as de Caciporé Torres, hoje jogadas em depósitos de poeira. Não há salas de cinema suficientes para divulgar uma mínima parte das boas produções. E o pior: ninguém faz nada para mudar.
Tomara que este tema esteja na agenda do próximo prefeito, seja ele quem for. Talvez aí a cidade saia desse longo jejum cultural.
P.S.: Justiça seja feita. Semana passada, reproduzi um erro de reportagem. Divulguei que os salários dos vereadores poderiam chegar a R$ 13.781,25 em 2009. Na verdade, devem chegar a apenasR$ 9.288,00. Coitadinhos dos novos vereadores. Ganhando tão pouco, serão obrigados a fazer jejum.
20/3/2008
As águas vão rolar.
Enquanto a chuva encharca e entope o trânsito lá fora, eu fico aqui pensando em nosso futuro político. Vai ser preciso muita sorte para a cidade não afundar junto com o senso de oportunidade dos nossos vereadores.
Quase ninguém percebeu, mas eles acabam de receber um aumento salarial de 4,5%. Agora os nossos honrosos representantes embolsam R$ 7.181,95 por mês. Antes recebiam R$ 6.872,68. E sabe como eles justificaram mais esse aumento? Com o índice utilizado pela administração municipal para corrigir as remunerações dos servidores públicos da cidade. É a velha tática do “eu também quero” funcionando.
Mas isso não é nada. O pior vem agora: para a legislatura de 2009 a 2012, vem novo reajuste. Em breve, uma reunião dos integrantes da Mesa Diretora da Câmara Municipal com os representantes de partidos vai discutir o assunto. Até maio deste ano, o projeto com a nova previsão de aumento deve ser elaborado, votado e aprovado. Quer dizer, os vereadores eleitos neste fim de ano já vão começar o mandato de salário novo. Deve ser por isso que todo mundo anda querendo se candidatar. Segura o bolso, contribuinte!
Fazer o quê? É a lei. Está lá na Constituição Federal: “o subsídio dos vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras em cada legislatura para a subseqüente. Esse valor pode ser até 75% dos salários dos deputados estaduais”. Traduzindo, se essa determinação for seguida, os vereadores que nós elegermos este ano podem entrar 2009 com um salário de até R$ 13.781,25.
Entendeu agora por que vivem dizendo que o seu voto vale muito?
13/3/2008
Quase ninguém percebeu, mas eles acabam de receber um aumento salarial de 4,5%. Agora os nossos honrosos representantes embolsam R$ 7.181,95 por mês. Antes recebiam R$ 6.872,68. E sabe como eles justificaram mais esse aumento? Com o índice utilizado pela administração municipal para corrigir as remunerações dos servidores públicos da cidade. É a velha tática do “eu também quero” funcionando.
Mas isso não é nada. O pior vem agora: para a legislatura de 2009 a 2012, vem novo reajuste. Em breve, uma reunião dos integrantes da Mesa Diretora da Câmara Municipal com os representantes de partidos vai discutir o assunto. Até maio deste ano, o projeto com a nova previsão de aumento deve ser elaborado, votado e aprovado. Quer dizer, os vereadores eleitos neste fim de ano já vão começar o mandato de salário novo. Deve ser por isso que todo mundo anda querendo se candidatar. Segura o bolso, contribuinte!
Fazer o quê? É a lei. Está lá na Constituição Federal: “o subsídio dos vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras em cada legislatura para a subseqüente. Esse valor pode ser até 75% dos salários dos deputados estaduais”. Traduzindo, se essa determinação for seguida, os vereadores que nós elegermos este ano podem entrar 2009 com um salário de até R$ 13.781,25.
Entendeu agora por que vivem dizendo que o seu voto vale muito?
13/3/2008
Todo dia é da mulher.
Amanhã é o Dia Internacional da Mulher. Como sempre, não faltam críticos – quase todos mulheres – julgando a data como machista e tendenciosa. Por outro lado, sobram entusiastas, donos de floriculturas, joalherias, restaurantes e motéis para exaltar seus benefícios.
Bom ou mau, um dia só não muda nada - não na prática. As mulheres ganharam espaços cada vez maiores na sociedade, nas empresas, nos poderes públicos. Até mesmo na própria família. Mas ainda há muito o que conquistar.
Todos sabemos que ainda há empresas onde a mulher é a última opção para cargos de liderança. O que é um erro grotesco, mas real. Não é segredo que a violência contra a mulher resiste em todas as classes sociais. E que as delegacias criadas para protegê-las só não estouram de lotadas porque muitas mulheres têm vergonha e medo de procurar seus direitos.
Data importante ou dispensável, 8 de março devia ser o dia de lembrar uma realidade vergonhosa: no Brasil, há cadeias nas quais cidadãs com menos de 18 anos são lançadas a celas superlotadas de homens. E já que o dia é internacional, não custa lembrar que ali na Colômbia, a mãe de família Ingrid Betancourt e tantas outras mulheres vegetam, há mais de cinco anos, acorrentadas, reféns do jugo criminoso das Forças Armadas Revolucionárias do País, as FARC.
O dia da mulher é perfeito para lembrar conquistas. Mas sem esquecer de que ainda há muito que mudar. Por falar em esquecer, falta aos filhos lembrar um pouco mais de suas mães. Afinal, a mão que balança o berço é a mão que governa o mundo.
6/3/2008
Bom ou mau, um dia só não muda nada - não na prática. As mulheres ganharam espaços cada vez maiores na sociedade, nas empresas, nos poderes públicos. Até mesmo na própria família. Mas ainda há muito o que conquistar.
Todos sabemos que ainda há empresas onde a mulher é a última opção para cargos de liderança. O que é um erro grotesco, mas real. Não é segredo que a violência contra a mulher resiste em todas as classes sociais. E que as delegacias criadas para protegê-las só não estouram de lotadas porque muitas mulheres têm vergonha e medo de procurar seus direitos.
