Em nenhum cenário político do mundo, a figura do vice tem tanta importância quanto no Brasil. O primeiro exemplo é o nosso atual vice-presidente. Com o incrível número de viagens internacionais do barbudo, José Alencar bateu o recorde de vezes em que se tornou presidente em exercício. Se somarmos o número de dias, ele facilmente teria no currículo um mandato inteiro na Presidência da República.
O Brasil é o País do vice. Ou o primeiro presidente civil depois de 20 anos de ditadura militar não foi Sarney, o... vice? E alguém já esqueceu do Collor? Logo depois do impeachment, o comando do País foi parar nas mãos de quem? Do vice Itamar Franco.
Geraldo Alckmin notabilizou-se no papel de vice do saudoso Mário Covas. Quando requisitado na ausência de seu chefe, “Geraldinho” cumpriu bem o papel e depois até virou titular. E na maior capital brasileira, o prefeito é ninguém menos que o vice Gilberto Kassab.
Até aqui em Sorocaba essa importância é grande. Prova disso é que nenhum dos candidatos à prefeitura anunciou os nomes dos vices. Nem o petista Hamilton, nem o ex-petista e hoje “comunista do Brasil” Gabriel Bittencourt, nem Raul Marcelo com Deus e o diabo na terra do PSOL, ninguém parece ter escolhido seus companheiros de mandato. Afinal, é um papel muito importante para decidir assim, tão rápido.
Por enquanto, a única certeza é sobre quem será o próximo prefeito antes das eleições.
Para se recandidatar, Vitor Lippi vai se afastar do cargo. Quem assume? O vice Caiuby.
E por falar nisso, quem será o novo vice no palanque do PSDB?
26/6/2008.
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.
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