Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.
29.8.08
25.8.08
Vote em mim. Pelo amor de Deus

Enfim, começou o horário político na televisão. Há muito tempo eu não via tantos absurdos juntos. Divirtam-se! Porque chorar já não adianta.
E, além do menos, a culpa é nossa.
É incrível a diversidade de ocupações dos nossos candidatos a vereador.
Tem de tudo. De vendedor da rua sete a aspirantes com codinomes incríveis, como “chupeta”. Todos eles – com duas ou três exceções – incapazes de ler com a mínima fluência as suas próprias propostas no tele prompter.
Antes que me acusem de preconceituoso, não tenho absolutamente NADA contra a candidatura de pessoas com origens e habilidades diferentes. O problema é que a maioria dos candidatos sequer sabe o que é legislar!
Para exercer uma profissão qualquer, o que se exige de toda pessoa é qualificação. É o mínimo! Por que será que isso não se repete na escolha dos nossos vereadores?
Falta seriedade. Ou um sujeito fantasiado de cantor brega não iria à televisão com uma vassoura nas costas e a maior cara de pau deslavada para pedir o seu voto, fazendo promessas descabidas, sem o menor fundamento e, pior de tudo, sem a menor idéia da enorme responsabilidade que, se eleito, terá nas mãos.
E quem diria! Até a Supernanny está lançando candidato! Tem um aí que pediu até a ajuda da famosa babá para cuidar dos filhos e conquistar uma vaguinha na Câmara. Ah, faça-me o favor!
Ou sou muito maldoso – e nesse caso o problema é meu – ou mais uma vez elegeremos um grupo de vereadores sem a menor coesão. E nesse caso, minha gente, o problema é nosso.
22/ago/2008
18.8.08
Cada ano que passa...

Sorocaba chega aos 354 anos em belíssima forma. Estamos crescendo como nunca. No entanto, a cidade cresce e a mentalidade de algumas instituições não acompanha.
Sábado passado, tentei ir a um show no Clube de Campo. Pelos ingressos, paguei tão caro quanto pagaria para assistir ao mesmo espetáculo na capital. Mas dos gastos, esse foi o menor. Num programa assim, um show de rock e não um bingo, é natural que se beba. No entanto, já que eu poderia me tornar um criminoso na volta para casa, chamei um táxi.
Muito bem. Para ir da minha casa até o show, o que dá uns sete quilômetros, o táxi custou R$ 32,00. Lá chegando, uma fila imensa de carros esperava para entrar. No meu caso, bastava o taxista entrar no clube, eu desceria e ele iria embora. Mas o Clube de Campo não tem a estrutura mínima para receber o público de um show com o mínimo de conforto: o táxi não pôde entrar no clube. Como chovia, eu seria obrigado a desembarcar na rua e andar na chuva até o interior do local.
Resultado: nem desci do táxi e voltei pra casa frustrado. Primeiro por perder os ingressos. Depois, por pagar a viagem de volta sem utilidade nenhuma!
Agora, me pergunto: até quando? Já não passa da hora de termos boas casas de shows, boas salas de cinema e bons teatros? Quem não tem estrutura e gente competente para sediar um show, não o faça! Será que Sorocaba, crescendo como está, não merece coisa melhor?
É o que eu desejo para a minha cidade. São os meus parabéns sinceros e a minha esperança de que a velha mentalidade pequena acompanhe o crescimento de Sorocaba. Quero continuar a ter orgulho de viver aqui.
15 de agosto
Made in China
Quem diria. O assunto mais interessante destes dias acontece a milhares de quilômetros daqui. Lá na China. É o fim da picada! Só as Olimpíadas nos salvam da absoluta falta de assunto que assola a vida nestes lados.
Aliás, assuntos há. O que falta é gente disposta a discuti-los de verdade, sem medo de ferir suscetibilidades, arranhar os egos, chatear pretensos compadres.
Estamos a dois meses das eleições e onde está o embate entre os nossos candidatos a prefeito e vereadores? Mais uma vez, cadê a oposição? Onde estão os projetos, as novas idéias? O que pretendem fazer os nossos aspirantes aos cargos públicos depois de eleitos?
Se tudo está bom, se nada precisa mudar na atual administração, por que então tirá-la de onde está? É próprio da condição democrática os partidos e candidatos discordarem. Agora, se ninguém discorda de nada, das duas, as duas: a oposição não tem propostas e, no máximo, se eleita, vai se limitar a reproduzir e continuar o que os seus antecessores começaram.
É desse chove e não molha que a nossa política tem vivido há meses. Não fosse a chuva que deu a água da graça na tarde de ontem – e, como sempre, também trouxe dor de cabeça e uma enxurrada de inconvenientes pra muita gente – , estaríamos na absoluta seca de novidade.
É incrível a capacidade que alguns políticos têm de se fingirem de mortos em momentos como este. Cabe a nós, eleitores atentos, cutucá-los, provocá-los, cobrá-los. Este é o nosso trabalho. Se nós não o fizermos, eles também não farão o deles. Esse sim é o verdadeiro negócio da China.
Aliás, assuntos há. O que falta é gente disposta a discuti-los de verdade, sem medo de ferir suscetibilidades, arranhar os egos, chatear pretensos compadres.
Estamos a dois meses das eleições e onde está o embate entre os nossos candidatos a prefeito e vereadores? Mais uma vez, cadê a oposição? Onde estão os projetos, as novas idéias? O que pretendem fazer os nossos aspirantes aos cargos públicos depois de eleitos?
Se tudo está bom, se nada precisa mudar na atual administração, por que então tirá-la de onde está? É próprio da condição democrática os partidos e candidatos discordarem. Agora, se ninguém discorda de nada, das duas, as duas: a oposição não tem propostas e, no máximo, se eleita, vai se limitar a reproduzir e continuar o que os seus antecessores começaram.
É desse chove e não molha que a nossa política tem vivido há meses. Não fosse a chuva que deu a água da graça na tarde de ontem – e, como sempre, também trouxe dor de cabeça e uma enxurrada de inconvenientes pra muita gente – , estaríamos na absoluta seca de novidade.
É incrível a capacidade que alguns políticos têm de se fingirem de mortos em momentos como este. Cabe a nós, eleitores atentos, cutucá-los, provocá-los, cobrá-los. Este é o nosso trabalho. Se nós não o fizermos, eles também não farão o deles. Esse sim é o verdadeiro negócio da China.
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