Publicar uma coluna às sextas-feiras é um privilégio. Porque tenho à disposição a semana inteira e todos os seus acontecimentos para comentar. É um vasto menu. Basta escolher. Fácil, né? Difícil é quando a gente se dá conta de que os itens do cardápio são indigestos. Mais ou menos como entrar em um self-service que só serve comida estragada.Mais uma semana com pratos executivos de segunda a sexta-feira. Fomos obrigados a engolir mais corrupção, violência, frio, descaso político e, ainda por cima, as besteiras dos nossos parlamentares na CPI do Apagão.O Brasil inteiro comovido com os dados da caixa-preta do avião da TAM, os diálogos desesperados dos pilotos, o choro das famílias das vítimas, e o deputado do PSOL Ivan Valente aproveita para subir nos saltos de xerife e bradar que importante mesmo é abrir um inquérito policial para saber quem foram os responsáveis pelo vazamento dos dados da caixa-preta para a imprensa. Que foco, o quê! Haja estômago!Entre tantos pratos deprimentes, um só fato me salvou a semana: o caso de Nelson Piquet, eterno tricampeão de Fórmula 1. Com a carteira de motorista cassada, ele se submeteu às provas de reabilitação para reavê-la. Como qualquer mortal. Parece pouco, mas é muito. Uma personalidade como Piquet poderia facilmente usar do “jeitinho” para resolver seu problema. E olha que ele tá em Brasília.
Pois é, quando colocamos o prato na balança temos que escolher entre indigestão ou caganeira. Bom apetite!
ago/07
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.

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