Data importante ou dispensável, 8 de março devia ser o dia de lembrar uma realidade vergonhosa: no Brasil, há cadeias nas quais cidadãs com menos de 18 anos são lançadas a celas superlotadas de homens. E já que o dia é internacional, não custa lembrar que ali na Colômbia, a mãe de família Ingrid Betancourt e tantas outras mulheres vegetam, há mais de cinco anos, acorrentadas, reféns do jugo criminoso das Forças Armadas Revolucionárias do País, as FARC.
O dia da mulher é perfeito para lembrar conquistas. Mas sem esquecer de que ainda há muito que mudar. Por falar em esquecer, falta aos filhos lembrar um pouco mais de suas mães. Afinal, a mão que balança o berço é a mão que governa o mundo.
6/3/2008
16.7.08
Agora vai
Agora vai, 2008 começou. Todo mundo guardou a fantasia e agora é arregaçar as mangas, tocar o barco, cumprir as promessas e tentar fazer desse, um ano melhor. Lá em Brasília, a primeira sessão do ano já começou com a CPI dos cartões de crédito, pois em ano de eleição a caçada as bruxas tem que ser permanente.
Agora por aqui nossos vereadores querem continuar na folia, todos os 20 declararam que são candidatos a continuar no “bloco do paço lento”. Mal voltaram do recesso e só estão pensando nas eleições de outubro. Mas o presidente mandou avisar que não vai deixar que a tribuna vire palanque e quem cabular sessão vai ficar de castigo. Agora, acredito que não só o presidente da câmara deva ficar de olho nos colegas. É muito importante os eleitores estarem atentos, assim quando outubro chegar não erre o voto. Infelizmente a câmara é um time, portanto seu desempenho só pode ser analisado como tal, não posso negar que existem talentos individuais, mas no geral precisamos “contratar”, no mínimo, uma zaga nova.
Esse ano começou cedo e pelo jeito também vai terminar cedo, lá por novembro a poeira baixa. Só espero que a gente não tenha que abrir novamente o guarda-roupa e tirar a fantasia de palhaço.
março/2008
Agora por aqui nossos vereadores querem continuar na folia, todos os 20 declararam que são candidatos a continuar no “bloco do paço lento”. Mal voltaram do recesso e só estão pensando nas eleições de outubro. Mas o presidente mandou avisar que não vai deixar que a tribuna vire palanque e quem cabular sessão vai ficar de castigo. Agora, acredito que não só o presidente da câmara deva ficar de olho nos colegas. É muito importante os eleitores estarem atentos, assim quando outubro chegar não erre o voto. Infelizmente a câmara é um time, portanto seu desempenho só pode ser analisado como tal, não posso negar que existem talentos individuais, mas no geral precisamos “contratar”, no mínimo, uma zaga nova.
Esse ano começou cedo e pelo jeito também vai terminar cedo, lá por novembro a poeira baixa. Só espero que a gente não tenha que abrir novamente o guarda-roupa e tirar a fantasia de palhaço.
março/2008
7.1.08
Feliz ano nada novo
Olha que otimismo de corintiano tem poder, hein
E mais um ano chegou. Não dá pra dizer que foi como os outros, mas também está longe de ter sido diferente. Corrupção, devaneios políticos, caos aéreo, crimes disfarçados de acidentes e outras escrotices mais.Agora, várias corridas se iniciam no primeiro dia do ano novo. Em 2008, a arrancada para a corrida não fica restrita aos 20 milque participaram da maratona de São Silvestre. A disputa mais acirrada será travada em outras pistas, ou melhor, nas urnas. Milhares de candidatos a prefeito e vereador irão “se matar” em busca de cada voto.Como sempre, velhas promessas serão recauchutadas, plataformas de governo batidas ganharão os palanques e as casas dos eleitores. Discursos ultrapassados serão rejuvenescidos. As pesquisas eleitorais apontarão os mesmos candidatos em primeiro, em segundo ou em último, tanto faz, cheios de velhas propostas.Não sei se realmente espero um novo ano diferente, pois todo final de ano fazemos planos, renovamos nossos compromissos com a mudança que, invariavelmente, acaba logo após o carnaval, que neste ano é mais cedo, já é dia 31.Mas, apesar de tudo, ainda acredito que as coisas podem ser diferentes neste novo ano que é bissexto. Para isso, é preciso que os candidatos de cada partido sejam logo conhecidos - porque Sorocaba não pode parar por sentimentos mesquinhos ou picuinhas pessoais - e que os eleitores escolham com consciência. Afinal, meu time ser campeão da segundona não pode ser a única boa novidade de 2008. E olha que otimismo de corintiano tem poder.
4/1/2008
E mais um ano chegou. Não dá pra dizer que foi como os outros, mas também está longe de ter sido diferente. Corrupção, devaneios políticos, caos aéreo, crimes disfarçados de acidentes e outras escrotices mais.Agora, várias corridas se iniciam no primeiro dia do ano novo. Em 2008, a arrancada para a corrida não fica restrita aos 20 milque participaram da maratona de São Silvestre. A disputa mais acirrada será travada em outras pistas, ou melhor, nas urnas. Milhares de candidatos a prefeito e vereador irão “se matar” em busca de cada voto.Como sempre, velhas promessas serão recauchutadas, plataformas de governo batidas ganharão os palanques e as casas dos eleitores. Discursos ultrapassados serão rejuvenescidos. As pesquisas eleitorais apontarão os mesmos candidatos em primeiro, em segundo ou em último, tanto faz, cheios de velhas propostas.Não sei se realmente espero um novo ano diferente, pois todo final de ano fazemos planos, renovamos nossos compromissos com a mudança que, invariavelmente, acaba logo após o carnaval, que neste ano é mais cedo, já é dia 31.Mas, apesar de tudo, ainda acredito que as coisas podem ser diferentes neste novo ano que é bissexto. Para isso, é preciso que os candidatos de cada partido sejam logo conhecidos - porque Sorocaba não pode parar por sentimentos mesquinhos ou picuinhas pessoais - e que os eleitores escolham com consciência. Afinal, meu time ser campeão da segundona não pode ser a única boa novidade de 2008. E olha que otimismo de corintiano tem poder.
