7.7.09

Ao som da ilha.


4/6/2009


Semana passada, falamos aqui do famoso gingado cubano até o último ponto final do artigo. Quando o assunto é a ilha, mil e quinhentos caracteres duram tão pouco quanto uma semana inteira em Havana. Passam correndo. Deixam só um rastro de lembrança e saudosismo puros. Ah... os puros...

Mas antes que o tempo e o espaço acabem de novo, retomo o tom do gingado cubano pela cintura. A incrível musicalidade do cubano faz você gostar de Havana de forma involuntária. É entrar em qualquer dos incontáveis bares e restaurantes locais, encontrar pequenos conjuntos musicais e constatar que são eles os que traduzem a alma verdadeira do povo da Ilha.

Falar da grande capacidade musical de Cuba é redundar sobre o que todos já sabem.
Mas ir até lá e constatar ao vivo essa tremenda evidência tem um sabor que transcende e emociona. Estive uma noite em “La zorra y El cuervo”, um tradicional clube de jazz de Havana, e fui brindado por um show de Latin jazz que terminou com uma interpretação mágica de “manhã de carnaval”. Agradeci o maestro, me apresentei como brasileiro e ele me abriu um sorriso. “O Brasil tem a melhor música do mundo. E olha que eu sei do que estou falando”, disse o band leader.

A música popular não estabelece diferença entre regimes controladores e liberais. No Brasil ou em Cuba, é a música. Livre, libertadora. E se existe uma liberdade explícita em Cuba, ela se manifesta através do talento e da simpatia de sua gente.

Pronto. Acabou o espaço de novo. Já o tempo, quando o assunto é a Ilha, esse não acaba nunca mais. Fica na lembrança. E no sabor do próximo puro. Hasta!

Nenhum comentário:

Minha foto
SOROCABA, SP, Brazil