Olha que otimismo de corintiano tem poder, hein
E mais um ano chegou. Não dá pra dizer que foi como os outros, mas também está longe de ter sido diferente. Corrupção, devaneios políticos, caos aéreo, crimes disfarçados de acidentes e outras escrotices mais.Agora, várias corridas se iniciam no primeiro dia do ano novo. Em 2008, a arrancada para a corrida não fica restrita aos 20 milque participaram da maratona de São Silvestre. A disputa mais acirrada será travada em outras pistas, ou melhor, nas urnas. Milhares de candidatos a prefeito e vereador irão “se matar” em busca de cada voto.Como sempre, velhas promessas serão recauchutadas, plataformas de governo batidas ganharão os palanques e as casas dos eleitores. Discursos ultrapassados serão rejuvenescidos. As pesquisas eleitorais apontarão os mesmos candidatos em primeiro, em segundo ou em último, tanto faz, cheios de velhas propostas.Não sei se realmente espero um novo ano diferente, pois todo final de ano fazemos planos, renovamos nossos compromissos com a mudança que, invariavelmente, acaba logo após o carnaval, que neste ano é mais cedo, já é dia 31.Mas, apesar de tudo, ainda acredito que as coisas podem ser diferentes neste novo ano que é bissexto. Para isso, é preciso que os candidatos de cada partido sejam logo conhecidos - porque Sorocaba não pode parar por sentimentos mesquinhos ou picuinhas pessoais - e que os eleitores escolham com consciência. Afinal, meu time ser campeão da segundona não pode ser a única boa novidade de 2008. E olha que otimismo de corintiano tem poder.
4/1/2008
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.
7.1.08
Então é Natal. E daí?
Porque acredito no País, agradeço ao bom velhinho
Estamos a quatro dias do Natal. A esta hora, a quantidade de gente embrulhando presente só não supera o número de episódios na vida pública brasileira que embrulharam o nosso estômago neste ano que já dá seus últimos suspiros.Tantos escândalos, tanta mutreta, tanta impunidade que as boas notícias, os nossos presentes de Natal, quase não aparecem. Até o fim da CPMF, tão comemorado por nós, já foi engolido por um pacote de maus agouros sobre novos impostos e incertezas. Mais um Natal chegou e o Papai Noel parece ter esquecido das reformas política e fiscal que tantas pessoas pediram em suas cartas e orações.Esqueceu da limpeza nos bueiros políticos, das algemas para tantos criminosos de colarinho branco e alma encardida, da vergonha na cara para tanto desavergonhado que anda por aí.O que salva a esperança que não pode faltar no Natal, mais uma vez, são as iniciativas isoladas de gente que nunca perde a fé e luta. Como os bravos defensores das artes e da cultura que batalham para a construção do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba e os inúmeros brasileiros honestos, nas empresas, nas instituições, nas artes e até na política, que continuam acreditando no País.Quando soar a meia-noite do próximo dia 24, espero honestamente que o Brasil acorde de velhos pesadelos. São os meus votos de Feliz Natal à minha gente. Porque eu também acredito no País. E agradeço ao bom velhinho por ele não ter esquecido de renovar a minha coragem, o presente mais adequado a qualquer brasileiro nos dias de hoje.
21/12/2007
Estamos a quatro dias do Natal. A esta hora, a quantidade de gente embrulhando presente só não supera o número de episódios na vida pública brasileira que embrulharam o nosso estômago neste ano que já dá seus últimos suspiros.Tantos escândalos, tanta mutreta, tanta impunidade que as boas notícias, os nossos presentes de Natal, quase não aparecem. Até o fim da CPMF, tão comemorado por nós, já foi engolido por um pacote de maus agouros sobre novos impostos e incertezas. Mais um Natal chegou e o Papai Noel parece ter esquecido das reformas política e fiscal que tantas pessoas pediram em suas cartas e orações.Esqueceu da limpeza nos bueiros políticos, das algemas para tantos criminosos de colarinho branco e alma encardida, da vergonha na cara para tanto desavergonhado que anda por aí.O que salva a esperança que não pode faltar no Natal, mais uma vez, são as iniciativas isoladas de gente que nunca perde a fé e luta. Como os bravos defensores das artes e da cultura que batalham para a construção do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba e os inúmeros brasileiros honestos, nas empresas, nas instituições, nas artes e até na política, que continuam acreditando no País.Quando soar a meia-noite do próximo dia 24, espero honestamente que o Brasil acorde de velhos pesadelos. São os meus votos de Feliz Natal à minha gente. Porque eu também acredito no País. E agradeço ao bom velhinho por ele não ter esquecido de renovar a minha coragem, o presente mais adequado a qualquer brasileiro nos dias de hoje.
