"infelizmente o espaço que tenho no Bom Dia, não é suficiênte para responder como gostaria as críticas que me foram feitas. Por isso esta aqui a íntegra de como penso a questão"
Cada vez mais eu me convenço que, apesar dos avanços da ciência e da extraordinária evolução do ser humano enquanto indivíduo, a sociedade como um todo caminha a passos largos para a mediocridade e para a chatice. A hipocrisia social traz em si a larva do preconceito e a ignorância do politicamente correto. Pois meus caros, neste país onde reinavam a alegria dos costumes, a generosidade, a tolerância com as diferenças e o afeto como traço maior de um povo, agora surgem com maior força imperativos morais de políticos demagógicos, de pseudo intelectuais, falsos artistas e pensadores de biscoito da sorte.
Hipocrisia: ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. Nem todos são hipócritas, e perdoem-me os muitos que não são. Mas não existe expressão que defina melhor o repudio que tenho à atual cena política brasileira do que “putaria”. Pode até ser um excesso verbal. Mas é menos vergonhoso e indecente que o excesso de imoralidade, de safadeza, de falta de decoro e de ética que diariamente nos atiram na cara. Sim, é isso que penso. Não me escondo por trás de palavras bonitas que o povo não entende como FISIOLOGISMO (é um tipo de relação de poder político em que as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais).
Quero mostrar minha indignação contra aqueles que ainda cometem o "crime" do preconceito e acham que todos que bebem são manguaceiros, bêbados chatos ou amantes da marvada.
O moralismo é a fachada da intolerância, e muitas vezes a máscara das aberrações. Um dos lideres mundiais que se dizia convicto abstêmio foi Hitler. Prefiro a grandeza e o humanismo de um dos melhores bebedores da história política, Sir Winston Churchil.
O direito à opinião é constitucional e garante a livre difusão do pensamento. A imprensa é a grande ferramenta que a liberdade de expressão utiliza para manifestar pontos de vistas sobre todas as questões que envolvem nossa sociedade.
Quando escrevi o que penso sobre a invasiva Lei Seca, com a intenção de acrescentar meu repúdio ao abuso contra meus direitos, e não como apologia ao consumo de álcool, sem querer acabei despertando os ranços mal adormecidos de Sorocaba.
A minha surpresa maior foi constatar que apesar de estarmos em pleno século 21, em alguns raciocínios predomina a lógica medieval, dos tempos inquisitoriais e épocas de imposições. Meu ponto de vista sobre a modernidade é que ela trás em sua esteira uma forma mais racional de pensar, eliminando as sombras do obscurantismo e contribuindo para clarear a leitura do que necessita ser interpretado.
A constituição brasileira, embora imperfeita e complexa, assegura como inalienáveis os direitos e liberdades individuais. Estabelece como limite a esses direitos, os direitos dos demais. Quanto a isso nenhuma dúvida, quem não tiver a mesma leitura deve se enclausurar em uma caverna.
O motorista embriagado e que comete tragédias no trânsito é tão criminoso quanto qualquer infrator e deve assumir as conseqüências de seus atos irresponsáveis. Como qualquer criminoso em qualquer outro tipo de crime. E é nesse ponto que a lei é invasiva e preconceituosa. Pressupõe como de alto risco o cidadão que tomou dois chopes ou duas taças de vinho num jantar com amigos. E o impede de dirigir seu carro de volta para casa, como se ele fosse um criminoso potencial apesar de ser essa uma dosagem que não embriaga um adulto, e que é tolerada em países com uma cultura de trânsito muito mais responsável do que a nossa.
Beber não é contravenção, pois do contrário seria proibido. Beber muito, e sair dirigindo, aí sim é uma atitude que merece toda a repressão. Ou estamos vivendo um período de falsa interpretação da lei, ou se está usando falsos argumentos para um populismo de resultados cuja base se sustenta na contradição. Ou mudemos o texto da constituição.
A minha cara leitora Escritora, lhe falta na vida Baudelaire “Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos sem tréguas! De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Quem sabe após seu porre de virtudes eu lhe de a permissão em ter minha carta de demissão em mãos.
