
25/6/2009
Com o perdão do trocadilho, o episódio do passageiro com gripe suína no ônibus entre Sorocaba e São Paulo, há dias, espirrou em nossa cara a real noção de contrairmos uma doença sobre a qual pouco sabemos. Sim, porque pior que ficar doente é ficar doente de algo sobre o qual ainda não se sabe muito.
Afinal, o que é pra fazer? Se alguém espirrar do meu lado, a instrução é sair correndo? Tudo bem, já sabemos que as máscaras cirúrgicas reduzem em mais ou menos 75% o risco de contrair o vírus. Agora, em que pé estamos? Se é pra usar as máscaras, basta avisar! Melhor sermos uma multidão de mascarados do que uma população de desinformados, lotando hospitais a qualquer resfriado.
Basta um passeio por aí para constatar a situação de pré-pânico em que estamos. Na rodoviária, nos terminais de ônibus urbanos, clínicas, hospitais, postos de saúde e até em estabelecimentos como padarias, pipocam cartazes instruindo a população a procurar um médico ao menor sinal de sintomas como tosse, dor de cabeça, febre, coriza e outros. Agora, com todo respeito, qual é a novidade?
A verdade é que está faltando uma grande campanha de esclarecimento público sobre a gripe suína, que para piorar agora é chamada por alguns meios de comunicação de “nova gripe”. Claro que a confusão só vai aumentar. E os produtores de carne de porco não serão os únicos a se preocupar com a queda nas vendas. Sem informação de verdade, daqui a pouco ninguém mais sai de casa com medo, não viaja, não faz compras. E aí, com ou sem gripe, a dor de cabeça vai ser maior.
Vou torcer pra que isso não aconteça. Mas se espirrar, saúde!

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