4/1/2008
Então é Natal. E daí?
Porque acredito no País, agradeço ao bom velhinho
Estamos a quatro dias do Natal. A esta hora, a quantidade de gente embrulhando presente só não supera o número de episódios na vida pública brasileira que embrulharam o nosso estômago neste ano que já dá seus últimos suspiros.Tantos escândalos, tanta mutreta, tanta impunidade que as boas notícias, os nossos presentes de Natal, quase não aparecem. Até o fim da CPMF, tão comemorado por nós, já foi engolido por um pacote de maus agouros sobre novos impostos e incertezas. Mais um Natal chegou e o Papai Noel parece ter esquecido das reformas política e fiscal que tantas pessoas pediram em suas cartas e orações.Esqueceu da limpeza nos bueiros políticos, das algemas para tantos criminosos de colarinho branco e alma encardida, da vergonha na cara para tanto desavergonhado que anda por aí.O que salva a esperança que não pode faltar no Natal, mais uma vez, são as iniciativas isoladas de gente que nunca perde a fé e luta. Como os bravos defensores das artes e da cultura que batalham para a construção do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba e os inúmeros brasileiros honestos, nas empresas, nas instituições, nas artes e até na política, que continuam acreditando no País.Quando soar a meia-noite do próximo dia 24, espero honestamente que o Brasil acorde de velhos pesadelos. São os meus votos de Feliz Natal à minha gente. Porque eu também acredito no País. E agradeço ao bom velhinho por ele não ter esquecido de renovar a minha coragem, o presente mais adequado a qualquer brasileiro nos dias de hoje.
21/12/2007
Estamos a quatro dias do Natal. A esta hora, a quantidade de gente embrulhando presente só não supera o número de episódios na vida pública brasileira que embrulharam o nosso estômago neste ano que já dá seus últimos suspiros.Tantos escândalos, tanta mutreta, tanta impunidade que as boas notícias, os nossos presentes de Natal, quase não aparecem. Até o fim da CPMF, tão comemorado por nós, já foi engolido por um pacote de maus agouros sobre novos impostos e incertezas. Mais um Natal chegou e o Papai Noel parece ter esquecido das reformas política e fiscal que tantas pessoas pediram em suas cartas e orações.Esqueceu da limpeza nos bueiros políticos, das algemas para tantos criminosos de colarinho branco e alma encardida, da vergonha na cara para tanto desavergonhado que anda por aí.O que salva a esperança que não pode faltar no Natal, mais uma vez, são as iniciativas isoladas de gente que nunca perde a fé e luta. Como os bravos defensores das artes e da cultura que batalham para a construção do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba e os inúmeros brasileiros honestos, nas empresas, nas instituições, nas artes e até na política, que continuam acreditando no País.Quando soar a meia-noite do próximo dia 24, espero honestamente que o Brasil acorde de velhos pesadelos. São os meus votos de Feliz Natal à minha gente. Porque eu também acredito no País. E agradeço ao bom velhinho por ele não ter esquecido de renovar a minha coragem, o presente mais adequado a qualquer brasileiro nos dias de hoje.
21/12/2007
Vitória do povo
Com fim da CPMF, cada um arcará com sua responsabilidade
Finalmente o povo ganhou alguma coisa que não vem de Tróia. É, presidente, desta vez não deu. A oposição no Senado reprovou a CPMF. E o povo brasileiro aplaudiu.Depois de dois meses arrastando a tramitação do assunto no Senado, chegou a hora de encarar a realidade. A vitória da vontade popular. Do bom senso. Da pura e simples constatação de que a tentativa de eternizar uma “contribuição provisória” é uma afronta absurda a quem trabalha neste País.Agora, veja a ironia de tudo isso. O governo precisava de 49 votos para aprovar a prorrogação do imposto maldito, mas não conseguiu. Lulinha e seus comparsas perderam a parada por pouco. Traduzindo...É isso que dá. Tentaram ganhar o jogo empurrando golpe baixo o que o povo não queria. Na última hora, inventaram que os milhões da CPMF seriam totalmente revertidos para a saúde, alterando seu discurso anterior. É sempre assim. Coisa de um governo sem palavra. E cada vez mais afundado e sem respaldo.Lulinha pode até inventar uma emenda no ano que vem para reeditar a CPMF, porque no Brasil isso é possível. Mas nada tira da sociedade brasileira a vitória de anteontem. É muito bom assistir àquela corja levar uma goleada da vontade popular.O único problema agora é a anunciada represália do governo. A tropa de choque do Planalto não cansou de fazer ameaças. Depois da derrota, o ministro das Relações Institucionais disse que agora “cada um vai arcar com a sua responsabilidade”. É, minha gente. Segura que lá vem mais imposto.
14/12/2007
Finalmente o povo ganhou alguma coisa que não vem de Tróia. É, presidente, desta vez não deu. A oposição no Senado reprovou a CPMF. E o povo brasileiro aplaudiu.Depois de dois meses arrastando a tramitação do assunto no Senado, chegou a hora de encarar a realidade. A vitória da vontade popular. Do bom senso. Da pura e simples constatação de que a tentativa de eternizar uma “contribuição provisória” é uma afronta absurda a quem trabalha neste País.Agora, veja a ironia de tudo isso. O governo precisava de 49 votos para aprovar a prorrogação do imposto maldito, mas não conseguiu. Lulinha e seus comparsas perderam a parada por pouco. Traduzindo...É isso que dá. Tentaram ganhar o jogo empurrando golpe baixo o que o povo não queria. Na última hora, inventaram que os milhões da CPMF seriam totalmente revertidos para a saúde, alterando seu discurso anterior. É sempre assim. Coisa de um governo sem palavra. E cada vez mais afundado e sem respaldo.Lulinha pode até inventar uma emenda no ano que vem para reeditar a CPMF, porque no Brasil isso é possível. Mas nada tira da sociedade brasileira a vitória de anteontem. É muito bom assistir àquela corja levar uma goleada da vontade popular.O único problema agora é a anunciada represália do governo. A tropa de choque do Planalto não cansou de fazer ameaças. Depois da derrota, o ministro das Relações Institucionais disse que agora “cada um vai arcar com a sua responsabilidade”. É, minha gente. Segura que lá vem mais imposto.
