Na primeira sexta-feira do mês, escrevi aqui sobre a capacidade do PMDB de renascer das cinzas e se manter, de uma forma ou de outra, no poder. Agora, na última sexta-feira do mês, depois da explosiva entrevista do senador Jarbas Vasconcelos, acusando a maioria de seu partido de corrupta, reitero: oh partidinho rápido, sô!
Em um só mês, a legenda que já se configurava como certa na chapa do próximo presidente da República, que de uma só vez havia eleito os presidentes da Câmara e do Congresso, mergulhou em uma crise interna de expressão nacional.
Grande parte do poder da entrevista de Vasconcelos veio da própria reação do partido. Ao descaracterizar as declarações de uma de suas grandes figuras como um “desabafo” sem fundamento e nem ensaiar uma defesa, o PMDB calou e consentiu, apostando certamente no poder que tem o Carnaval de fazer o povo esquecer.
Segundo o senador, a maior parte de seus colegas de partido quer é manipular licitações, fazer contratações dirigidas e corrupção em geral. Para engrossar o angu, outro cânone peemedebista, o senador Pedro Simon, completou: “o PMDB está se oferecendo para ver quem paga mais... fez de tudo para agradar Fernando Henrique e conseguir carguinhos. Agora faz o mesmo com Lula”.
O pior é que, diante de tão sérias acusações, os acusados não se defendem. Mas se calam. Esperando na sombra das cinzas a nossa famosa memória curta fazer sua parte, para daqui a pouco renascerem de novo. Sem que ninguém fale nada. E tem gente achando que o Carnaval ainda acaba na terça.
Aqui estarão os artigos publicados no Jornal Bom Dia, além de reflexões entre umas e outras. Pensamentos baratos de uma vida rica.

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