Quando me deparo com notícias sobre os entraves nas negociações de salários e empregos encabeçadas pelas intituladas lideranças sindicais, percebo que eles não vivem no mesmo mundo que a categoria que representam.
Em tempos de turbilhão da economia, provocado por essa tal marolinha com efeito de tsunami, o trabalhador vive a incerteza de que no próximo mês o salário vai chegar para pagar as contas que não deixam de chegar. Manter o emprego virou o sonho de consumo.
É justamente nesse cenário que vemos um sindicato se negando a apresentar aos trabalhadores que representam a possibilidade de concordar ou não com uma redução temporária de salário e jornada como a proposta pela ZF, como forma de evitar mandar mais gente embora. Foi preciso que a própria empresa colocasse a proposta em votação, já que o sindicato não quis a opinião de quem realmente interessa ter o salário certo no fim do mês, mesmo que menor. O resultado não deixou dúvidas sobre o equívoco desse radicalismo.
E o que dizer agora dos servidores municipais. Tudo bem que a estabilidade no emprego dá uma certa folga para pressão. Mas está mais do que claro que a crise provocou um rombo considerável nos cofres públicos e que o facão nos gastos é inevitável. Não seria o momento de uma esperada ponderação das negociações para o aumento de salários? E o pior é que os nobre vereadores também estão incomodados. Não por solidariedade, mas porque estão na fila para pleitear aumento também.
Tá na hora de acordar do sonho de Alice e ver prejuízo desse furação.
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.

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