14/12/2007
Ameaças públicas
Esperamos pela volta do bom senso entre políticos
No Brasil, o seqüestro é a cada dia mais comum. Vira e mexe, tem alguém trancado num cativeiro escondido ou no porta-malas do próprio carro, limpando as economias para salvar a vida.Uma pesquisa divulgada recentemente mostra um ranking dos eventos mais traumáticos na vida de uma pessoa, aqueles capazes de destruir a paz familiar. Violência e problemas financeiros estão entre eles, mas chamam a atenção os dois primeiros da lista. Em segundo, a perda de um filho, uma das piores dores de um ser humano. Em primeiro, adivinhe: o seqüestro.A pesquisa diz que quem já teve a liberdade roubada nunca mais se recupera. Cada vez mais brasileiros, pagadores de impostos, se tornam reféns da vergonhosa segurança do País de Lulinha Paz e Amor.Mas por falar em imposto e refém, é impossível fugir da comparação: se as ameaças do governo à sociedade por conta da CPMF fossem feitas por um seqüestrador, ninguém ia notar a diferença. A conversa do ministro Mantega é essa: “se a CPMF acabar, a população vai sofrer e nós seremos obrigados a criar um novo imposto”.É uma ameaça rasteira. Dessas que muita gente deve ter recebido em Brasília para votar a favor da absolvição de Renan. E que o vereador Moacir nos deu o desprazer de ouvir anteontem na Câmara de Sorocaba, esbravejando feito criança contrariada porque teve suas emendas ao orçamento rejeitadas: “o prefeito não perde por esperar!”Nós é que estamos esperando faz tempo pela volta do bom senso entre políticos, nos deparamos com esse tipo de comportamento. E, ao que tudo indica, perdendo tempo e acabando o bom senso.
7/12/2007
No Brasil, o seqüestro é a cada dia mais comum. Vira e mexe, tem alguém trancado num cativeiro escondido ou no porta-malas do próprio carro, limpando as economias para salvar a vida.Uma pesquisa divulgada recentemente mostra um ranking dos eventos mais traumáticos na vida de uma pessoa, aqueles capazes de destruir a paz familiar. Violência e problemas financeiros estão entre eles, mas chamam a atenção os dois primeiros da lista. Em segundo, a perda de um filho, uma das piores dores de um ser humano. Em primeiro, adivinhe: o seqüestro.A pesquisa diz que quem já teve a liberdade roubada nunca mais se recupera. Cada vez mais brasileiros, pagadores de impostos, se tornam reféns da vergonhosa segurança do País de Lulinha Paz e Amor.Mas por falar em imposto e refém, é impossível fugir da comparação: se as ameaças do governo à sociedade por conta da CPMF fossem feitas por um seqüestrador, ninguém ia notar a diferença. A conversa do ministro Mantega é essa: “se a CPMF acabar, a população vai sofrer e nós seremos obrigados a criar um novo imposto”.É uma ameaça rasteira. Dessas que muita gente deve ter recebido em Brasília para votar a favor da absolvição de Renan. E que o vereador Moacir nos deu o desprazer de ouvir anteontem na Câmara de Sorocaba, esbravejando feito criança contrariada porque teve suas emendas ao orçamento rejeitadas: “o prefeito não perde por esperar!”Nós é que estamos esperando faz tempo pela volta do bom senso entre políticos, nos deparamos com esse tipo de comportamento. E, ao que tudo indica, perdendo tempo e acabando o bom senso.
7/12/2007
Toma lá, dá cá
Nada de trocar bagre ensaboado por serrote desdentado
A Câmara de Sorocaba se transformou em movimentado mercadão, onde o poder de barganha dá o tom das discussões nos bastidores da votação do orçamento municipal em 2008.Limitados à metade dos recursos destinados no ano passado para emendas (neste ano caiu de R$ 400 mil para R$ 200 mil por vereador), os nobres pares logo se adaptaram às regras de mercado e passaram a negociar no atacado.Nada menos do que 254 propostas de emendas foram levadas a plenário para discussão. Para se ter uma idéia da efervescência de idéias de nossos vereadores, o orçamento de 2007 recebeu 162 propostas de emendas. Para corrigir esse sobrepeso nas contas públicas foram necessárias cinco horas para uma verdadeira lipoaspiração orçamentária. Numa só intervenção foram rejeitadas 147 emendas que, juntas, custariam R$ 37,4 milhões aos cofres públicos. Mas, o embate não terminou. Há muita gordura ainda para ser queimada, até que se chegue ao teto de R$ 4 milhões destinado às emendas propostas pelos vereadores em acordo feito com o prefeito Vitor Lippi.Tamanha disposição dos vereadores em abocanhar generosa fatia no orçamento tem nome e data: eleições 2008. Na corrida para garantir a sua cadeira na próxima legislatura, os vereadores não poupam esforços para atender os mais diferentes interesses que lhe garantam os cobiçados e apetitosos votos nas próximas eleições municipais.Resta saber se nesse varejão de emendas, o poder de negociação está amparado na real necessidade do município e de seus moradores ou será decidido na barganha de um “bagre ensaboado” por um “serrote desdentado”.
