4.2.09

Imposto que ajuda

Reclamar do rombo causado no bolso do brasileiro pela exagerada carga de impostos virou lugar comum. Não há quem não se sinta, no mínimo, lesado por ter que destinar boa parte do seu suado dinheiro para os cofres do Governo.
Mas já que o estrago está feito e não dá para seguir pelo caminho da sonegação, então pelo menos dá para destinar uma parte desse dinheiro, que inevitavelmente será devorado pelo leão, para quem realmente utiliza em benefício da comunidade.
A doação de parte do imposto de renda devido ao Governo para o Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, infelizmente, é uma prática pouco comum ainda para os contribuintes. Por preguiça ou desinformação mesmo, a maioria deixa de fazer essa opção no momento da declaração.
Para se ter uma idéia, se todo o cidadão ou empresa de Sorocaba destinasse a sua parcela do imposto para os programas sociais, a soma chegaria a R$ 15 milhões. Mas, no ano passado, segundo dados da própria Receita, não passou de R$ 700 mil.
Então, para que ninguém possa alegar desconhecimento, aí vai a informação: pessoas físicas podem deduzir até 6% do imposto devido e empresas podem abater até 1%. Mas é preciso agir logo, já que o prazo para a doação termina agora no dia 31 de dezembro.
Algumas grandes empresas têm engajado na campanha para aumentar essa adesão. Vale citar a iniciativa da ZF do Brasil, que fará a doação de R$ 150 mil referente ao imposto de renda devido pela empresa ao Gpaci neste domingo. É um exemplo a ser seguido.

DEZ/2008

Quem dá mais

Sorocaba deu mais um importante passo nessa semana em direção ao acalantado projeto de criação Museu de Arte Contemporânea. O segundo leilão de arte, no Ipanema Clube, foi uma demonstração clara do empenho de artistas e apreciadores das obras em arregaçarem as mangas – e abrir as carteiras, é claro – para que o projeto saia do papel e invada as instalações da antiga Estação Ferroviária, que já tem espaço reservado para abrigar o Museu.

Esse encajamento foi confirmado pela presença de pelo menos 150 pessoas que disputaram com generosos lances quase 90 peças. Ao transitar pelo espaço, você desavidamente esbarrava com Cláudio Tozzi, Ivald Granato, Caciporé Torres, Neno Ramos, Luiz Paulo Bavareli, só para citar alguns dos artistas que fizeram questão de acompanhar suas obras ao leilão. O próprio leiloeiro, Roberto de Magalhães Gouvêa, demonstrou o seu espanto ao ver tantos artistas se fazerem presentes no evento.

Ponto para o turma da AECA, que é a associação que encabeça a luta pela criação do Museu há três anos. E olha que o movimento já conta com a adesão de figuras de destaque como o arquiteto Pedro Mendes da Rocha, que assumiu a elaboração do projeto, e do museólogo Fábio Magalhães.

Mais do que a instalação do espaço físico para a exposição das obras, esse pessoal tem como meta tirar a visão elitista que paira sobre a arte moderna. E mostrar que a apreciação dessas peças pode estar ao alcance de todos e não restrita às salas dos socialites. Afinal, a arte é do povo.

NOV/2008
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SOROCABA, SP, Brazil