21/12/2007
Vitória do povo
Com fim da CPMF, cada um arcará com sua responsabilidade
Finalmente o povo ganhou alguma coisa que não vem de Tróia. É, presidente, desta vez não deu. A oposição no Senado reprovou a CPMF. E o povo brasileiro aplaudiu.Depois de dois meses arrastando a tramitação do assunto no Senado, chegou a hora de encarar a realidade. A vitória da vontade popular. Do bom senso. Da pura e simples constatação de que a tentativa de eternizar uma “contribuição provisória” é uma afronta absurda a quem trabalha neste País.Agora, veja a ironia de tudo isso. O governo precisava de 49 votos para aprovar a prorrogação do imposto maldito, mas não conseguiu. Lulinha e seus comparsas perderam a parada por pouco. Traduzindo...É isso que dá. Tentaram ganhar o jogo empurrando golpe baixo o que o povo não queria. Na última hora, inventaram que os milhões da CPMF seriam totalmente revertidos para a saúde, alterando seu discurso anterior. É sempre assim. Coisa de um governo sem palavra. E cada vez mais afundado e sem respaldo.Lulinha pode até inventar uma emenda no ano que vem para reeditar a CPMF, porque no Brasil isso é possível. Mas nada tira da sociedade brasileira a vitória de anteontem. É muito bom assistir àquela corja levar uma goleada da vontade popular.O único problema agora é a anunciada represália do governo. A tropa de choque do Planalto não cansou de fazer ameaças. Depois da derrota, o ministro das Relações Institucionais disse que agora “cada um vai arcar com a sua responsabilidade”. É, minha gente. Segura que lá vem mais imposto.
14/12/2007
Finalmente o povo ganhou alguma coisa que não vem de Tróia. É, presidente, desta vez não deu. A oposição no Senado reprovou a CPMF. E o povo brasileiro aplaudiu.Depois de dois meses arrastando a tramitação do assunto no Senado, chegou a hora de encarar a realidade. A vitória da vontade popular. Do bom senso. Da pura e simples constatação de que a tentativa de eternizar uma “contribuição provisória” é uma afronta absurda a quem trabalha neste País.Agora, veja a ironia de tudo isso. O governo precisava de 49 votos para aprovar a prorrogação do imposto maldito, mas não conseguiu. Lulinha e seus comparsas perderam a parada por pouco. Traduzindo...É isso que dá. Tentaram ganhar o jogo empurrando golpe baixo o que o povo não queria. Na última hora, inventaram que os milhões da CPMF seriam totalmente revertidos para a saúde, alterando seu discurso anterior. É sempre assim. Coisa de um governo sem palavra. E cada vez mais afundado e sem respaldo.Lulinha pode até inventar uma emenda no ano que vem para reeditar a CPMF, porque no Brasil isso é possível. Mas nada tira da sociedade brasileira a vitória de anteontem. É muito bom assistir àquela corja levar uma goleada da vontade popular.O único problema agora é a anunciada represália do governo. A tropa de choque do Planalto não cansou de fazer ameaças. Depois da derrota, o ministro das Relações Institucionais disse que agora “cada um vai arcar com a sua responsabilidade”. É, minha gente. Segura que lá vem mais imposto.
14/12/2007
Ameaças públicas
Esperamos pela volta do bom senso entre políticos
No Brasil, o seqüestro é a cada dia mais comum. Vira e mexe, tem alguém trancado num cativeiro escondido ou no porta-malas do próprio carro, limpando as economias para salvar a vida.Uma pesquisa divulgada recentemente mostra um ranking dos eventos mais traumáticos na vida de uma pessoa, aqueles capazes de destruir a paz familiar. Violência e problemas financeiros estão entre eles, mas chamam a atenção os dois primeiros da lista. Em segundo, a perda de um filho, uma das piores dores de um ser humano. Em primeiro, adivinhe: o seqüestro.A pesquisa diz que quem já teve a liberdade roubada nunca mais se recupera. Cada vez mais brasileiros, pagadores de impostos, se tornam reféns da vergonhosa segurança do País de Lulinha Paz e Amor.Mas por falar em imposto e refém, é impossível fugir da comparação: se as ameaças do governo à sociedade por conta da CPMF fossem feitas por um seqüestrador, ninguém ia notar a diferença. A conversa do ministro Mantega é essa: “se a CPMF acabar, a população vai sofrer e nós seremos obrigados a criar um novo imposto”.É uma ameaça rasteira. Dessas que muita gente deve ter recebido em Brasília para votar a favor da absolvição de Renan. E que o vereador Moacir nos deu o desprazer de ouvir anteontem na Câmara de Sorocaba, esbravejando feito criança contrariada porque teve suas emendas ao orçamento rejeitadas: “o prefeito não perde por esperar!”Nós é que estamos esperando faz tempo pela volta do bom senso entre políticos, nos deparamos com esse tipo de comportamento. E, ao que tudo indica, perdendo tempo e acabando o bom senso.
