
Devo confessar, já de início, que é possível que meus argumentos não sejam totalmente imparciais, porém afirmo que não serão levianos e nem mesmo estarão mascarados pela ignorância ou até mesmo pela ingenuidade propositada.
Vou falar da lei seca, ou melhor, que lei seca que nada! Vou falar da lei que nos impede de ingerir bebida alcoólica antes de dirigir. Vejam como soa bem essa frase, “impedir pessoas de ingerir bebida alcoólica antes de dirigir”. Mas quem são essas pessoas? Essas que ingerem bebida antes de dirigir? Serão eles mal feitores? Ou irresponsáveis que utilizam seus carros como armas letais?
Não. Não são eles desta vez! Essas pessoas somos nós cidadãos de bem, cumpridores de nossas obrigações que utilizamos nos veículos para o trabalho e também para nosso próprio lazer e o de nossas famílias. Essa minha afirmação pode parecer comprometida com minha preferência por jantar degustando uma boa garrafa de vinho, mas acreditem não me prestaria a esse propósito.
Afirmo que somos nós porque na lei anterior já contemplava os mal feitores e irresponsáveis. Já permitia a utilização do “bafômetro”, dentre outras penalizações suficientes para tirá-los de circulação. Ocorre que não houve fiscalização. Houve na verdade, a inércia do Estado, que nem mesmo equipou a polícia com os equipamentos adequados. (pouquíssimas cidades do país tinham ou tem o bafômetro).
Agora, com o nítido fracasso estatal e num rompante de populismo, somos nós cidadãos surpreendidos com denominada lei seca. Doravante todos os pais de família, de forma indistinta, que aos finais de semana levam suas famílias a churrascaria, a casa de amigos, assim como casais de namorados e outros mais que ingerem bebidas alcoólicas de forma responsável, estão proibidos de desfrutar desses programas se não estiverem acompanhados de um motorista particular ou ainda de um amigo que tenha habilitação e não aprecie a ingestão de qualquer bebida alcoólica.
Ora! Vamos e convenhamos isso é um absurdo! É intolerável! O que me assusta é que a ingenuidade propositada do Estado, contamina a opinião dos cidadãos, com o objetivo claro de esconder sua ineficiência, lança no banco dos réus aqueles que em nada contribuíram para o caos hoje existente no trânsito.
Como bom cidadão, vou observar o texto legal, não vou mais ingerir bebida alcoólica antes de dirigir, mas isso não vai importar no meu silêncio e nem vou concordar com o oportunismo transloucado do discurso “politicamente correto”. Todo aqueles que queira se manifestar sobre o assunto, por favor fique atento para não cair no vazio da opinião padrão veiculada pela mídia serviçal.
Autor: Marcos Marcelo de Moraes e Matos – é apenas um cidadão.

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