
Enfim, começou o horário político na televisão. Há muito tempo eu não via tantos absurdos juntos. Divirtam-se! Porque chorar já não adianta.
E, além do menos, a culpa é nossa.
É incrível a diversidade de ocupações dos nossos candidatos a vereador.
Tem de tudo. De vendedor da rua sete a aspirantes com codinomes incríveis, como “chupeta”. Todos eles – com duas ou três exceções – incapazes de ler com a mínima fluência as suas próprias propostas no tele prompter.
Antes que me acusem de preconceituoso, não tenho absolutamente NADA contra a candidatura de pessoas com origens e habilidades diferentes. O problema é que a maioria dos candidatos sequer sabe o que é legislar!
Para exercer uma profissão qualquer, o que se exige de toda pessoa é qualificação. É o mínimo! Por que será que isso não se repete na escolha dos nossos vereadores?
Falta seriedade. Ou um sujeito fantasiado de cantor brega não iria à televisão com uma vassoura nas costas e a maior cara de pau deslavada para pedir o seu voto, fazendo promessas descabidas, sem o menor fundamento e, pior de tudo, sem a menor idéia da enorme responsabilidade que, se eleito, terá nas mãos.
E quem diria! Até a Supernanny está lançando candidato! Tem um aí que pediu até a ajuda da famosa babá para cuidar dos filhos e conquistar uma vaguinha na Câmara. Ah, faça-me o favor!
Ou sou muito maldoso – e nesse caso o problema é meu – ou mais uma vez elegeremos um grupo de vereadores sem a menor coesão. E nesse caso, minha gente, o problema é nosso.
22/ago/2008

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