23/11/2007
A Câmara de Sorocaba se transformou em movimentado mercadão, onde o poder de barganha dá o tom das discussões nos bastidores da votação do orçamento municipal em 2008.Limitados à metade dos recursos destinados no ano passado para emendas (neste ano caiu de R$ 400 mil para R$ 200 mil por vereador), os nobres pares logo se adaptaram às regras de mercado e passaram a negociar no atacado.Nada menos do que 254 propostas de emendas foram levadas a plenário para discussão. Para se ter uma idéia da efervescência de idéias de nossos vereadores, o orçamento de 2007 recebeu 162 propostas de emendas. Para corrigir esse sobrepeso nas contas públicas foram necessárias cinco horas para uma verdadeira lipoaspiração orçamentária. Numa só intervenção foram rejeitadas 147 emendas que, juntas, custariam R$ 37,4 milhões aos cofres públicos. Mas, o embate não terminou. Há muita gordura ainda para ser queimada, até que se chegue ao teto de R$ 4 milhões destinado às emendas propostas pelos vereadores em acordo feito com o prefeito Vitor Lippi.Tamanha disposição dos vereadores em abocanhar generosa fatia no orçamento tem nome e data: eleições 2008. Na corrida para garantir a sua cadeira na próxima legislatura, os vereadores não poupam esforços para atender os mais diferentes interesses que lhe garantam os cobiçados e apetitosos votos nas próximas eleições municipais.Resta saber se nesse varejão de emendas, o poder de negociação está amparado na real necessidade do município e de seus moradores ou será decidido na barganha de um “bagre ensaboado” por um “serrote desdentado”.
23/11/2007
“Porque no te callas?”
Não entendo porque dão espaço pra essa besta aparecer
Grande semana de acontecimentos intensos. Nossos nobres vereadores poderão ter mais amiguinhos para brincar na próxima gestão.Vamos levar ferro nesse negócio da China, mais despesa para os cofres públicos, mais gente para menos trabalho. Haja rua para pôr nome nessa cidade.Alguém precisa gritar para o congresso: "Porque no te callas?"Por falar em China e aproveitando os contatos que o nosso prefeito fez por lá, podemos fazer mais um negócio: exportar carne de cães ferozes. Olha que “negocião”: quem mordia, agora vira comida para ávidos chineses.Sacanagem com os pobres Pitbulls. Precisamos é fazer uma lei para sacrificar os Pitboys que maltratam esses cães; alguém precisa chamar essa turma e dizer: “Porque no te callas?”Quem é rei nunca perde a majestade. Finalmente, alguém lúcido fez o estúpido do Chávez ficar em seu lugar. Não consigo entender como continuam dando espaço pra essa besta aparecer, desrespeitando chefes de estado, países, organizações e protocolos. Durante a 17ª Cúpula Ibero-Americana, em Santiago do Chile, Chávez bradou idiotices por 40 minutos (sendo que o tempo destinado era de 5 minutos). Ao acusar a participação da Espanha na tentativa de golpe na Venezuela, em 2002, o rei Juan Carlos proferiu a Hugo Chávez o que eu acredito que deverá ser nosso novo grito de guerra para toda essa bandalheira que existe na política:“Porque no te callas?”Viva o Rei!
17/11/2007
Grande semana de acontecimentos intensos. Nossos nobres vereadores poderão ter mais amiguinhos para brincar na próxima gestão.Vamos levar ferro nesse negócio da China, mais despesa para os cofres públicos, mais gente para menos trabalho. Haja rua para pôr nome nessa cidade.Alguém precisa gritar para o congresso: "Porque no te callas?"Por falar em China e aproveitando os contatos que o nosso prefeito fez por lá, podemos fazer mais um negócio: exportar carne de cães ferozes. Olha que “negocião”: quem mordia, agora vira comida para ávidos chineses.Sacanagem com os pobres Pitbulls. Precisamos é fazer uma lei para sacrificar os Pitboys que maltratam esses cães; alguém precisa chamar essa turma e dizer: “Porque no te callas?”Quem é rei nunca perde a majestade. Finalmente, alguém lúcido fez o estúpido do Chávez ficar em seu lugar. Não consigo entender como continuam dando espaço pra essa besta aparecer, desrespeitando chefes de estado, países, organizações e protocolos. Durante a 17ª Cúpula Ibero-Americana, em Santiago do Chile, Chávez bradou idiotices por 40 minutos (sendo que o tempo destinado era de 5 minutos). Ao acusar a participação da Espanha na tentativa de golpe na Venezuela, em 2002, o rei Juan Carlos proferiu a Hugo Chávez o que eu acredito que deverá ser nosso novo grito de guerra para toda essa bandalheira que existe na política:“Porque no te callas?”Viva o Rei!
17/11/2007
A Copa do Mundo é nossa
Vamos aproveitar a maré e buscar uma condição melhor
Em 2014, todos os países do planeta vão voltar os olhos para nós. O que vão ver só Deus sabe. A pergunta agora é: o que vamos ganhar de verdade com isso?Há quem acredite que o evento será nossa maior oportunidade de construir um projeto de país. Uma chance de valorizar nossas riquezas, aproveitar os investimentos e iniciar um tempo de sustentabilidade e crescimento.Como bom brasileiro, faço aqui a minha torcida para que o país inteiro se mobilize nesse sentido. Do contrário, não seremos mais que um grande galpão bem decorado e isolado da realidade, em um evento que vai nos custar mais de R$ 7 bilhões.Há quem duvide que a sangria financeira da Copa do Mundo resulte em benefícios maiores para o povo. Será que nas regiões onde estão nossas maravilhas naturais há mão de obra suficiente e capacitada para trabalhar nos hotéis em tempos de globalização? Será que o nosso sistema aéreo vai dar conta? E será que em 2014 já teremos nos livrado da CPMF, que agora está para ser prorrogada até 2011?Não quero embarcar no torpor coletivo que vivemos na Copa da Espanha, em 82. Por outro lado, acho que podemos aproveitar a maré de otimismo e levar o Brasil a uma condição melhor. Para isso, é preciso pensar o país muito além da organização de uma Copa. Só assim o rabo vai balançar o cachorro.Agora é torcer. Afinal, embora seis anos e meio pareçam suficientes apenas para uma boa “maquiagem”, eu também quero que o Brasil seja mais do que um simples galpão iluminado, onde tudo se acaba na quarta-feira de cinzas.
