Há dois meses, no Dia Internacional da Mulher, disse aqui neste espaço que as pessoas precisavam olhar mais para as suas mães. Agora, a dois dias do tradicional segundo domingo de maio, volto ao assunto. Porque, definitivamente, alguma coisa está muito errada em nossa dinâmica familiar.
Os puristas, os ingênuos e os cínicos que me perdoem. Mas uma família com pais normais e em sã consciência, em que os filhos respeitam e valorizam as orientações de suas mães, não produz anomalias como o pai e a madrasta do ano, à primeira vista dois poços secos, vazios de qualquer valor moral.
Impossível não nos perguntarmos agora: como estarão as mães do casal acusado pela morte monstruosa da menina Isabella Nardoni? Será que fazem a si mesmas a pergunta clássica “onde foi que eu errei”? Até onde vai a responsabilidade das mães de assassinos, estupradores, ladrões, políticos corruptos e outros párias?
Por mais incrível que pareça, casos de agressão e morte de crianças pelos próprios pais são cada vez mais freqüentes. E quando é que imaginaríamos uma história como a do austríaco que trancou a filha no porão e a engravidou SETE vezes?Enquanto comemoramos o Dia das Mães, há milhares de mulheres parindo com o único objetivo de levar os bebês às ruas e “educá-los” para pedir esmola. Desvios, sim. Distorções sociais com causas diversas. Mas que encontram em nosso descaso o maior incentivo. Por tudo isso, é hora de aproveitar o Dia das Mães e fazer uma velha e mais que adequada pergunta:
Onde foi que nós erramos?
8/5/2008
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.
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