7.7.09

O retorno da Fênix

05/02/09

O retorno da Fênix

Já escrevi aqui que a corrida presidencial no Brasil começou este ano. Dito e feito. As eleições desta semana para o comando da Câmara dos Deputados e do Senado Federal comprovaram as minhas suspeitas. E quem, ao lado do PT de dona Dilma, já dá as “novas caras” no páreo? Ele, o bom e velho PMDB.

É no mínimo curioso que uma das legendas mais antigas da política brasileira, dos saudosos Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, chegue aos 45 anos renascendo das cinzas mais uma vez, após incontáveis episódios de ascensão e queda.

Ao que tudo indica, vem aí o primeiro candidato de peso do partido para a Presidência da República desde Ulysses – propositalmente não conto Itamar Franco, tamanho o fiasco da candidatura do topete.

Desde sua fundação em 1964, ano do golpe militar, o MDB se destacou por uma efetiva oposição à ditadura, conquistando grande poder político e elegendo até o primeiro presidente civil depois dos milicos, em 1985. De lá para cá, notabilizou-se por nunca mais ter exercido a oposição. Em todos os governos constituídos desde o restabelecimento da democracia, o partido de Sarney sempre foi da situação.

E por falar em situação, não é por acaso que o grande articulador para a escalada de Sarney e Temer às presidências de suas casas tenha sido o esfomeado Renan Calheiros, restabelecido ao seio do Senado.

É, o PMDB não é mais o mesmo de antes, mas aos poucos retoma a força de antigamente, com uma fome de poder que não se importa de comer pelas beiradas. Mas que nunca tira os olhos do meio do mingau.

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