2/11/2007
Em 2014, todos os países do planeta vão voltar os olhos para nós. O que vão ver só Deus sabe. A pergunta agora é: o que vamos ganhar de verdade com isso?Há quem acredite que o evento será nossa maior oportunidade de construir um projeto de país. Uma chance de valorizar nossas riquezas, aproveitar os investimentos e iniciar um tempo de sustentabilidade e crescimento.Como bom brasileiro, faço aqui a minha torcida para que o país inteiro se mobilize nesse sentido. Do contrário, não seremos mais que um grande galpão bem decorado e isolado da realidade, em um evento que vai nos custar mais de R$ 7 bilhões.Há quem duvide que a sangria financeira da Copa do Mundo resulte em benefícios maiores para o povo. Será que nas regiões onde estão nossas maravilhas naturais há mão de obra suficiente e capacitada para trabalhar nos hotéis em tempos de globalização? Será que o nosso sistema aéreo vai dar conta? E será que em 2014 já teremos nos livrado da CPMF, que agora está para ser prorrogada até 2011?Não quero embarcar no torpor coletivo que vivemos na Copa da Espanha, em 82. Por outro lado, acho que podemos aproveitar a maré de otimismo e levar o Brasil a uma condição melhor. Para isso, é preciso pensar o país muito além da organização de uma Copa. Só assim o rabo vai balançar o cachorro.Agora é torcer. Afinal, embora seis anos e meio pareçam suficientes apenas para uma boa “maquiagem”, eu também quero que o Brasil seja mais do que um simples galpão iluminado, onde tudo se acaba na quarta-feira de cinzas.
2/11/2007
Truco!
Será que não há outras necessidades mais urgentes?
Nas boas e velhas aulas de OSPB (Organização Social e Política Brasileira), - lembram, dela? -, aprendi entre outras coisas que o Brasil tem três poderes: o Executivo, o Judiciário e o Legislativo. E que desse último faz parte a Câmara onde ficam os vereadores, escolhidos pelo povo, para elaborar projetos de lei, sugerir ações de interesse público, indicar soluções e propostas para tornar melhor a vida dos cidadãos.Passados mais de 20 anos, continuo aprendendo. Principalmente que os três poderes estão cada vez menos preocupados em fazer o que está nos livros. Para ficar só no Legislativo, nossos vereadores que o digam. Em vez de melhorar a vida das pessoas, estão a fim é de facilitar a vida deles próprios.Ou será que alguém acha difícil ganhar R$ 5.500,00 por mês para participar de duas seções semanais, tomar café no gabinete, botar um nome numa rua aqui, aparecer num coquetel ali e inventar projetos de lei tão esdrúxulos quanto esse para incentivar o truco? Eu acho mais fácil que prova de português com consulta.Mas antes que alguém grite “truco”, já mando daqui o meu “zap”. É claro que não tenho nada contra um baralhinho com os amigos. Uma boa roda de truco é saudável em qualquer reunião amigável. Agora, pergunto: precisa de lei para isso? Será que a cidade não tem outras necessidades mais urgentes?Tomara que as 186 emendas dos vereadores ao Orçamento de Sorocaba para 2008 tenham 1% de propostas realmente úteis para os cidadãos. Esperar mais que isso é contar com a sorte. E, nesse caso, é mais fácil arriscá-la num truquinho com a turma do Saci.
26/10/2007
Nas boas e velhas aulas de OSPB (Organização Social e Política Brasileira), - lembram, dela? -, aprendi entre outras coisas que o Brasil tem três poderes: o Executivo, o Judiciário e o Legislativo. E que desse último faz parte a Câmara onde ficam os vereadores, escolhidos pelo povo, para elaborar projetos de lei, sugerir ações de interesse público, indicar soluções e propostas para tornar melhor a vida dos cidadãos.Passados mais de 20 anos, continuo aprendendo. Principalmente que os três poderes estão cada vez menos preocupados em fazer o que está nos livros. Para ficar só no Legislativo, nossos vereadores que o digam. Em vez de melhorar a vida das pessoas, estão a fim é de facilitar a vida deles próprios.Ou será que alguém acha difícil ganhar R$ 5.500,00 por mês para participar de duas seções semanais, tomar café no gabinete, botar um nome numa rua aqui, aparecer num coquetel ali e inventar projetos de lei tão esdrúxulos quanto esse para incentivar o truco? Eu acho mais fácil que prova de português com consulta.Mas antes que alguém grite “truco”, já mando daqui o meu “zap”. É claro que não tenho nada contra um baralhinho com os amigos. Uma boa roda de truco é saudável em qualquer reunião amigável. Agora, pergunto: precisa de lei para isso? Será que a cidade não tem outras necessidades mais urgentes?Tomara que as 186 emendas dos vereadores ao Orçamento de Sorocaba para 2008 tenham 1% de propostas realmente úteis para os cidadãos. Esperar mais que isso é contar com a sorte. E, nesse caso, é mais fácil arriscá-la num truquinho com a turma do Saci.
