Há pouco completamos nossa escalada de trabalho anual para arcar com todas as cargas tributárias do país. Afinal, precisamos nada menos que 197 dias do ano somente para dar conta de tanto imposto.
Mas a maior parte dos cidadãos continua trabalhando, nos dias que sobram em meio a tanto feriado, para conseguir cobrir as despesas que deveriam ser custeadas justamente por essa soma bilionária recolhida pelo Estado, com a alegação de custear os serviços de saúde, segurança e educação.
Como isso não passa de balela para justificar o rombo no bolso de quem faz efetivamente esse país funcionar, sem o recurso de atos secretos tão bem amarrados lá pelas bandas de Brasília, o que mais resta senão trabalhar para pagar os inevitáveis custos do que temos que bancar pela desbancada do governo.
Enquanto isso, nossos nobres vereadores iniciam mais uma temporada de férias. Mas quem disse mesmo que estavam trabalhando. Me lembro sim das discussões sobre os reajustes dos salários, mas parou por aí. Aumento aprovado e o marasmo voltou ao plenário. Nunca vi tão pouco entusiasmo em apresentar novos projetos. Tá certo que a crise estancou investimentos, mas é justamente aí que se cobra dos políticos disposição para apontar alternativas que acrescentem algo a sociedade que os elegeu.
A verdade é que em tempos de crise, o cidadão comum chega a ter medo de tirar férias porque elas podem se tornar definitivas. Afinal, a ausência pode mostrar que ele não faz falta. Infelizmente, essa regra não se aplica aos nossos vereadores. Se não poderia falta quórum no retorno do recesso.
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.

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