17.7.08

Guerrilha tupiniquim.

Enquanto não tem terra, o MST arma a barraca onde tiver espaço. Sobretudo na mídia. Não são poucas as notícias do movimento. É invasão aqui, bloqueio de rodovias ali, declaração inflamada incitando medidas extremas acolá e por aí vai.

Ao mesmo tempo, a esperança de uma política nacional agrária séria e capaz de ser implantada em prazos razoáveis morre seca. É aí que os aproveitadores proliferam como praga, num território sem controle, sem lei, invadindo inclusive propriedades produtivas nas regiões mais valorizadas. Todo mundo sabe que há muita gente no movimento com outros interesses. O próprio MST afirma em seu site: “existem pessoas que se infiltram na causa com a intenção de enganar o governo e os próprios companheiros”.

Dois anos depois, o Brasil parece ter esquecido o episódio de 2006 em que manifestantes do MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra), dissidência do MST ainda mais radical, invadiram e depredaram a Câmara dos Deputados. Detalhe: o MLST defende a revolução socialista com base nas teses do chinês Mao Tse Tung. É mole?

Guardando-se todas as proporções, as FARC, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, começaram assim. “Pelo bem das pessoas”. As mesmas que hoje estão escravizadas há anos no mato, morrendo doentes.
E o Lulinha Paz e Amor, cadê? Vai esperar outra tragédia? Porque até ontem 1.200 sem-terra acampados na Estrada de Ferro Carajás esperavam para fazer um protesto e tomar a ferrovia. Se ninguém fizer nada, o trem descarrilha e a terra, mais uma vez, vira a velha lama de sempre.
10/4/2008

Nenhum comentário:

Minha foto
SOROCABA, SP, Brazil