26/10/2007
Sorocaba S/A
Burocracia vem do termo latino burrus, inicialmente usado para indicar cores escuras e tristes. Com o tempo acabou originando a palavra francesa bure que designava um tipo de tecido usado nas mesas de escritório das repartições públicas no século XVIII. Nesta época, o ministro francês Jean-Claude Marie criou o termo bureaucratie, a junção de bureau (escritório) com krátos (poder). Era uma forma crítica e debochada para se referir a todas as repartições públicas.Desde então a burocracia nos acompanha. Nas filas de banco, no financiamento de um imóvel, na compra de um carro e até na abertura de uma empresa. Eu sei bem como é isso.Aqui em Sorocaba tem uma iniciativa da prefeitura que, se der certo, vai facilitar nossa vida. Um projeto que reduz de 120 para dez dias o prazo de abertura de uma empresa. Isso estimula o empreendedorismo e merece ser comentado. Aliás, nem esta coluna escapa da burocracia. Ultimamente, até o editor anda deixando de publicar estas “mal traçadas linhas”. A idéia é boa, mas tem que funcionar. Se isso acontecer, Sorocaba vai virar referência. De acordo com o Banco Mundial, leva 31 dias para se abrir uma empresa na Argentina, 27 no Chile e apenas 6 dias nos Estados Unidos. Um dia a gente ainda chega lá, se Deus quiser. Espero que outras áreas sigam o exemplo. Que os nossos vereadores aprovem projetos com mais agilidade e assuntos de interesse público sejam tratados com mais dynamisme e menos bureaucratie. Mas aí já é acreditar em duendes.Marco Túlio ProençaPublicitário
19/10/2007
19/10/2007
A independência do caju.
Final de semana prolongado e independência pra fazer o que quiser, até tomar caipirinha de caju.
Há um ano atrás, eu escrevia sobre a reportagem do Pedro Bial (premiada internacionalmente este ano) em uma escola que funcionava na varanda de uma casa no Maranhão, onde nenhuma criança sabia o porquê do feriado de 7 de setembro. Não acredito que nada tenha mudado, pois a lamaceira continua a mesma. A única diferença é que o Lulla era candidato e prometia moralização em seus discursos ouvindo calado a então senadora Heloisa Helena gritar que o presidente era corrupto.
Essa semana começou com o melhor exemplo de que o PAC veio para ajudar no crescimento do País. Nosso presidente começou seu discurso da seguinte maneira: “É um dia sui generi, um dia, eu diria, especial para o caju... Em algum momento da história, algum de nós cometeu um erro contra o caju". Decretando assim o Programa dos Amigos do Caju.
Semana passada, no Paraná, o Lullinha Paz e Amor falou que o seu último dia como presidente será no dia 31 de Dezembro de 2010 (infelizmente) e afirmou que, terminando seu mandato, não vai estudar em Paris ou nos Estados Unidos.
Acreditem, não é piada. Seus assessores esqueceram de alertar que nenhuma escola parisiense ou americana aceitaria um analfabeto funcional que não fala inglês nem francês – e nem um Português aceitável.
Enquanto as crianças, do pastelão desse País, não sabem por que é feriado hoje, o presidente toma caipirinha de caju com coelhinho assado na pizzaria de Brasília. C’est la vie.
07/09/2007
Há um ano atrás, eu escrevia sobre a reportagem do Pedro Bial (premiada internacionalmente este ano) em uma escola que funcionava na varanda de uma casa no Maranhão, onde nenhuma criança sabia o porquê do feriado de 7 de setembro. Não acredito que nada tenha mudado, pois a lamaceira continua a mesma. A única diferença é que o Lulla era candidato e prometia moralização em seus discursos ouvindo calado a então senadora Heloisa Helena gritar que o presidente era corrupto.
Essa semana começou com o melhor exemplo de que o PAC veio para ajudar no crescimento do País. Nosso presidente começou seu discurso da seguinte maneira: “É um dia sui generi, um dia, eu diria, especial para o caju... Em algum momento da história, algum de nós cometeu um erro contra o caju". Decretando assim o Programa dos Amigos do Caju.
Semana passada, no Paraná, o Lullinha Paz e Amor falou que o seu último dia como presidente será no dia 31 de Dezembro de 2010 (infelizmente) e afirmou que, terminando seu mandato, não vai estudar em Paris ou nos Estados Unidos.
Acreditem, não é piada. Seus assessores esqueceram de alertar que nenhuma escola parisiense ou americana aceitaria um analfabeto funcional que não fala inglês nem francês – e nem um Português aceitável.
Enquanto as crianças, do pastelão desse País, não sabem por que é feriado hoje, o presidente toma caipirinha de caju com coelhinho assado na pizzaria de Brasília. C’est la vie.
07/09/2007
Supremo, olhais o supremo
Caros amigos, cá estou de volta após merecidas férias. Porém, três semanas fora do mundo das notícias e parece que nada de novo acontece. O Renan continua grudado na cadeira da presidência do Senado sem sair nem pra mijar. Pelo jeito “comadre” é que não falta.
Aliás, já que ele gruda onde senta, ele podia tentar a sorte na festa do peão em Barretos, imagina se ele não iria se dar bem ficando grudado em cima de boi.
A boa notícia é que a boa(zinha) da Mônica Veloso, depois de despir a cara de pau do Renan, vai tirar a roupa na próxima Playboy, só nesse País mesmo, bandeirinha e ex-amante de corrupto tornam-se estrelas de banheiro.
Quem parece querer surgir das cinzas é o mausoléu da justiça, o garboso Supremo Tribunal Federal. Colocou os 40 ladrões no paredão, só não fez nada ainda com o chefe Alula-Babá. O suspiro pareceu ser forte, mas não podemos esquecer que a dívida do STF é muito grande com a sociedade brasileira, seu passado o condena, ou melhor, não condena nada. O último processo contra o Maluf prescreveu e o último político condenado foi há mais de quarenta anos.
Mesmo com o suspiro de que a justiça se movimenta, ainda que por inércia, não podemos achar que isso é fantástico, pois nosso presidente esbraveja dizendo: “nunca na história desse país tantas denúncias foram feitas”, mas denúncia não é solução. O que sabemos é que nunca na história desse país tivemos uma situação que nos envergonhasse tanto e nunca na história desse país vimos tanta impunidade.
Ps.: Registro aqui a lembrança do grande amigo Jorge Narciso que há quatro anos nos deixou.
Aliás, já que ele gruda onde senta, ele podia tentar a sorte na festa do peão em Barretos, imagina se ele não iria se dar bem ficando grudado em cima de boi.