7/12/2007
No Brasil, o seqüestro é a cada dia mais comum. Vira e mexe, tem alguém trancado num cativeiro escondido ou no porta-malas do próprio carro, limpando as economias para salvar a vida.Uma pesquisa divulgada recentemente mostra um ranking dos eventos mais traumáticos na vida de uma pessoa, aqueles capazes de destruir a paz familiar. Violência e problemas financeiros estão entre eles, mas chamam a atenção os dois primeiros da lista. Em segundo, a perda de um filho, uma das piores dores de um ser humano. Em primeiro, adivinhe: o seqüestro.A pesquisa diz que quem já teve a liberdade roubada nunca mais se recupera. Cada vez mais brasileiros, pagadores de impostos, se tornam reféns da vergonhosa segurança do País de Lulinha Paz e Amor.Mas por falar em imposto e refém, é impossível fugir da comparação: se as ameaças do governo à sociedade por conta da CPMF fossem feitas por um seqüestrador, ninguém ia notar a diferença. A conversa do ministro Mantega é essa: “se a CPMF acabar, a população vai sofrer e nós seremos obrigados a criar um novo imposto”.É uma ameaça rasteira. Dessas que muita gente deve ter recebido em Brasília para votar a favor da absolvição de Renan. E que o vereador Moacir nos deu o desprazer de ouvir anteontem na Câmara de Sorocaba, esbravejando feito criança contrariada porque teve suas emendas ao orçamento rejeitadas: “o prefeito não perde por esperar!”Nós é que estamos esperando faz tempo pela volta do bom senso entre políticos, nos deparamos com esse tipo de comportamento. E, ao que tudo indica, perdendo tempo e acabando o bom senso.
7/12/2007
Toma lá, dá cá
Nada de trocar bagre ensaboado por serrote desdentado
A Câmara de Sorocaba se transformou em movimentado mercadão, onde o poder de barganha dá o tom das discussões nos bastidores da votação do orçamento municipal em 2008.Limitados à metade dos recursos destinados no ano passado para emendas (neste ano caiu de R$ 400 mil para R$ 200 mil por vereador), os nobres pares logo se adaptaram às regras de mercado e passaram a negociar no atacado.Nada menos do que 254 propostas de emendas foram levadas a plenário para discussão. Para se ter uma idéia da efervescência de idéias de nossos vereadores, o orçamento de 2007 recebeu 162 propostas de emendas. Para corrigir esse sobrepeso nas contas públicas foram necessárias cinco horas para uma verdadeira lipoaspiração orçamentária. Numa só intervenção foram rejeitadas 147 emendas que, juntas, custariam R$ 37,4 milhões aos cofres públicos. Mas, o embate não terminou. Há muita gordura ainda para ser queimada, até que se chegue ao teto de R$ 4 milhões destinado às emendas propostas pelos vereadores em acordo feito com o prefeito Vitor Lippi.Tamanha disposição dos vereadores em abocanhar generosa fatia no orçamento tem nome e data: eleições 2008. Na corrida para garantir a sua cadeira na próxima legislatura, os vereadores não poupam esforços para atender os mais diferentes interesses que lhe garantam os cobiçados e apetitosos votos nas próximas eleições municipais.Resta saber se nesse varejão de emendas, o poder de negociação está amparado na real necessidade do município e de seus moradores ou será decidido na barganha de um “bagre ensaboado” por um “serrote desdentado”.
23/11/2007
A Câmara de Sorocaba se transformou em movimentado mercadão, onde o poder de barganha dá o tom das discussões nos bastidores da votação do orçamento municipal em 2008.Limitados à metade dos recursos destinados no ano passado para emendas (neste ano caiu de R$ 400 mil para R$ 200 mil por vereador), os nobres pares logo se adaptaram às regras de mercado e passaram a negociar no atacado.Nada menos do que 254 propostas de emendas foram levadas a plenário para discussão. Para se ter uma idéia da efervescência de idéias de nossos vereadores, o orçamento de 2007 recebeu 162 propostas de emendas. Para corrigir esse sobrepeso nas contas públicas foram necessárias cinco horas para uma verdadeira lipoaspiração orçamentária. Numa só intervenção foram rejeitadas 147 emendas que, juntas, custariam R$ 37,4 milhões aos cofres públicos. Mas, o embate não terminou. Há muita gordura ainda para ser queimada, até que se chegue ao teto de R$ 4 milhões destinado às emendas propostas pelos vereadores em acordo feito com o prefeito Vitor Lippi.Tamanha disposição dos vereadores em abocanhar generosa fatia no orçamento tem nome e data: eleições 2008. Na corrida para garantir a sua cadeira na próxima legislatura, os vereadores não poupam esforços para atender os mais diferentes interesses que lhe garantam os cobiçados e apetitosos votos nas próximas eleições municipais.Resta saber se nesse varejão de emendas, o poder de negociação está amparado na real necessidade do município e de seus moradores ou será decidido na barganha de um “bagre ensaboado” por um “serrote desdentado”.
