7.7.09

Toque de recolher

19/02/09

A entrevista do Secretário da Segurança Comunitária, Coronel Domingos de Abreu, no BOM DIA de terça-feira deu tanto prazer quanto uma cerveja morna. Porque de declarações infundadas e projetos amparados no achismo, o Presidente Lula já dá conta muito bem sozinho.

Longe de mim duvidar das boas intenções do Coronel Abreu. Mas defender a limitação do horário de funcionamento dos bares até as 23 horas não faz o menor sentido! Mais uma vez, o prejudicado será o cidadão de bem, que arca com uma das maiores cargas tributarias do mundo para ter segurança, saúde, educação e só ganha mais uma restrição a seu direito de ir e vir – nesse caso, de ir ao bar de que gosta, tomar uns drinques e vir de táxi (claro) no horário que quiser.

A equação do “se não há segurança nas ruas, tirem o povo das ruas” funciona em certos contextos, como foi em Diadema, citada pelo Secretário na entrevista. Agora, daí a lançar mão de uma medida como essa sem levantamento prévio das regiões em que a violência está ligada à existência de bares, sem cogitar outras ações óbvias como mais policiais nas ruas, vai uma boa distância.

Com ideias como esta, o secretario deixa de fazer segurança pública e passa a promover a segurança privada, impondo que cada cidadão se recolha mais cedo à relativa proteção de suas propriedades particulares. E quem não gostou que tome um porre. Mas só até as onze.

Taí mais um disparate do único país do mundo em que, segundo a leitora Beth, um semianalfabeto assina uma revisão ortográfica e um alcoólatra institui uma lei seca.

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