Porque acredito no País, agradeço ao bom velhinho
Estamos a quatro dias do Natal. A esta hora, a quantidade de gente embrulhando presente só não supera o número de episódios na vida pública brasileira que embrulharam o nosso estômago neste ano que já dá seus últimos suspiros.Tantos escândalos, tanta mutreta, tanta impunidade que as boas notícias, os nossos presentes de Natal, quase não aparecem. Até o fim da CPMF, tão comemorado por nós, já foi engolido por um pacote de maus agouros sobre novos impostos e incertezas. Mais um Natal chegou e o Papai Noel parece ter esquecido das reformas política e fiscal que tantas pessoas pediram em suas cartas e orações.Esqueceu da limpeza nos bueiros políticos, das algemas para tantos criminosos de colarinho branco e alma encardida, da vergonha na cara para tanto desavergonhado que anda por aí.O que salva a esperança que não pode faltar no Natal, mais uma vez, são as iniciativas isoladas de gente que nunca perde a fé e luta. Como os bravos defensores das artes e da cultura que batalham para a construção do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba e os inúmeros brasileiros honestos, nas empresas, nas instituições, nas artes e até na política, que continuam acreditando no País.Quando soar a meia-noite do próximo dia 24, espero honestamente que o Brasil acorde de velhos pesadelos. São os meus votos de Feliz Natal à minha gente. Porque eu também acredito no País. E agradeço ao bom velhinho por ele não ter esquecido de renovar a minha coragem, o presente mais adequado a qualquer brasileiro nos dias de hoje.
21/12/2007
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.

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