Meu caro doutor, talvez possa entender melhor a ciência humana se estiver mais próximo do homem do dia a dia, e da alegria de uma sociedade que, pelo menos até aqui, comemora a existência em um país abençoado por Deus e bonito por natureza.
Ninguém fede ao brindar a vida. Ninguém fica chato por um trago. Chatice as pessoas carregam na alma.
Hipocrisia: ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. Nem todos são hipócritas, e perdoem-me os muitos que não são. Mas não existe expressão que defina melhor o repudio que tenho à atual cena política brasileira do que “putaria”. Pode até ser um excesso verbal. Mas é menos vergonhoso e indecente que o excesso de imoralidade, de safadeza, de falta de decoro e de ética que diariamente nos atiram na cara. Sim, é isso que penso. Não me escondo por trás de palavras bonitas que o povo não entende como FISIOLOGISMO (é um tipo de relação de poder político em que as ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, favorecimentos e outros benefícios a interesses individuais).
Quero mostrar minha indignação contra aqueles que ainda cometem o "crime" do preconceito e acham que todos que bebem são manguaceiros, bêbados chatos ou amantes da marvada.
O moralismo é a fachada da intolerância, e muitas vezes a máscara das aberrações. Um dos lideres mundiais que se dizia convicto abstêmio foi Hitler. Prefiro a grandeza e o humanismo de um dos melhores bebedores da história política, Sir Winston Churchil.
O direito à opinião é constitucional e garante a livre difusão do pensamento. A imprensa é a grande ferramenta que a liberdade de expressão utiliza para manifestar pontos de vistas sobre todas as questões que envolvem nossa sociedade.
Quando escrevi o que penso sobre a invasiva Lei Seca, com a intenção de acrescentar meu repúdio ao abuso contra meus direitos, e não como apologia ao consumo de álcool, sem querer acabei despertando os ranços mal adormecidos de Sorocaba.
A minha surpresa maior foi constatar que apesar de estarmos em pleno século 21, em alguns raciocínios predomina a lógica medieval, dos tempos inquisitoriais e épocas de imposições. Meu ponto de vista sobre a modernidade é que ela trás em sua esteira uma forma mais racional de pensar, eliminando as sombras do obscurantismo e contribuindo para clarear a leitura do que necessita ser interpretado.
A constituição brasileira, embora imperfeita e complexa, assegura como inalienáveis os direitos e liberdades individuais. Estabelece como limite a esses direitos, os direitos dos demais. Quanto a isso nenhuma dúvida, quem não tiver a mesma leitura deve se enclausurar em uma caverna.
O motorista embriagado e que comete tragédias no trânsito é tão criminoso quanto qualquer infrator e deve assumir as conseqüências de seus atos irresponsáveis. Como qualquer criminoso em qualquer outro tipo de crime. E é nesse ponto que a lei é invasiva e preconceituosa. Pressupõe como de alto risco o cidadão que tomou dois chopes ou duas taças de vinho num jantar com amigos. E o impede de dirigir seu carro de volta para casa, como se ele fosse um criminoso potencial apesar de ser essa uma dosagem que não embriaga um adulto, e que é tolerada em países com uma cultura de trânsito muito mais responsável do que a nossa.
Beber não é contravenção, pois do contrário seria proibido. Beber muito, e sair dirigindo, aí sim é uma atitude que merece toda a repressão. Ou estamos vivendo um período de falsa interpretação da lei, ou se está usando falsos argumentos para um populismo de resultados cuja base se sustenta na contradição. Ou mudemos o texto da constituição.
A minha cara leitora Escritora, lhe falta na vida Baudelaire “Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos sem tréguas! De vinho, de poesia ou de virtude, como achardes melhor. Quem sabe após seu porre de virtudes eu lhe de a permissão em ter minha carta de demissão em mãos.
Meu caro doutor, talvez possa entender melhor a ciência humana se estiver mais próximo do homem do dia a dia, e da alegria de uma sociedade que, pelo menos até aqui, comemora a existência em um país abençoado por Deus e bonito por natureza.
Ninguém fede ao brindar a vida. Ninguém fica chato por um trago. Chatice as pessoas carregam na alma.

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