23/11/2007
“Porque no te callas?”
Não entendo porque dão espaço pra essa besta aparecer
Grande semana de acontecimentos intensos. Nossos nobres vereadores poderão ter mais amiguinhos para brincar na próxima gestão.Vamos levar ferro nesse negócio da China, mais despesa para os cofres públicos, mais gente para menos trabalho. Haja rua para pôr nome nessa cidade.Alguém precisa gritar para o congresso: "Porque no te callas?"Por falar em China e aproveitando os contatos que o nosso prefeito fez por lá, podemos fazer mais um negócio: exportar carne de cães ferozes. Olha que “negocião”: quem mordia, agora vira comida para ávidos chineses.Sacanagem com os pobres Pitbulls. Precisamos é fazer uma lei para sacrificar os Pitboys que maltratam esses cães; alguém precisa chamar essa turma e dizer: “Porque no te callas?”Quem é rei nunca perde a majestade. Finalmente, alguém lúcido fez o estúpido do Chávez ficar em seu lugar. Não consigo entender como continuam dando espaço pra essa besta aparecer, desrespeitando chefes de estado, países, organizações e protocolos. Durante a 17ª Cúpula Ibero-Americana, em Santiago do Chile, Chávez bradou idiotices por 40 minutos (sendo que o tempo destinado era de 5 minutos). Ao acusar a participação da Espanha na tentativa de golpe na Venezuela, em 2002, o rei Juan Carlos proferiu a Hugo Chávez o que eu acredito que deverá ser nosso novo grito de guerra para toda essa bandalheira que existe na política:“Porque no te callas?”Viva o Rei!
17/11/2007
Grande semana de acontecimentos intensos. Nossos nobres vereadores poderão ter mais amiguinhos para brincar na próxima gestão.Vamos levar ferro nesse negócio da China, mais despesa para os cofres públicos, mais gente para menos trabalho. Haja rua para pôr nome nessa cidade.Alguém precisa gritar para o congresso: "Porque no te callas?"Por falar em China e aproveitando os contatos que o nosso prefeito fez por lá, podemos fazer mais um negócio: exportar carne de cães ferozes. Olha que “negocião”: quem mordia, agora vira comida para ávidos chineses.Sacanagem com os pobres Pitbulls. Precisamos é fazer uma lei para sacrificar os Pitboys que maltratam esses cães; alguém precisa chamar essa turma e dizer: “Porque no te callas?”Quem é rei nunca perde a majestade. Finalmente, alguém lúcido fez o estúpido do Chávez ficar em seu lugar. Não consigo entender como continuam dando espaço pra essa besta aparecer, desrespeitando chefes de estado, países, organizações e protocolos. Durante a 17ª Cúpula Ibero-Americana, em Santiago do Chile, Chávez bradou idiotices por 40 minutos (sendo que o tempo destinado era de 5 minutos). Ao acusar a participação da Espanha na tentativa de golpe na Venezuela, em 2002, o rei Juan Carlos proferiu a Hugo Chávez o que eu acredito que deverá ser nosso novo grito de guerra para toda essa bandalheira que existe na política:“Porque no te callas?”Viva o Rei!
