7.1.08

Ameaças públicas

Esperamos pela volta do bom senso entre políticos

No Brasil, o seqüestro é a cada dia mais comum. Vira e mexe, tem alguém trancado num cativeiro escondido ou no porta-malas do próprio carro, limpando as economias para salvar a vida.Uma pesquisa divulgada recentemente mostra um ranking dos eventos mais traumáticos na vida de uma pessoa, aqueles capazes de destruir a paz familiar. Violência e problemas financeiros estão entre eles, mas chamam a atenção os dois primeiros da lista. Em segundo, a perda de um filho, uma das piores dores de um ser humano. Em primeiro, adivinhe: o seqüestro.A pesquisa diz que quem já teve a liberdade roubada nunca mais se recupera. Cada vez mais brasileiros, pagadores de impostos, se tornam reféns da vergonhosa segurança do País de Lulinha Paz e Amor.Mas por falar em imposto e refém, é impossível fugir da comparação: se as ameaças do governo à sociedade por conta da CPMF fossem feitas por um seqüestrador, ninguém ia notar a diferença. A conversa do ministro Mantega é essa: “se a CPMF acabar, a população vai sofrer e nós seremos obrigados a criar um novo imposto”.É uma ameaça rasteira. Dessas que muita gente deve ter recebido em Brasília para votar a favor da absolvição de Renan. E que o vereador Moacir nos deu o desprazer de ouvir anteontem na Câmara de Sorocaba, esbravejando feito criança contrariada porque teve suas emendas ao orçamento rejeitadas: “o prefeito não perde por esperar!”Nós é que estamos esperando faz tempo pela volta do bom senso entre políticos, nos deparamos com esse tipo de comportamento. E, ao que tudo indica, perdendo tempo e acabando o bom senso.

7/12/2007

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