7.7.09

YES, WE HAVE.


22/01/09


Esta semana, o mundo presenciou uma das maiores manifestações populares dos últimos tempos: a posse de Barack. Como sempre, os Estados Unidos e o povo norte-americano foram insuperáveis em seu barato de fabricar ídolos.

Obama é mais um dos tantos ídolos produzidos na Terra de Tio Sam. Sua ascensão meteórica comprova o poderio da América do Norte para concentrar a resolução de seus problemas na criação de personalidades políticas e sua medidas. De um jeito ou de outro, isso funciona.
O poder de mobilizar as massas, os mercados e as instituições exercido por Barack Obama terá certamente um peso definitivo na resolução da crise em que os governos anteriores mergulharam os Estados Unidos. Mas tudo está baseado no carisma e no poder de um ídolo legitimado pelo povo, se bem que lá a eleição não é feita para o povão, como acontece por aqui.

Aliás, no Brasil os únicos heróis vêm do esporte, e olha que o último foi o Senna. Político mesmo, nenhum. Por isso, já que nosso novo ídolo ainda não nasceu, é hora de aprender com o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Só que aqui, adaptado à nossa realidade, o slogan “YES, WE CAN” seria pouco.

Primeiro, viria o “YES, WE CAN’T” continuar do jeito que está. Depois, o “YES, WE SHOULD”, devemos acabar com a corrupção. Em seguida, “YES, WE HAVE”, temos que promover as reformas política e fiscal. Porque “YES, WE NEED”, precisamos de mais emprego, mais saúde, mais educação, mais segurança e por aí vai.

Ou então, o único slogan que continuará a nos definir será o velho “YES, WE HAVE BANANAS”.

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