17/11/2007
A Copa do Mundo é nossa
Vamos aproveitar a maré e buscar uma condição melhor
Em 2014, todos os países do planeta vão voltar os olhos para nós. O que vão ver só Deus sabe. A pergunta agora é: o que vamos ganhar de verdade com isso?Há quem acredite que o evento será nossa maior oportunidade de construir um projeto de país. Uma chance de valorizar nossas riquezas, aproveitar os investimentos e iniciar um tempo de sustentabilidade e crescimento.Como bom brasileiro, faço aqui a minha torcida para que o país inteiro se mobilize nesse sentido. Do contrário, não seremos mais que um grande galpão bem decorado e isolado da realidade, em um evento que vai nos custar mais de R$ 7 bilhões.Há quem duvide que a sangria financeira da Copa do Mundo resulte em benefícios maiores para o povo. Será que nas regiões onde estão nossas maravilhas naturais há mão de obra suficiente e capacitada para trabalhar nos hotéis em tempos de globalização? Será que o nosso sistema aéreo vai dar conta? E será que em 2014 já teremos nos livrado da CPMF, que agora está para ser prorrogada até 2011?Não quero embarcar no torpor coletivo que vivemos na Copa da Espanha, em 82. Por outro lado, acho que podemos aproveitar a maré de otimismo e levar o Brasil a uma condição melhor. Para isso, é preciso pensar o país muito além da organização de uma Copa. Só assim o rabo vai balançar o cachorro.Agora é torcer. Afinal, embora seis anos e meio pareçam suficientes apenas para uma boa “maquiagem”, eu também quero que o Brasil seja mais do que um simples galpão iluminado, onde tudo se acaba na quarta-feira de cinzas.
2/11/2007
Em 2014, todos os países do planeta vão voltar os olhos para nós. O que vão ver só Deus sabe. A pergunta agora é: o que vamos ganhar de verdade com isso?Há quem acredite que o evento será nossa maior oportunidade de construir um projeto de país. Uma chance de valorizar nossas riquezas, aproveitar os investimentos e iniciar um tempo de sustentabilidade e crescimento.Como bom brasileiro, faço aqui a minha torcida para que o país inteiro se mobilize nesse sentido. Do contrário, não seremos mais que um grande galpão bem decorado e isolado da realidade, em um evento que vai nos custar mais de R$ 7 bilhões.Há quem duvide que a sangria financeira da Copa do Mundo resulte em benefícios maiores para o povo. Será que nas regiões onde estão nossas maravilhas naturais há mão de obra suficiente e capacitada para trabalhar nos hotéis em tempos de globalização? Será que o nosso sistema aéreo vai dar conta? E será que em 2014 já teremos nos livrado da CPMF, que agora está para ser prorrogada até 2011?Não quero embarcar no torpor coletivo que vivemos na Copa da Espanha, em 82. Por outro lado, acho que podemos aproveitar a maré de otimismo e levar o Brasil a uma condição melhor. Para isso, é preciso pensar o país muito além da organização de uma Copa. Só assim o rabo vai balançar o cachorro.Agora é torcer. Afinal, embora seis anos e meio pareçam suficientes apenas para uma boa “maquiagem”, eu também quero que o Brasil seja mais do que um simples galpão iluminado, onde tudo se acaba na quarta-feira de cinzas.
2/11/2007
Truco!
Será que não há outras necessidades mais urgentes?
Nas boas e velhas aulas de OSPB (Organização Social e Política Brasileira), - lembram, dela? -, aprendi entre outras coisas que o Brasil tem três poderes: o Executivo, o Judiciário e o Legislativo. E que desse último faz parte a Câmara onde ficam os vereadores, escolhidos pelo povo, para elaborar projetos de lei, sugerir ações de interesse público, indicar soluções e propostas para tornar melhor a vida dos cidadãos.Passados mais de 20 anos, continuo aprendendo. Principalmente que os três poderes estão cada vez menos preocupados em fazer o que está nos livros. Para ficar só no Legislativo, nossos vereadores que o digam. Em vez de melhorar a vida das pessoas, estão a fim é de facilitar a vida deles próprios.Ou será que alguém acha difícil ganhar R$ 5.500,00 por mês para participar de duas seções semanais, tomar café no gabinete, botar um nome numa rua aqui, aparecer num coquetel ali e inventar projetos de lei tão esdrúxulos quanto esse para incentivar o truco? Eu acho mais fácil que prova de português com consulta.Mas antes que alguém grite “truco”, já mando daqui o meu “zap”. É claro que não tenho nada contra um baralhinho com os amigos. Uma boa roda de truco é saudável em qualquer reunião amigável. Agora, pergunto: precisa de lei para isso? Será que a cidade não tem outras necessidades mais urgentes?Tomara que as 186 emendas dos vereadores ao Orçamento de Sorocaba para 2008 tenham 1% de propostas realmente úteis para os cidadãos. Esperar mais que isso é contar com a sorte. E, nesse caso, é mais fácil arriscá-la num truquinho com a turma do Saci.
