09/01/09
A fisiologia do terror
A guerra entre judeus e árabes é o tipo de assunto que não costumo tratar aqui. Mas recebi um e-mail do amigo Pedro Matar que merece reflexão. O texto apresenta dados históricos desde a criação do Estado de Israel em 1948 pela ONU, em território palestino, para compensar a perseguição dos judeus pelos nazistas na segunda guerra.
Acontece que, em vez de criar o novo Estado na Alemanha, onde teve início a perseguição ao povo israelita, a ONU criou Israel na Palestina, alegando razões históricas e expulsando os palestinos de sua própria terra.
Imagine que amanhã a ONU, por decreto, mande desocupar o Estado de Alagoas e, por razões históricas, obrigue os alagoanos a dar lugar aos antigos moradores da área, os índios. Não é difícil entender o sentimento de revolta dos alagoanos contra os índios e o resto do povo, que nada teria a ver com isso.
A verdade é que Israel penalizou os palestinos e é mantido por uma força militar desproporcional, sustentada por judeus de todo o mundo. Numa inversão de papel, lembra o pequeno Davi brigando com o gigante Golias. Só que agora o Davi é palestino e Golias, um Estado judeu, apoiado pelos norte-americanos na defesa do “povo escolhido”.
Israel massacra o Davi palestino, que além de reagir com atiradeiras – na comparação de armas – ainda é taxado de “terrorista”, porque não tem exército e usa o que tem à mão pra reagir e lutar por seus direitos.
Puro maniqueísmo político e econômico, definindo preconceituosamente quem é o terrorista da história. Boa, Pedro! Cabe a nós agora refletir sobre isso.
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.

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