4.2.09

Quem dá mais

Sorocaba deu mais um importante passo nessa semana em direção ao acalantado projeto de criação Museu de Arte Contemporânea. O segundo leilão de arte, no Ipanema Clube, foi uma demonstração clara do empenho de artistas e apreciadores das obras em arregaçarem as mangas – e abrir as carteiras, é claro – para que o projeto saia do papel e invada as instalações da antiga Estação Ferroviária, que já tem espaço reservado para abrigar o Museu.

Esse encajamento foi confirmado pela presença de pelo menos 150 pessoas que disputaram com generosos lances quase 90 peças. Ao transitar pelo espaço, você desavidamente esbarrava com Cláudio Tozzi, Ivald Granato, Caciporé Torres, Neno Ramos, Luiz Paulo Bavareli, só para citar alguns dos artistas que fizeram questão de acompanhar suas obras ao leilão. O próprio leiloeiro, Roberto de Magalhães Gouvêa, demonstrou o seu espanto ao ver tantos artistas se fazerem presentes no evento.

Ponto para o turma da AECA, que é a associação que encabeça a luta pela criação do Museu há três anos. E olha que o movimento já conta com a adesão de figuras de destaque como o arquiteto Pedro Mendes da Rocha, que assumiu a elaboração do projeto, e do museólogo Fábio Magalhães.

Mais do que a instalação do espaço físico para a exposição das obras, esse pessoal tem como meta tirar a visão elitista que paira sobre a arte moderna. E mostrar que a apreciação dessas peças pode estar ao alcance de todos e não restrita às salas dos socialites. Afinal, a arte é do povo.

NOV/2008

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