26/10/2007
Nas boas e velhas aulas de OSPB (Organização Social e Política Brasileira), - lembram, dela? -, aprendi entre outras coisas que o Brasil tem três poderes: o Executivo, o Judiciário e o Legislativo. E que desse último faz parte a Câmara onde ficam os vereadores, escolhidos pelo povo, para elaborar projetos de lei, sugerir ações de interesse público, indicar soluções e propostas para tornar melhor a vida dos cidadãos.Passados mais de 20 anos, continuo aprendendo. Principalmente que os três poderes estão cada vez menos preocupados em fazer o que está nos livros. Para ficar só no Legislativo, nossos vereadores que o digam. Em vez de melhorar a vida das pessoas, estão a fim é de facilitar a vida deles próprios.Ou será que alguém acha difícil ganhar R$ 5.500,00 por mês para participar de duas seções semanais, tomar café no gabinete, botar um nome numa rua aqui, aparecer num coquetel ali e inventar projetos de lei tão esdrúxulos quanto esse para incentivar o truco? Eu acho mais fácil que prova de português com consulta.Mas antes que alguém grite “truco”, já mando daqui o meu “zap”. É claro que não tenho nada contra um baralhinho com os amigos. Uma boa roda de truco é saudável em qualquer reunião amigável. Agora, pergunto: precisa de lei para isso? Será que a cidade não tem outras necessidades mais urgentes?Tomara que as 186 emendas dos vereadores ao Orçamento de Sorocaba para 2008 tenham 1% de propostas realmente úteis para os cidadãos. Esperar mais que isso é contar com a sorte. E, nesse caso, é mais fácil arriscá-la num truquinho com a turma do Saci.
26/10/2007
Sorocaba S/A
Burocracia vem do termo latino burrus, inicialmente usado para indicar cores escuras e tristes. Com o tempo acabou originando a palavra francesa bure que designava um tipo de tecido usado nas mesas de escritório das repartições públicas no século XVIII. Nesta época, o ministro francês Jean-Claude Marie criou o termo bureaucratie, a junção de bureau (escritório) com krátos (poder). Era uma forma crítica e debochada para se referir a todas as repartições públicas.Desde então a burocracia nos acompanha. Nas filas de banco, no financiamento de um imóvel, na compra de um carro e até na abertura de uma empresa. Eu sei bem como é isso.Aqui em Sorocaba tem uma iniciativa da prefeitura que, se der certo, vai facilitar nossa vida. Um projeto que reduz de 120 para dez dias o prazo de abertura de uma empresa. Isso estimula o empreendedorismo e merece ser comentado. Aliás, nem esta coluna escapa da burocracia. Ultimamente, até o editor anda deixando de publicar estas “mal traçadas linhas”. A idéia é boa, mas tem que funcionar. Se isso acontecer, Sorocaba vai virar referência. De acordo com o Banco Mundial, leva 31 dias para se abrir uma empresa na Argentina, 27 no Chile e apenas 6 dias nos Estados Unidos. Um dia a gente ainda chega lá, se Deus quiser. Espero que outras áreas sigam o exemplo. Que os nossos vereadores aprovem projetos com mais agilidade e assuntos de interesse público sejam tratados com mais dynamisme e menos bureaucratie. Mas aí já é acreditar em duendes.Marco Túlio ProençaPublicitário
19/10/2007
19/10/2007
A independência do caju.
Final de semana prolongado e independência pra fazer o que quiser, até tomar caipirinha de caju.
Há um ano atrás, eu escrevia sobre a reportagem do Pedro Bial (premiada internacionalmente este ano) em uma escola que funcionava na varanda de uma casa no Maranhão, onde nenhuma criança sabia o porquê do feriado de 7 de setembro. Não acredito que nada tenha mudado, pois a lamaceira continua a mesma. A única diferença é que o Lulla era candidato e prometia moralização em seus discursos ouvindo calado a então senadora Heloisa Helena gritar que o presidente era corrupto.
Essa semana começou com o melhor exemplo de que o PAC veio para ajudar no crescimento do País. Nosso presidente começou seu discurso da seguinte maneira: “É um dia sui generi, um dia, eu diria, especial para o caju... Em algum momento da história, algum de nós cometeu um erro contra o caju". Decretando assim o Programa dos Amigos do Caju.
Semana passada, no Paraná, o Lullinha Paz e Amor falou que o seu último dia como presidente será no dia 31 de Dezembro de 2010 (infelizmente) e afirmou que, terminando seu mandato, não vai estudar em Paris ou nos Estados Unidos.
Acreditem, não é piada. Seus assessores esqueceram de alertar que nenhuma escola parisiense ou americana aceitaria um analfabeto funcional que não fala inglês nem francês – e nem um Português aceitável.
Enquanto as crianças, do pastelão desse País, não sabem por que é feriado hoje, o presidente toma caipirinha de caju com coelhinho assado na pizzaria de Brasília. C’est la vie.
