Amanhã é o Dia Internacional da Mulher. Como sempre, não faltam críticos – quase todos mulheres – julgando a data como machista e tendenciosa. Por outro lado, sobram entusiastas, donos de floriculturas, joalherias, restaurantes e motéis para exaltar seus benefícios.
Bom ou mau, um dia só não muda nada - não na prática. As mulheres ganharam espaços cada vez maiores na sociedade, nas empresas, nos poderes públicos. Até mesmo na própria família. Mas ainda há muito o que conquistar.
Todos sabemos que ainda há empresas onde a mulher é a última opção para cargos de liderança. O que é um erro grotesco, mas real. Não é segredo que a violência contra a mulher resiste em todas as classes sociais. E que as delegacias criadas para protegê-las só não estouram de lotadas porque muitas mulheres têm vergonha e medo de procurar seus direitos.
Data importante ou dispensável, 8 de março devia ser o dia de lembrar uma realidade vergonhosa: no Brasil, há cadeias nas quais cidadãs com menos de 18 anos são lançadas a celas superlotadas de homens. E já que o dia é internacional, não custa lembrar que ali na Colômbia, a mãe de família Ingrid Betancourt e tantas outras mulheres vegetam, há mais de cinco anos, acorrentadas, reféns do jugo criminoso das Forças Armadas Revolucionárias do País, as FARC.
O dia da mulher é perfeito para lembrar conquistas. Mas sem esquecer de que ainda há muito que mudar. Por falar em esquecer, falta aos filhos lembrar um pouco mais de suas mães. Afinal, a mão que balança o berço é a mão que governa o mundo.
6/3/2008
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.
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