A boa notícia é que a boa(zinha) da Mônica Veloso, depois de despir a cara de pau do Renan, vai tirar a roupa na próxima Playboy, só nesse País mesmo, bandeirinha e ex-amante de corrupto tornam-se estrelas de banheiro.
Quem parece querer surgir das cinzas é o mausoléu da justiça, o garboso Supremo Tribunal Federal. Colocou os 40 ladrões no paredão, só não fez nada ainda com o chefe Alula-Babá. O suspiro pareceu ser forte, mas não podemos esquecer que a dívida do STF é muito grande com a sociedade brasileira, seu passado o condena, ou melhor, não condena nada. O último processo contra o Maluf prescreveu e o último político condenado foi há mais de quarenta anos.
Mesmo com o suspiro de que a justiça se movimenta, ainda que por inércia, não podemos achar que isso é fantástico, pois nosso presidente esbraveja dizendo: “nunca na história desse país tantas denúncias foram feitas”, mas denúncia não é solução. O que sabemos é que nunca na história desse país tivemos uma situação que nos envergonhasse tanto e nunca na história desse país vimos tanta impunidade.
Ps.: Registro aqui a lembrança do grande amigo Jorge Narciso que há quatro anos nos deixou.
Em céu de cego
Começou a nova guerra do espaço aéreo. E já que em céu de cego quem tem um hangar é rei, Sorocaba sai na frente. Se bem que o prefeito de Araçariguama já tem o AéroAimar, que não alça vôo mas leva o prefeito Carlos Aimar às alturas.
Muita gente criticou os prefeitos que se mostraram dispostos a entrar na corrida de um novo aeroporto internacional, dizendo que são carniceiros, mas esse é o momento, se não o brasileiro esquece.
Não adianta dizer que uma tragédia assim ficará na memória de todos. Ninguém lembrava da queda do avião da TAM em cima dos “predinhos” ao lado do mesmo aeroporto de Congonhas há pouco mais de dez anos. Naquele momento, Congonhas já deveria ter sido repensado, mas não, desgraça pouca é bobagem.
O pleito de Sorocaba é legítimo, estamos apenas a 50 minutos da Capital no extremo oposto do aeroporto de Guarulhos, temos acesso por duas grandes rodovias e já operamos uma grande aduaneira. A vocação de Sorocaba para investimento de multinacionais (grandes usuários da aviação comercial) é clara e o tamanho de nossa cidade é perfeito para um investimento do porte de um aeroporto internacional.
Cabe aqui o esforço conjunto do governo municipal e de nossos deputados estaduais e federais. Essa será a primeira prova de fogo da influência de nossos representantes. Apesar de um discurso aqui e outro ali, ainda não vi estampada na primeira página desse jornal, uma reunião entre todos eles para discutir efetivamente essa questão. De que vale um “Boeing” como Sorocaba, se as turbinas ainda estão com os reversos acionados.
Muita gente criticou os prefeitos que se mostraram dispostos a entrar na corrida de um novo aeroporto internacional, dizendo que são carniceiros, mas esse é o momento, se não o brasileiro esquece.
Não adianta dizer que uma tragédia assim ficará na memória de todos. Ninguém lembrava da queda do avião da TAM em cima dos “predinhos” ao lado do mesmo aeroporto de Congonhas há pouco mais de dez anos. Naquele momento, Congonhas já deveria ter sido repensado, mas não, desgraça pouca é bobagem.
O pleito de Sorocaba é legítimo, estamos apenas a 50 minutos da Capital no extremo oposto do aeroporto de Guarulhos, temos acesso por duas grandes rodovias e já operamos uma grande aduaneira. A vocação de Sorocaba para investimento de multinacionais (grandes usuários da aviação comercial) é clara e o tamanho de nossa cidade é perfeito para um investimento do porte de um aeroporto internacional.
Cabe aqui o esforço conjunto do governo municipal e de nossos deputados estaduais e federais. Essa será a primeira prova de fogo da influência de nossos representantes. Apesar de um discurso aqui e outro ali, ainda não vi estampada na primeira página desse jornal, uma reunião entre todos eles para discutir efetivamente essa questão. De que vale um “Boeing” como Sorocaba, se as turbinas ainda estão com os reversos acionados.
BOM APETITE
Publicar uma coluna às sextas-feiras é um privilégio. Porque tenho à disposição a semana inteira e todos os seus acontecimentos para comentar. É um vasto menu. Basta escolher. Fácil, né? Difícil é quando a gente se dá conta de que os itens do cardápio são indigestos. Mais ou menos como entrar em um self-service que só serve comida estragada.Mais uma semana com pratos executivos de segunda a sexta-feira. Fomos obrigados a engolir mais corrupção, violência, frio, descaso político e, ainda por cima, as besteiras dos nossos parlamentares na CPI do Apagão.O Brasil inteiro comovido com os dados da caixa-preta do avião da TAM, os diálogos desesperados dos pilotos, o choro das famílias das vítimas, e o deputado do PSOL Ivan Valente aproveita para subir nos saltos de xerife e bradar que importante mesmo é abrir um inquérito policial para saber quem foram os responsáveis pelo vazamento dos dados da caixa-preta para a imprensa. Que foco, o quê! Haja estômago!Entre tantos pratos deprimentes, um só fato me salvou a semana: o caso de Nelson Piquet, eterno tricampeão de Fórmula 1. Com a carteira de motorista cassada, ele se submeteu às provas de reabilitação para reavê-la. Como qualquer mortal. Parece pouco, mas é muito. Uma personalidade como Piquet poderia facilmente usar do “jeitinho” para resolver seu problema. E olha que ele tá em Brasília.
Pois é, quando colocamos o prato na balança temos que escolher entre indigestão ou caganeira. Bom apetite!
ago/07
Pois é, quando colocamos o prato na balança temos que escolher entre indigestão ou caganeira. Bom apetite!
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