07/09/2007
Há um ano atrás, eu escrevia sobre a reportagem do Pedro Bial (premiada internacionalmente este ano) em uma escola que funcionava na varanda de uma casa no Maranhão, onde nenhuma criança sabia o porquê do feriado de 7 de setembro. Não acredito que nada tenha mudado, pois a lamaceira continua a mesma. A única diferença é que o Lulla era candidato e prometia moralização em seus discursos ouvindo calado a então senadora Heloisa Helena gritar que o presidente era corrupto.
Essa semana começou com o melhor exemplo de que o PAC veio para ajudar no crescimento do País. Nosso presidente começou seu discurso da seguinte maneira: “É um dia sui generi, um dia, eu diria, especial para o caju... Em algum momento da história, algum de nós cometeu um erro contra o caju". Decretando assim o Programa dos Amigos do Caju.
Semana passada, no Paraná, o Lullinha Paz e Amor falou que o seu último dia como presidente será no dia 31 de Dezembro de 2010 (infelizmente) e afirmou que, terminando seu mandato, não vai estudar em Paris ou nos Estados Unidos.
Acreditem, não é piada. Seus assessores esqueceram de alertar que nenhuma escola parisiense ou americana aceitaria um analfabeto funcional que não fala inglês nem francês – e nem um Português aceitável.
Enquanto as crianças, do pastelão desse País, não sabem por que é feriado hoje, o presidente toma caipirinha de caju com coelhinho assado na pizzaria de Brasília. C’est la vie.
07/09/2007
Supremo, olhais o supremo
Caros amigos, cá estou de volta após merecidas férias. Porém, três semanas fora do mundo das notícias e parece que nada de novo acontece. O Renan continua grudado na cadeira da presidência do Senado sem sair nem pra mijar. Pelo jeito “comadre” é que não falta.
Aliás, já que ele gruda onde senta, ele podia tentar a sorte na festa do peão em Barretos, imagina se ele não iria se dar bem ficando grudado em cima de boi.
A boa notícia é que a boa(zinha) da Mônica Veloso, depois de despir a cara de pau do Renan, vai tirar a roupa na próxima Playboy, só nesse País mesmo, bandeirinha e ex-amante de corrupto tornam-se estrelas de banheiro.
Quem parece querer surgir das cinzas é o mausoléu da justiça, o garboso Supremo Tribunal Federal. Colocou os 40 ladrões no paredão, só não fez nada ainda com o chefe Alula-Babá. O suspiro pareceu ser forte, mas não podemos esquecer que a dívida do STF é muito grande com a sociedade brasileira, seu passado o condena, ou melhor, não condena nada. O último processo contra o Maluf prescreveu e o último político condenado foi há mais de quarenta anos.
Mesmo com o suspiro de que a justiça se movimenta, ainda que por inércia, não podemos achar que isso é fantástico, pois nosso presidente esbraveja dizendo: “nunca na história desse país tantas denúncias foram feitas”, mas denúncia não é solução. O que sabemos é que nunca na história desse país tivemos uma situação que nos envergonhasse tanto e nunca na história desse país vimos tanta impunidade.
Ps.: Registro aqui a lembrança do grande amigo Jorge Narciso que há quatro anos nos deixou.
Aliás, já que ele gruda onde senta, ele podia tentar a sorte na festa do peão em Barretos, imagina se ele não iria se dar bem ficando grudado em cima de boi.
A boa notícia é que a boa(zinha) da Mônica Veloso, depois de despir a cara de pau do Renan, vai tirar a roupa na próxima Playboy, só nesse País mesmo, bandeirinha e ex-amante de corrupto tornam-se estrelas de banheiro.
Quem parece querer surgir das cinzas é o mausoléu da justiça, o garboso Supremo Tribunal Federal. Colocou os 40 ladrões no paredão, só não fez nada ainda com o chefe Alula-Babá. O suspiro pareceu ser forte, mas não podemos esquecer que a dívida do STF é muito grande com a sociedade brasileira, seu passado o condena, ou melhor, não condena nada. O último processo contra o Maluf prescreveu e o último político condenado foi há mais de quarenta anos.
Mesmo com o suspiro de que a justiça se movimenta, ainda que por inércia, não podemos achar que isso é fantástico, pois nosso presidente esbraveja dizendo: “nunca na história desse país tantas denúncias foram feitas”, mas denúncia não é solução. O que sabemos é que nunca na história desse país tivemos uma situação que nos envergonhasse tanto e nunca na história desse país vimos tanta impunidade.
Ps.: Registro aqui a lembrança do grande amigo Jorge Narciso que há quatro anos nos deixou.
