05/02/09
O retorno da Fênix
Já escrevi aqui que a corrida presidencial no Brasil começou este ano. Dito e feito. As eleições desta semana para o comando da Câmara dos Deputados e do Senado Federal comprovaram as minhas suspeitas. E quem, ao lado do PT de dona Dilma, já dá as “novas caras” no páreo? Ele, o bom e velho PMDB.
É no mínimo curioso que uma das legendas mais antigas da política brasileira, dos saudosos Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, chegue aos 45 anos renascendo das cinzas mais uma vez, após incontáveis episódios de ascensão e queda.
Ao que tudo indica, vem aí o primeiro candidato de peso do partido para a Presidência da República desde Ulysses – propositalmente não conto Itamar Franco, tamanho o fiasco da candidatura do topete.
Desde sua fundação em 1964, ano do golpe militar, o MDB se destacou por uma efetiva oposição à ditadura, conquistando grande poder político e elegendo até o primeiro presidente civil depois dos milicos, em 1985. De lá para cá, notabilizou-se por nunca mais ter exercido a oposição. Em todos os governos constituídos desde o restabelecimento da democracia, o partido de Sarney sempre foi da situação.
E por falar em situação, não é por acaso que o grande articulador para a escalada de Sarney e Temer às presidências de suas casas tenha sido o esfomeado Renan Calheiros, restabelecido ao seio do Senado.
É, o PMDB não é mais o mesmo de antes, mas aos poucos retoma a força de antigamente, com uma fome de poder que não se importa de comer pelas beiradas. Mas que nunca tira os olhos do meio do mingau.
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.

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