Em céu de cego
Começou a nova guerra do espaço aéreo. E já que em céu de cego quem tem um hangar é rei, Sorocaba sai na frente. Se bem que o prefeito de Araçariguama já tem o AéroAimar, que não alça vôo mas leva o prefeito Carlos Aimar às alturas.
Muita gente criticou os prefeitos que se mostraram dispostos a entrar na corrida de um novo aeroporto internacional, dizendo que são carniceiros, mas esse é o momento, se não o brasileiro esquece.
Não adianta dizer que uma tragédia assim ficará na memória de todos. Ninguém lembrava da queda do avião da TAM em cima dos “predinhos” ao lado do mesmo aeroporto de Congonhas há pouco mais de dez anos. Naquele momento, Congonhas já deveria ter sido repensado, mas não, desgraça pouca é bobagem.
O pleito de Sorocaba é legítimo, estamos apenas a 50 minutos da Capital no extremo oposto do aeroporto de Guarulhos, temos acesso por duas grandes rodovias e já operamos uma grande aduaneira. A vocação de Sorocaba para investimento de multinacionais (grandes usuários da aviação comercial) é clara e o tamanho de nossa cidade é perfeito para um investimento do porte de um aeroporto internacional.
Cabe aqui o esforço conjunto do governo municipal e de nossos deputados estaduais e federais. Essa será a primeira prova de fogo da influência de nossos representantes. Apesar de um discurso aqui e outro ali, ainda não vi estampada na primeira página desse jornal, uma reunião entre todos eles para discutir efetivamente essa questão. De que vale um “Boeing” como Sorocaba, se as turbinas ainda estão com os reversos acionados.
Muita gente criticou os prefeitos que se mostraram dispostos a entrar na corrida de um novo aeroporto internacional, dizendo que são carniceiros, mas esse é o momento, se não o brasileiro esquece.
Não adianta dizer que uma tragédia assim ficará na memória de todos. Ninguém lembrava da queda do avião da TAM em cima dos “predinhos” ao lado do mesmo aeroporto de Congonhas há pouco mais de dez anos. Naquele momento, Congonhas já deveria ter sido repensado, mas não, desgraça pouca é bobagem.
O pleito de Sorocaba é legítimo, estamos apenas a 50 minutos da Capital no extremo oposto do aeroporto de Guarulhos, temos acesso por duas grandes rodovias e já operamos uma grande aduaneira. A vocação de Sorocaba para investimento de multinacionais (grandes usuários da aviação comercial) é clara e o tamanho de nossa cidade é perfeito para um investimento do porte de um aeroporto internacional.
Cabe aqui o esforço conjunto do governo municipal e de nossos deputados estaduais e federais. Essa será a primeira prova de fogo da influência de nossos representantes. Apesar de um discurso aqui e outro ali, ainda não vi estampada na primeira página desse jornal, uma reunião entre todos eles para discutir efetivamente essa questão. De que vale um “Boeing” como Sorocaba, se as turbinas ainda estão com os reversos acionados.
BOM APETITE
Publicar uma coluna às sextas-feiras é um privilégio. Porque tenho à disposição a semana inteira e todos os seus acontecimentos para comentar. É um vasto menu. Basta escolher. Fácil, né? Difícil é quando a gente se dá conta de que os itens do cardápio são indigestos. Mais ou menos como entrar em um self-service que só serve comida estragada.Mais uma semana com pratos executivos de segunda a sexta-feira. Fomos obrigados a engolir mais corrupção, violência, frio, descaso político e, ainda por cima, as besteiras dos nossos parlamentares na CPI do Apagão.O Brasil inteiro comovido com os dados da caixa-preta do avião da TAM, os diálogos desesperados dos pilotos, o choro das famílias das vítimas, e o deputado do PSOL Ivan Valente aproveita para subir nos saltos de xerife e bradar que importante mesmo é abrir um inquérito policial para saber quem foram os responsáveis pelo vazamento dos dados da caixa-preta para a imprensa. Que foco, o quê! Haja estômago!Entre tantos pratos deprimentes, um só fato me salvou a semana: o caso de Nelson Piquet, eterno tricampeão de Fórmula 1. Com a carteira de motorista cassada, ele se submeteu às provas de reabilitação para reavê-la. Como qualquer mortal. Parece pouco, mas é muito. Uma personalidade como Piquet poderia facilmente usar do “jeitinho” para resolver seu problema. E olha que ele tá em Brasília.
Pois é, quando colocamos o prato na balança temos que escolher entre indigestão ou caganeira. Bom apetite!
ago/07
Pois é, quando colocamos o prato na balança temos que escolher entre indigestão ou caganeira. Bom apetite!
ago/07
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